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Europa

Infanta Cristina de Espanha é convocada a depor sobre escândalo de corrupção

media A infanta Cristina de Espanha durante uma viagem a Hanoi, no Vietnã, em novembro de 2009. REUTERS/Kham

A filha caçula do rei Juan Carlos da Espanha, a infanta Cristina, foi convocada como imputada na investigação sobre o escândalo de corrupção envolvendo seu marido, Iñaki Urdangarin. Ela deve comparecer no dia 27 de abril diante de um juiz das ilhas Baleares.

Aos 47 anos, a infanta Cristina é a primeira pessoa da família real sobre a qual recaem suspeitas nessa investigação sobre apropriação indébita de dinheiro público e fraude fiscal e deverá responder às perguntas do juiz sobre um possível "delito de tráfico de influência".

Iñaki Undangarin é acusado de ter utilizado suas relações para vencer licitações públicas para organizar eventos na ilha de Maiorca e em outras regiões da Espanha.

A Casa Real "não comenta decisões judiciais", disse um porta-voz. O caso se tornou público no final de 2011 e causou uma queda na popularidade da monarquia espanhola.

A família real atravessa uma crise sem precedentes desde a ascensão de Juan Carlos, de 75 anos, ao trono, em 1975. Além dos problemas de saúde do rei, na primavera de 2012 estourou o escândalo de uma caçada extravagante no Botsuana, que obrigou o soberano a pedir desculpas ao país.

A infanta Cristina até agora não havia sido envolvida na investigação de corrupção iniciada no final de 2011 pelo juiz José Castro do tribunal de palma de Maiorca, nas ilhas Baleares, onde está sendo processado Iñaki Urdangarin, um ex-jogador de handebol de 45 anos.

Durante a investigação, o ex-campeão olímpico sempre tentou proteger a família real e sobretudo sua esposa, afirmando que todos haviam se mantido afastados de suas atividades suspeitas.

Mas o nome da infanta Cristina começou a aparecer na semana passada na imprensa devido às revelações de Diego Torres, ex-sócio de Iñaki Urdangarin.

Também acusado na investigação sobre a apropriação indébita de dinheiro público por meio do Instituto Nóos, uma empresa de mecenato presidida pelo genro do rei entre 2004 e 2006, Diego Torres estaria tentando, segundo a imprensa espanhola, provar que Cristina tinha conhecimento das atividades de seu marido, já que ela era membro do comitê de direção do instituto.

O escândalo agora atinge diretamente a princesa, diplomada em ciências políticas, conhecida por suas atividades sociais ou humanitárias e diretora do departamento social da fundação La Caixa de Barcelona.

Sétima na ordem de sucessão ao trono da Espanha, Cristina é considerada a "criança turbulenta" da família segundo Emilio de Diego, professor de história contemporânea da Universidade Complutense de Madri.

Apaixonada por esportes, ela conheceu seu futuro marido nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, quando ele jogava na equipe espanhola de handebol, que venceu a medalha de bronze. Eles se casaram em 1997 em Barcelona e tiveram quatro filhos.

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