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Esportes

Copa do Mundo Feminina começa na França com sucesso de público

media A abertura da Copa do Mundo Feminina de Futebol é machete da imprensa francesa desta sexta-feira, 7 de junho de 2019. Fotomontagem RFI

Com sucesso inédito de público, começa nesta sexta-feira (7), na França, a Copa do Mundo Feminina de Futebol. Mais de 950 mil ingressos, dos 1,3 milhão disponibilizados, já foram vendidos, informou hoje o Comitê Organizador. A FIFA espera fazer “o mais lindo Mundial feminino da história”.

A cerimônia de abertura acontece na noite desta sexta-feira (7) no estádio Parc de Princes de Paris, com um show da cantora francesa Jain, uma feminista engajada. O duelo de estreia é entre a anfitriã França e a Coreia do Sul. Nove cidades francesas sediam a 8ª edição do Mundial feminino. Vinte e quatro seleções estão na disputa e a final será realizada em Lyon, no dia 7 de julho.

Os jornais franceses desta sexta-feira festejam a abertura do evento. "As mulheres na boca do Gol", é a manchete irônica de Liberation que explica que o Mundial será a ocasião de “expandir a visibilidade de um esporte até agora monopolizado pelos homens.”

Antes mesmo do ponta pé inicial, já houve um interesse inédito pelo futebol feminino. Prova disso é que o canal de TV TF1, líder de audiência na França, vai transmitir o mesmo número de jogos, 25, que durante a Copa do Mundo Masculina de 2018. Um dispositivo impensável há quatro anos, afirma Libération.

O contexto é favorável para esse grande interesse: o Mundial é realizado na França, o título conquistado no ano passado pela seleção masculina atira a atença e, principalmente, o movimento #MeToo que amplia o espaço das mulheres na sociedade, avalia a reportagem. Além disso, a seleção francesa de mulheres promete, garante o jornal progressista.

Grande expectativa e pressão sobre a seleção francesa

“Em busca da conquista do mundo”, escreve em sua primeira página Aujourd'hui en France. O diário lembra que esta é a primeira vez que a França organiza um Mundial feminino.

A expectativa é grande e a pressão sobre o seleção nacional enorme. “As azuis”, com são chamadas as meninas do futebol francês, têm um mês para conquistar o título mundial como fez a seleção masculina no ano passado, na Copa da Rússia. Aliás, entre as equipes favoritas para este Mundial, o Brasil, que estreia no domingo contra a Jamaica, não aparece. A imprensa francesa nas Americanas, atuais campeãs, na seleção nacional, claro, mas também na Alemanha, Inglaterra, Holanda e Japão.

Paridade ainda está longe de ser alcançada

Le Figaro também diz que essa Copa do Mundo marca o momento de “glória do futebol feminino”, mas ressalta que nem todos os problemas estão resolvidos. O esporte realmente se profissionalizou na França nos últimos anos. O número de jogadoras licenciadas dobrou entre 2011 e 2016, passando de 50.000 para 100.000.

Mas um relatório da Unesco mostra que o acesso ao esporte não é o mesmo em todo o mundo. Em muitos países o futebol continua dominado pelos homens e as atitudes sexistas não desapareceram. Além disso, as mulheres são minoria absoluta nas instâncias que dirigem o esporte mais popular do planeta.

Outro problema, é a disparidade salarial e do valor das transferências de jogadores entre clubes. A grande maioria das jogadoras ainda é semi-profissional. As atletas recebem um salário médio de € 2.500 euros (cerca de R$ 12 mil) contra € 75.000 para os homens. Mas o relatório da Unesco acredita que o futebol "pode constituir hoje um instrumento pertinente para acelerar e valorizar a igualdade entre homens e mulheres, assim como a autonomia das mulheres em várias regiões do mundo", indica Le Figaro.

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