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Europa

Infanta Cristina diz a juiz que desconhecia atividades ilícitas do marido

media A infanta Cristina, filha mais nova do rei Juan Carlos REUTERS/Paul Hanna

A filha mais nova do rei Juan Carlos da Espanha se apresentou neste sábado (8) à Justiça para depor no caso de suposto desvio de verbas públicas pela empresa de seu marido, Inaki Urdangarin. Esta foi a primeira vez na história que um membro da monarquia espanhola sentou-se no banco dos réus, outra mancha na já desgastada imagem da família real da Espanha.

Luisa Belchior, correspondente da RFI em Madri

"Não sabia de nada." Foi o que alegou ao juiz a infanta Cristina, filha mais nova do rei Juan Carlos, em um depoimento de mais de cinco horas neste sábado na ilha Maiorca. Era lá que funcionava a empresa de seu marido, Aizoon, da qual a filha do rei era sócia.

A Aizoon foi também o destino de verbas públicas recebidas pelo casal e gastos pessoais não declarados por eles como viagens, vinhos, jantares e até um curso de salsa, segundo a acusação formal feita ano passado à Justiça, com base em declarações fiscais da empresa.A infanta Cristina responde no caso por suspeita de fraude fiscal e lavagem de dinheiro na empresa.

Estratégia da princesa é afastar família real do caso

Ao juiz, ela alegou nesta manhã que não tinha conhecimento das atividades do negócio e que confiava em seu marido. A alegação, segundo a imprensa local, é uma estratégia para afastar do caso a família real, que vive seu momento mais impopular.

Em dezembro do ano passado, uma pesquisa do jornal El Mundo mostrou que, pela primeira vez na história, a maioria dos espanhóis reprova sua monarquia e 66% acham que o rei deve abdicar em nome de seu filho, o príncipe Felipe.

O rei descarta a possibilidade e vem tentando melhorar sua imagem, mas o envolvimento formal de sua filha no caso atrapalhou os planos da família real. Nesta manhã, 400 jornalistas e 300 policiais esperavam pela infanta Cristina no tribunal de Maiorca.

Ela chegou de carro, sorriu e acenou aos jornalistas. Do lado de fora, havia fortes protestos anti-monarquia, um movimento que tem crescido no país na carona dos escândalos da família real espanhola.
 

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