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Esportes

Brasil perde de virada da Austrália e compromete classificação no Mundial feminino

media A atacante Kerr comemora um dos gols das australianas na vitória de 3 a 2 sobre o Brasil em Montpellier. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Na volta de Marta, a seleção brasileira chegou a abrir dois gols de vantagem no jogo disputado nesta quinta-feira (13) em Montpellier (sul). A equipe levou uma virada na etapa final com gol contra e atuação decisiva do VAR, alvo de muitas reclamações das brasileiras. A derrota de 3 a 2 cria obstáculos à classificação para a próxima fase.

Enviado especial a Montpellier

Como previsto, o time australiano pressionou pois precisava de um bom resultado contra o Brasil para superar a derrota da estreia contra a Itália. A seleção brasileira voltou a mostrar falhas defensivas e errou muito nas saídas de bola, o que permitiu uma virada das australianas, superiores tecnicamente.

As “Matildas”, como são chamadas as jogadoras da Austrália, tiveram iniciativa desde o início da partida e chegavam com perigo, obrigando Barbara a fazer boas defesas.

Confirmada apenas na última hora, Marta entrou como capitã, não criou grandes jogadas ofensivas, mas ajudou na marcação e foi quem abriu o caminho da primeira etapa favorável ao Brasil em cobrança de pênalti. A jogada surgiu de um belo drible de Tamires na marcadora. Lançada em profundidade, Debinha cruzou para a área e Letícia Santos foi derrubada. Marta cobrou com categoria e abriu o placar aos 26 minutos.

Foi o 16° gol de atacante brasileira. Marta se tornou a primeira jogadora a marcar gols em cinco Copas do Mundo. Na comemoração, ela fez questão de mostrar a imagem de quadro quadrados, dois azuis e dois rosa, que é o símbolo da igualdade no futebol.

A seleção brasileira ainda aumentou com Cristiane, aos 38 minutos, depois de cruzamento da esquerda. Ela se antecipou da marcação de Catley e aumentou para o Brasil, marcando seu quarto gol na Copa.

Mas nos acréscimos a Austrália diminuiu, em jogada ensaiada. Caitilin Foord aproveitou falha na marcação e reduziu a diferença.

Virada na etapa final

Para o segundo tempo, Vadão fez duas substituições: Formiga, que recebeu o segundo cartão amarelo e fica de fora da próxima partida, cedeu o lugar para Luana. E Ludmila entrou no lugar de Marta, que jogou apenas o primeiro tempo, como combinado com a comissão técnica.

A seleção brasileira sentiu as mudanças e, sofrendo forte pressão das australianas, acabou cedendo mais espaços e “um apagão”, nas palavras da atacante Cristiane, também substituída.

Impondo intensidade na partida, a Austrália chegou ao empate aos 58 minutos da etapa final, com chute de fora da área de Logarzo. A bola cruzou a defesa e surpreendendo Barbara, que teve má percepção da trajetória da bola. Com o empate, as australianas cresceram ainda mais na partida e não demoraram a chegar ao gol da virada e da vitória aos 66 minutos, em lance infeliz da zagueira Mônica que cabeceou mal a bola, para dentro da própria rede. A virada provocou uma euforia na torcida australiana, em maioria entre os mais de 17 mil presentes no estádio.

Apostando nos contra-ataques, o Brasil teve ainda chances com Debinha, explorando a velocidade, mas ela pecou nas conclusões das jogadas. O treinador Vadão colocou a atacante Bia Zaneratto no lugar de Cristiane, na expectativa de criar mais jogadas ofensivas, mas o Brasil não conseguiu furar o eficiente bloqueio da zaga australiana.

Com o resultado, a Austrália amplia para 10 o número de vitórias sobre o Brasil, que tem 8. As duas equipes têm apenas um empate. Na classificação do grupo C, Brasil e Austrália estão empatados com três pontos.

Na próxima rodada, as “Matildas” têm como adversárias as jamaicanas, equipe mais fraca do grupo, enquanto o Brasil pega a surpreendente Itália, um páreo muito mais difícil na busca por uma das vagas.

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