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Europa

Greenpeace exige libertação imediata de ativistas presos na Rússia

media Ativistas do Greenpeace fizeram um protesto de barco nesta quarta-feira (6) diante do Kremlin. REUTERS/Sergei Karpukhin

Nesta quarta-feira, o Tribunal Marítimo Internacional avalia a situação dos 30 membros do navio do Greenpeace Arctic Sunrise, presos em Murmansk, no noroeste da Rússia, desde setembro deste ano. Embora Moscou tenha declinado de participar da audiência, a ONG acredita que existem "motivos suficientes" para a "libertação imediata" dos militantes - entre eles, a bióloga brasileira Ana Paula Maciel.

Em entrevista à agência de notícias France Presse, o diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, disse esperar que o Tribunal das Nações Unidas responsável por resolver litígios marítimos apresente uma decisão favorável à libertação em duas semanas. O Tribunal marcou para 22 de novembro a divulgação de seu parecer.

"O navio se encontrava em águas internacionais quando foi abordado", observou Naidoo, acrescentando que isso só pode acontecer em casos de "pesca ilegal e danos ao meio ambiente, além de um ou outro motivo". De acordo com ele, o Arctic Sunrise não se enquadra em nenhum destes pressupostos.

A princípio, o governo russo havia indiciado os ativistas por "pirataria", um crime que, pela lei local, é passível de pena de até 15 anos de prisão. A acusação foi revista e agora, eles respondem por "vandalismo", cuja punição não ultrapassa sete anos de cadeia.

Mas o Greenpeace pede sua libertação imediata. Nesta quarta-feira pela manhã, dois botes da ONG atravessaram a capital russa pelo rio Moskova. Os ativistas passaram pelo palácio do Kremlin, sede do governo e residência oficial do presidente Vladimir Putin, com bandeiras que exigiam "Liberdade aos 30 do Arctic!".

Os ativistas - oriundos de 18 países diferentes - foram presos quando tentaram invadir uma plataforma da Gazprom, gigante pretolífera russa, para alertar sobre os riscos da extração no mar de Barents. Eles devem ser transferidos da prisão de Nourmansk, onde vivem sob condições "extremamente duras", de acordo com Kumi Naidoo, para São Petesburgo.
 

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