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Europa

"Obrigado e adeus", diz última edição de jornal britânico

media Rupert Murdoch lê o último número de News of the World. Reuters

A última edição do News of the World foi hoje às bancas na Grã-Bretanha. O jornal inglês mais vendido e mais antigo enfrenta um grande escândalo de escutas telefônicas.  O proprietário do grupo que controla o jornal, o magnata australiano Rupert Murdoch, chegou neste domingo a Londres para acompanhar o caso.

Fernanda Nidecker, correspondente da RFI em Londres

A polícia divulgou neste domingo ter recebido um arquivo de 300 emails da News International, empresa que controla o tabloide, que mostram que os grampos e o pagamento de suborno a policiais em troca de informações teriam sido praticados por mais de um jornalista.

Os emails foram escritos em 2007, logo depois que um repórter foi preso, acusado de fazer os grampos. A revelação pode complicar ainda mais a situação de executivos do jornal, que no passado teriam dito a uma comissão do governo estarem convencidos de que as escutas teriam sido realizados por apenas um jornalista.
Os emails também sugerem que Andy Coulson, que foi editor do News of the World e depois porta-voz do primeiro-ministro, David Cameron, teria autorizado pagamentos de policiais.

Mais cedo, o magnata australiano Rupert Murdoch, dono da News Corporation, o conglomerado de mídia que controla o News of the World, chegou a Londres para tentar conter a crise gerada pela má conduta de seus funcionários. O jornal, o mais vendido da Grã-Bretanha, se despediu hoje dos leitores depois que a organização anunciou seu fechamento na quinta-feira.

O escândalo das escutas telefônicas está desgastando a imagem da empresa de Murdoch e pode minar suas ambições de se tornar acionista majoritário da TV por assinatura britânica BSkYB. O líder da oposição, o trabalhista Ed Milliband, disse que pretende propor uma votação na Câmara dos Comuns para adiar a operação de compra da TV até que a investigação sobre os grampos seja concluída.

O escândalo envolvendo o News of the World veio à tona em 2006, com denúncias de escutas de telefones de celebridades e políticos. Mas esta semana o caso chocou o país quando foi revelado que vítimas de assassinatos e famílias de soldados mortos no Iraque também foram alvo das escutas ilegais.
 

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