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"CBF é uma das confederações mais atuantes contra o racismo", diz autor de livro

 
O jogador Serge Gakpe com uma blusa contra o racismo. "Racismo nunca mais". AFP/Mehdi Fedouach

Os casos de racismo dentro e fora dos gramados estão na origem de um cuidadoso trabalho realizado pelo jornalista franco-português Nicolas Vilas, que lançou no início de setembro na França o livro “Une enquête sur le racisme dans le foot” (Uma investigação sobre o racismo no futebol, em tradução livre), publicado pela editora Marabout.

Durante quatro anos, o jornalista, que também é apresentador de televisão na França, percorreu os bastidores do esporte mais popular do planeta para revelar essa “face escondida do futebol”, como diz o intertítulo do livro.

“Além do jogo, gosto da dimensão histórica,  social, cultural e até ideológica do futebol. Infelizmente, o tema do racismo ainda é muito atual. E é interessante ver como o futebol, o esporte mais popular do mundo, se posiciona sobre essas questões racistas na sociedade”, disse.

Vilas usou como metodologia de trabalho, assim como fez no livro anterior sobre a influência da religião no futebol - “Dieu Football Club (Deus Futebol Clube, em tradução livre) – entrevistas com jogadores, ex-jogadores, treinadores, dirigentes, entre outros profissionais.

Os casos de racismo que ganharam maior visibilidade envolveram torcedores, o que o jornalista considera justificado. “Há mais problemas relacionados com os torcedores porque há mais adeptos do que jogadores. A probabilidade de encontrar fenômenos racistas que venham das torcidas é maior do que por parte dos dirigentes. Mas como fenômeno social, é claro que se encontra racismo em todos os níveis também no futebol”, constata.

Casos no Brasil  

Apesar de ter concentrado seu trabalho no continente europeu, Nicolas faz referências a casos em muitos outros países, como no Brasil.  Chamou a atenção do autor a polêmica para a atribuição da apresentação do sorteio da Copa de 2014. O casal negro de atores Camila Pitanga e Lázaro Ramos foi preterido na escolha que recaiu sobre a modelo Fernanda Lima e seu marido Rodrigo Hilbert, gerando uma denúncia na justiça por suposto racismo da FIFA. A acusação, no entanto, foi descartada por não ter provas de que a troca se efetuou por critérios racistas. “Para ser sincero, acho que a questão do racismo no futebol e mais precisamente no Brasil mereceria também um livro por si só”, defende.

“No Brasil, o futebol ajudou a combater o racismo, mas algumas vez foi vetor do racismo”, observa.  Nicolas Vilas lembra que, historicamente, a questão dos negros teve uma importante dimensão no universo dos clubes. “Havia times consagrados exclusivamente a brancos. Mais tarde, times como o Vasco, em um certo período, abriram as portas para jogadores não brancos e contribuiu a combater o racismo. É interessante ver a dimensão social que os clubes e times podem ter nessas problemáticas”, diz.

Sem estatísticas precisas sobre os casos de racismo no futebol, o autor não identificou nenhum país que se destaque dos outros em relação a práticas racistas.

Para Nicolas, as campanhas de combate ao racismo promovidas pelas instituições dirigentes do futebol, como as da FIFA e da UEFA, mostrando jogadores como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Neymar e Gareth Bale condenando a prática, contribuem mas não são suficientes para acabar com o fenômeno.   

“Quando se fala em prevenção, é difícil ter a noção exata do impacto que pode ter. Mas uma coisa é a prevenção, e outra a sanção”, explica.

Nicolas Vilas RFI

CBF é elogiada

Em seu livro, o jornalista recorda a punição imposta pela CBF ao Grêmio de Porto Alegre quando uma torcedora foi flagrada insultando o goleiro Aranha durante uma partida na capital gaúcha pela Copa do Brasil. Como punição, o clube foi eliminado da competição. “A CBF é uma das Confederações que mais têm agido em relação ao combate ao racismo, de forma concreta a nível mundial. Poucas Confederações sancionaram clubes por fatos relacionados ao racismo, em nível desportivo”, afirma.

No entanto, lembra Nicolas, sanções financeiras foram adotadas em muito maior número pelas entidades, reforçando a percepção de que o futebol privilegia o aspecto financeiro.

“A noção econômica e comercial é mais importante do que a questão humanista e social que possa ter o futebol”. Ele lembra ainda que a “task force” criada pela entidade máxima do futebol para combater o racismo durou apenas três anos e acabou devido a impressão de que “o problema estava resolvido”.

“As campanhas e spots publicitários devem existir, mas devem haver respostas e sanções concretas que são visíveis e existem também. No mundo midiático de hoje, há coisas que ninguém consegue mais esconder e por isso, devem haver sanções em relação a isso”, conclui.

 

 


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