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Europa

"Sim, eu faria de novo", diz assassino norueguês em audiência

media O assassino norueguês Anders Breivik, acusado de terrorismo, repete gesto nazista no tribunal de Oslo, nesta terça-feira. REUTERS/Stoyan Nenov

Começou na manhã desta terça-feira, o depoimento de Anders Behring Breivik, responsável pelo massacre que matou 77 pessoas em julho de 2011, em Oslo. ”Sim, eu faria de novo”, declarou o extremista de direita durante o segundo dia de audiência, onde ele deu a sua versão dos fatos em um testemunho difícil de escutar, segundo o seu advogado. O homem de 33 anos alegou ter agido em legítima defesa e pediu sua liberação.

A justiça norueguesa autorizou o acusado de atos terroristas a ler um texto durante 30 minutos. Breivik diz que suas vítimas adolescentes não eram “crianças inocentes” e que ele teria matado para  "impedir uma guerra civil". Ele acrescentou que passar a vida na prisão ou morrer por seu povo seria uma grande honra. Diante do juiz e livre das algemas, Breivik chegou a fazer uma saudação de extrema-direita com o braço estendido, que explica em seu manifesto publicado na internet, como um gesto “de força, honra e desafio aos tiranos marxistas na Europa”.

O início da sessão foi marcado por uma interrupção de meia hora. Já que a acusação, a defesa e os advogados das partes civis pediram a retirada de um dos cinco juízes destacados para o caso, que reconheceu ter pedido a pena de morte para Breivik, condenação que não existe no país. Thomas Indreboe, um dos três cidadãos noruegueses sorteados para auxiliar os dois juízes titulares no processo, publicou um dia depois do duplo atentado um comentário em um jornal local dizendo que “a pena de morte é a única solução justa nesse caso”.

A página web com o comentário foi publicada em uma revista anti-racista local, levantando a polêmica. Depois de uma investigação feita pela polícia norueguesa Indreboe será substituído.

O processo deve durar cerca de dez semanas. Breivik, que se recusa a ser considerado irresponsável penalmente por causa de seu estado metal, passou por duas análises psiquiátricas contraditórias e deve ser ouvido por mais quatro dias.

A corte decidiu que a TV da Noruega não vai transmitir a sessão para poupar a população e as famílias dos mortos. Rosas foram depositadas no perímetro de segurança do tribunal, lembrando os dias que sucederam a tragédia, em que a capital norueguesa foi recoberta por flores em homenagem as vítimas.

No dia 22 de julho do ano passado, o norueguês provocou a explosão de um veículo embaixo do escritório do primeiro-ministro trabalhista, deixando 8 mortos e em seguida, abriu fogo sobre um acampamento de verão de jovem trabalhistas na ilha de Utoeya matando outras 69 pessoas.
 

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