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Europa

Suíços dizem que "um terceiro" esteve envolvido na morte de Arafat

media O diretor do Instituto de Radiofísica Aplicada de Lausanne, François Bochud. REUTERS/Denis Balibouse

As doses de polônio 210 encontradas nos restos mortais e objetos pessoais de Yasser Arafat "implicam, necessariamente, na intervenção de um terceiro", disseram nesta quinta-feira os cientistas suíços que conduziram as análises após a exumação do corpo do ex-líder palestino. "A hipótese do envenenamento é a mais coerente", acrescentaram os especialistas.

Os cientistas do Instituto de Radiofísica Aplicada de Lausanne encontraram doses de polônio nos restos mortais de Arafat em quantidades até 20 vezes mais altas que o normal. "Isso requer a intervenção de uma terceira parte", afirmou o professor François Bochud, diretor do instituto. O polônio 210 é uma substância radioativa altamente tóxica.

"Nossos estudos podem apoiar a teoria do envenenamento", disse Bochud. "Se por um lado não é possível afirmar categoricamente que o polônio causou a morte de Arafat, também não é possível excluí-lo", acrescentou o professor suíço. 

De acordo com Patrice Mangin, diretor do centro forense da universidade, se os especialistas tivessem obtido amostras logo após a morte de Arafat, no dia 11 de novembro de 2004, em um hospital na região parisiense, certamente eles teriam sido mais enfáticos em suas conclusões. 

O novo relatório do Instituto de Lausanne foi feito após análise de restos mortais recolhidos na exumação do líder histórico palestino, em novembro de 2012, a pedido da viúva de Arafat. Por enquanto, as autoridades palestinas ainda não confirmaram a informação.

Israel, que é acusado de ter envenenado o líder palestino, nega qualquer envolvimento e diz que o caso "parece novela".

Os especialistas suíços já tinham publicado na revista científica The Lancet resultados de uma análise na qual encontraram traços de polônio 210 em objetos pessoais de Arafat como roupas íntimas, escova de dente, roupas esportivas e até gorros. Eles lembraram que os resultados clínicos de Yasser Arafat no momento de sua morte não excluíram o envenenamento por polônio 210.

Depois dessas revelações, a viúva do líder palestino, Suha Arafat, prestou queixa na justiça francesa, o que acabou levando à exumação do corpo. Cerca de 60 amostras foram divididas para serem analisadas por três equipes de investigadores suíços, russos e franceses. Cada equipe trabalha individualmente, sem contato com os testes efetuados por outro grupo de especialistas.

A Rússia negou recentemente a hipótese do envenenamento. "Ele não pode ter sido envenenado por polônio. Os experts russos que fizeram a análise (das amostras) não encontraram nenhum traço desta substância”, declarou em outubro o chefe da agência russa, Vladimir Ouïba.

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