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Proposta do breakdance nos Jogos de 2024 não é unanimidade entre os praticantes

Proposta do breakdance nos Jogos de 2024 não é unanimidade entre os praticantes
 
O Comitê Organizador dos Jogos de 2024 propôs ao COI adicionar breakdance, escalada, surfe e skate ao programa. © JEAN-MARIE HERVIO / KMSP / PARIS

Arte, música, juventude, fenômeno urbano. A mistura desses ingredientes levou o Comitê Organizador Paris 2024 a propor a entrada do breakdance na programação olímpica dos Jogos na capital francesa. O pedido, avaliado em conjunto com membros o Comitê Olímpico Internacional (COI), ainda precisa ser validado durante uma convenção da entidade em dezembro de 2020, após os Jogos de Tóquio. Mas o anúncio teve um efeito imediato: agitou o universo de uma modalidade que nem todos consideram ainda um esporte.

Paris decidiu ousar e se conectar às novas gerações ao integrar o breakdance entre as quatro modalidades que tinha direito de sugerir. As outras três - surf, escalada e skateboard -, vão estrear nas Olimpíadas do ano que vem.

Tony Estanguet, presidente do Comitê Paris 2024 justificou a escolha: “O que acho formidável no breakdance é trazer um universo que atualmente não existe nos Jogos. É essa conexão com um público novo, a facilidade, o formato da competição como uma batalha. Conectamos com um universo musical, que atualmente é muito importante para quem pratica esporte. Queremos propor uma experiência totalmente nova e o breakdance vai nos permitir também valorizar a particularidade que queremos oferecer em 2024. Para mim é uma revolução porque é um programa totalmente inédito”.

Origem nos Estados Unidos e expansão na França

As raízes do breakdance estão nos Estados Unidos, com a emergência do hip hop, mas nos últimos anos a França se destacou no cenário internacional pelos investimentos e interesse do público.

Campeão mundial e da França, Mounir Biba disse haver uma coerência na escolha do breakdance para integrar a programação olímpica. É uma evolução natural de uma modalidade que conquistou um público que lota os locais de competição.

“É o maior passo do breakdance desde sua criação. Este ano vamos celebrar 47 anos de existência. Não é uma modalidade nova. Não é ancestral, mas também não é nova. Para mim, há um simbolismo muito forte porque nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles, o breakdance esteve presente e fez uma apresentação durante a cerimônia de abertura. Paris 2024 integrar oficialmente esta disciplina faz muito sentido”, indica.

Segundo Mounir, França e Coreia do Sul dominam atualmente o cenário mundial e os dois países têm no currículo a maior quantidade de títulos, que são disputados em categorias individuais ou de grupos. No país, o breakdance foi criado em 1982 e se diversificou, tornando-se uma atração para todas as idades.

"Atualmente, a França tem a atividade mais intensa de dança em todo o mundo, com o maior número de competições durante o ano, e a maior competição internacional. A França é um país único do mundo porque (o breakdance) é totalmente independente em relação ao hip hop. Todas as correntes do hip hop estão representadas aqui na França”, diz Mounir.

Mounir Biba - Bboy RFI

Campeonato mundial com presença brasileira

O anúncio da proposta foi feito dois dias antes da realização do campeonato mundial Battle Pro, um dos mais importantes do circuito. O Brasil estará representado com uma equipe de oito dançarinos liderada por Wender Souza. Dinho, como é mais conhecido, se instalou em Marselha, no sul do país, há três anos.

Curitibano, ele decidiu investir sua carreira na França depois de ter vindo participar de uma competição e aceitou o convite para treinar e trabalhar no país.

“O mundo inteiro vem participar de competições na França, as maiores acontecem aqui. Há pelo menos duas ou três competições em todos os finais de semana. Tem muito apoio por parte do governo e das prefeituras, dos pais. Há muitas oportunidades”, afirmou.

Além de dançarino, Dinho dá aulas como educador de dança e é responsável pelo time do Brasil que participou neste final de semana no Battle Pro com oito dançarinos.

O paranaense admite que a proposta de levar o "Breaking", como os praticantes preferem chamar a arte, para os Jogos de 2024 provocou muitos debates e discussões nas redes sociais, com grupos pró e contra se manifestando sobre a proposta.

Segundo ele, os que são contra, acreditando que a entrada nos Jogos vai tirar a “essência” da cultura hip hop, representam uma minoria pouco expressiva. “Eles defendem que continuem como dança, dizem que vai tirar a essência da cultura, que é uma dança e não poderia ser classificada como acrobacia. Mas eu acho que a partir de agora vai abrir muitas portas para o desenvolvimento, tanto por parte de empresas privadas quanto por parte do setor público”, avalia.

Para Dinho a perspectiva de integrar o programa olímpico poderá ajudar na evolução da mentalidade de quem ainda considera a atividade marginal e até mal vista em muitos países, por ser praticada muitas vezes nas ruas. O público também vai se interessar muito mais. “Se o público médio é de seis mil pessoas em um evento, nas Olimpíadas serão milhões? Vai abrir muitas oportunidades”, avalia.

Apesar de ver o "breaking" mais como cultura e arte do que esporte, o curitibano de 27 anos não esconde a ambição de representar o Brasil caso a modalidade seja mesmo aprovada oficialmente pelo COI. “Desde o anúncio, muitos dançarinos estão bem mais motivados par treinar. Representar o país é um passo muito importante na carreira."


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