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Europa

Milão começa a cobrar pedágio no centro da cidade

media O sistema de pagamento do pedágio em Milão se baseou no projeto de Londres (foto). Flickr/Daquella manera

Os motoristas de Milão começaram a pagar a partir de hoje um pedágio de 5 euros, cerca de 11,30 reais, para circular no centro da cidade, num perímetro batizado de "Área C". O pedágio urbano, inspirado no modelo londrino, é um projeto do prefeito de esquerda Giuliano Pisapia para reduzir a poluição e descongestionar o centro da capital econômica da Itália.

Os motoristas de Milão desaprovam a iniciativa do prefeito Pisapia. Desde 2008, a cidade já tinha um sistema de cobrança de pedágio para veículos altamente poluentes (Ecopass), que cobria cerca de 10% dos carros em circulação. O novo sistema é bem mais abrangente. Ficam isentos do pagamento de pedágio apenas os carros elétricos ou híbridos. O restante da frota terá de pagar para circular no centro de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30. 

Com a cobrança do pedágio urbano, a prefeitura de Milão espera reduzir de 20 a 30% o tráfego na área central da cidade, retirando 30 mil carros de circulação. Além de diminuir a poluição globalmente, a concentração de partículas finas, que costuma ultrapassar o teto autorizado, também será reduzida.

De acordo com dados recolhidos pela prefeitura na manhã de hoje, antes das 7h30 houve um ligeiro aumento da circulação de 10%. Depois do horário em que os parquímetros do pedágio começaram a funcionar, a circulação caiu 40%. A arrecadação será toda investida no desenvolvimento e na melhoria do transporte público na cidade.

O prefeito Pisapia declarou que o pedágio urbano de Milão representa, em escala menor, a aplicação do protocolo de Kyoto na cidade. Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, o prefeito disse que os moradores de Milão vão tirar proveito da medida, em especial no que diz respeito à saúde.

Para acalmar o descontentamento dos moradores do centro, a prefeitura distribuiu 40 entradas gratuitas e concedeu a eles uma tarifa de pedágio preferencial de 2 euros, cerca de 4,5 reais. Mesmo assim, com o apoio da oposição de direita, eles pretendem lutar contra o dispositivo. Os moradores já criaram o comitê de defesa "Residenti no charge", por julgar que eles "têm o direito de voltar para casa a hora que quiserem sem pagar taxas ou ter de olhar para o relógio".

 

 

 
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