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Europa

Itália multiplica ações para conter onda de imigração do norte da África

media Ali Al Isawi, enviado do Conselho Nacional Transitório da Líbia(a esquerda) e o ministro italiano de Relações Exteriores, Franco Frattini Reuters

A onda de imigração em massa do norte da África para a Itália está sendo debatida nesta segunda-feira em Roma e na Tunísia. O responsável pela política externa do CNT, órgão que representa os insurgentes líbios, está em Roma para discutir o tema com o chanceler italiano Franco Frattini e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, desembarcou hoje em Túnis em busca de soluções para conter a chegada dos imigrantes.

Paula Schmitt, correspondente da RFI em Roma

Ali Al Isawi, enviado do Conselho Nacional Transitório da Líbia, o grupo que representa os rebeldes contra a dituadura de Kadafi, se econtra nesta segunda-feira com o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini. Este é mais um passo na busca de soluções para o problema da imigração em massa para a Itália.

Desde Janeiro, cerca de vinte mil imigrantes, principalmente vindos da Tunísia, mas também da Líbia, já desembarcaram na ilha italiana de Lampedusa. A Itália trata esses tunisianos e líbios como imigrantes ilegais, e não como refugiados políticos. A imigração em massa piora porque os portos de saída na Líbia e na Tunísia não estão sendo patrulhados.

Nesta segunda Feira, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi chegou à Tunísia para se encontrar com representantes do governo e tentar uma solução que comece nos portos de embarque. A imigração norte-africana para a Itália não é rara, mas com a revolução na Tunísia e os confrontos na Líbia, o número de barcos aumentou de tal forma que a ilha de Lampedusa chegou a declarar estado de emergência.

Acordos que existiam entre a Itália e os dois países norte-africanos perderam a validade. A Itália está tendo que conter essa onda de imigração que as autoridades italianas acreditam que deveria ser um problema de toda a União Europeia.

A Itália promete ajudar a Tunísia com uma linha de crédito de 150 milhões de euros para conter a imigração. Essa ajuda financeira deve ser usada para micro-credito, abertura de pequenas empresas e criação de empregos. Nesta segunda, patrulhas na costa da Itália realizam buscas no Mediterrâneo para encontrar dois barcos que teriam naufragado com 400 imigrantes a caminho de Lampedusa.
 

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