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Tour de France 2019 tem vitória sul-americana inédita

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Tour de France 2019 tem vitória sul-americana inédita
 
O colombiano Egan Bernal festeja a vitória na Volta da França de 2019. REUTERS/Christian Hartmann

O colombiano Egan Bernal é o campeão do Tour de France 2019. Na tarde deste domingo (28) ele pedalou pelas ruas de Paris até a linha de chegada na famosa avenida dos Champs-Elysées. Bernal conseguiu abrir vantagem no ranking geral na penúltima etapa da competição.

Com a colaboração de Lucas Senra.

Foi no sábado (27) que este ciclista de 22 anos garantiu a liderança após chegar em quarto lugar na vigésima etapa - vencida pelo italiano Vicenzo Nibali - se tornando assim o primeiro sul-americano a ganhar a competição em toda a história.

Este ano, o percurso da penúltima etapa do tradicional torneio acabou reduzido por causa das condições climáticas no leste da França: três montanhas estavam programadas para os ciclistas passarem, mas apenas uma foi liberada pela organização da prova.

Na sexta-feira (26), um deslizamento de neve e lama já havia interrompido a 19ª etapa, na qual Bernal passou o francês Julian Alaphilippe e assumiu a camisa amarela, dada ao primeiro colocado no ranking geral.

Jejum francês de 34 anos continua

Alaphilippe ficou em primeiro por 14 etapas seguidas e estava a caminho de quebrar um jejum de 34 anos sem um francês levar o título, o que empolgou o público francês. A televisão francesa registrou uma gigantesca audiência com mais de 30 milhões de espectadores.

Além dele, o compatriota Thibaut Pinot também vinha forte na briga pela primeira colocação, mas se machucou e teve que abandonar o torneio. Com isso, a vitória de Bernard Hinault, em 1985, continua sendo a última conquista dos franceses.

Lançado em 1903, o Tour de France nasceu de uma desavença entre o dono de um jornal e um político de extrema-direita. À época, a França estava dividida por causa do célebre Caso Dreyfus, um capitão do exército francês, judeu, que foi injustamente condenado por espionagem.

Pierre Giffard, proprietário do principal jornal esportivo do fim do século 19, o Le Vélo, era a favor de Dreyfus, e usava as páginas de sua publicação diária para criticar opositores. Um deles, o Conde Jules-Albert de Dion, político e dono de uma fábrica de automóveis, que não acreditava na inocência de Dreyfus, decidiu criar seu próprio jornal para rivalizar com Giffard.

Foi pensando em divulgar essa nova publicação, o L’Auto, que nasceu a ideia do Tour de France. De lá, pra cá, a competição foi crescendo ano após ano, atraindo milhões de espectadores pelas estradas francesas.

Doping

Apesar do sucesso mundial desta competição, o Tour de France também foi marcado por acidentes e diversos casos de dopping.

Um dos casos mais conhecidos foi o do americano Lance Armstrong que se tornou um ídolo mundial após ter se recuperado de um câncer e vencido o Tour de France por sete vezes consecutivas, entre 1999 e 2005.

O ex-ciclista americano acabou banido do esporte em 2012 pela Usada (Agência Americana Anti-Doping), que comprovou o uso de substâncias ilícitas por Armstrong enquanto competia. Com isso ele perdeu todos os seus troféus do Tour de France e todos os outros títulos conquistados ao longo da carreira.

Torcida sul-americana

Ainda assim, pessoas de todo o mundo continuam admirando o Tour de France. O colombiano Ricardo parece ter escolhido a hora certa para estar em Paris, torcendo para seu conterrâneo Egan Bernal.  “Meu país é pouco valorizado, então gosto de ver as conquistas que os colombianos têm no mundo, com esportes que não são tão reconhecidos, como por exemplo o golfe, o ciclismo, a patinação, entre outras coisas diferentes do futebol, que é o esporte mais representativo”.

Ricardo costuma acompanhar as competições pela televisão, e diz que há outro ciclista do país que vem atingindo boas metas no esporte: “A Colômbia é reconhecida no mundo do ciclismo por causa do Nairo Quintana, que quase ganhou o tour nos anos de 2013, 2015 e 2016 conquistando dois segundos lugares e uma terceira colocação, por isso gosto de vê-lo e acompanha-lo ”.

Outro apaixonado pelo ciclismo que também veio a Paris é o chileno Alcides Neftali, que veio com o filho para acompanhar o Tour. A Paixão começou na infância por influência do pai.

Os chilenos Alcides Neftali (esquerda) e Alcides Campillay, em Paris, 25/07/2019 RFI / Lucas Senra

Agora, Alcides vê seu filho acompanhando seus passos, o seu pedalar. “Comecei no esporte com 5 anos, depois, meu pai morreu. Ele era muito jovem, tinha 42 anos; eu era o mais velho de 7 irmãos, e tive que deixar o ciclismo”, conta. “Voltei a pedalar já fazem 25 anos. Estou com 68 anos, participo de campeonatos Sênior e amadores em Santiago, disputo o Campeonato Metropolitano do Chile, e já ganhei até uma competição. Meu filho ficou em terceiro lugar no campeonato de inverno do ano passado”, diz orgulhosamente.

A paixão pelo ciclismo é tão grande que até as bicicletas vieram juntas:  “Nós pedimos férias do trabalho para virmos; vimos a etapa que aconteceu nos Pirineus, e agora estamos em Paris para vermos a final no domingo. Segunda voltamos para o Chile”; ele acrescenta sobre sua dedicação: “Por mim, se não estou trabalhando, estou competindo; o trabalho não me permite esta dedicação diária, mas pratico todos os sábados e domingos”. 

A inédita vitória sul-americana acontece mesmo com apenas 5 competidores do continente, sendo um argentino e quatro colombianos. O trabalho da Colômbia se destacou por ter conseguido deixar três atletas entre os 10 primeiros colocados: Egan Bernal, Nairo Quintana e Rigoberto Uran.

100 anos de Maillot Jaune

Vale lembrar também que este ano o Tour de France celebrou os 100 anos do Maillot Jaune, a prestigiosa camisa amarela, que foram personalizadas com imagens de monumentos, ciclistas e locais marcantes na história da competição.

A primeira foi concedida pelo criador do Tour de France, Henri Desgrange, em 19 de julho de 1919, a Eugène Christophe, após a 11ª etapa daquele ano, na cidade de Grenoble.

Com a vitória do colombiano Egan Bernal, 62 ciclistas diferentes já conquistaram o tour de France. E apesar do jejum, é ainda a França que possui o maior número de vitórias, 36, seguida pela Bélgica com 18, a Espanha com 12, e a Itália com 10.

 


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