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Esportes

Hambúrguer rosa e chuteira de salto alto: as “bolas foras” do marketing da Copa de futebol feminino

media Speed Burger lançou hambúrguer rosa para a Copa do Mundo de futebol feminino Captura de tela so site da Speed Burger

Desde o começo da Copa do Mundo de futebol feminino 2019, diversas marcas aproveitaram o evento para lançar campanhas. Mas, em alguns casos, o uso exacerbado de estereótipos quanto às mulheres em campo provocou indignação e muitas críticas nas redes sociais.

Segundo reportagem do site FranceInfo

Entre as empresas que levaram cartão vermelho das feministas, está a Speed Burger, que lançou um hambúrguer cor de rosa para a ocasião. Desde seu lançamento, no dia 3 de junho, o sanduíche – que custa cerca de R$ 30 – foi extremamente mal visto. “Os clichês não param”, “sexismo sujo”, “apropriação comercial machista”, disseram diversas internautas.

“Como podem ter tido a ideia de fazer isso em 2019?”, questiona o perfil @PepiteSexiste no Twitter. Nos primeiros 15 dias de competição, as usuárias das redes sociais não pararam de protestar contra as propagandas que consideram ultrapassadas ou nocivas à diversidade proposta pela participação feminina num esporte dominado pelos homens.

Segundo o diretor-geral de Speed Burger, Bruno Bourrigault, citado pelo site FranceInfo, não há nada de errado com o hambúrguer rosa. “Há pessoas que veem o mal em toda a parte”, diz. “O uniforme [do time masculino francês] tem uma parte rosa, então pensamos em fazer algo parecido. Que algumas pessoas tenham se sentido agredidas pela cor, independentemente do evento, é lamentável”.

Para Marie-Noëlle Bas, presidente da associação feminista Chiennes de garde (“Cadelas sentinelas”, em tradução livre), a explicação de Bruno Bourrigault não é suficiente. “É o que eles dizem sempre. Entretanto, estamos diante de uma campanha de marketing sexista. Pegamos um produto que não tem nada a ver com o esporte e o transformamos em algo de menininha”, critica. “Quando evocamos os jogadores, falamos de competência e força. Quando falamos das garotas, pensamos em seus corpos e em sua personalidade”, aponta.

Lição aprendida?

“Ainda existem pessoas que se incomodam em ver mulheres jogando futebol, porque é algo novo e mexe com as representações”, analisa a especialista Mariette Darrigrand. “Isso não significa que não podemos rir ou fazer piadas porque são mulheres. Mas, nesse caso, há uma vontade de tirar o crédito ou de degradar”, acrescenta.

Entretanto, de acordo com Marie-Noëlle Bas, houve progresso com o passar dos anos. “Tenho o sentimento que certos clichês do passado foram evitados. Por exemplo, não vi nenhuma mulher nua”, aponta. “Prefiro dizer que as pessoas aprendem com o tempo, que elas entenderam que o sexismo é um assunto importante. Mas ainda não estamos no fim da competição.”

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