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Esportes

Le Monde descreve o “onipresente” pai de Neymar: “meu filho, meus contratos”

media Neymar da Silva Santos, pai da estrela da seleção brasileira, Neymar Jr : “pai, empregado, agente e amigo”. ALAIN JOCARD / AFP

Época de Copa do Mundo na Rússia é o momento para os franceses investigarem um pouco mais sobre as particularidades e personagens da “Seleçao”, como eles chamam a equipe brasileira de futebol. Foi o que fez o jornal francês Le Monde, que decidiu abordar não a “estrela brasileira dos gramados”, mas seu pai, na edição desta quinta-feira (5), com o título “Neymar Senior: meu filho, minhas batalhas, meus contratos”.

“Para encontrar o papai, não é difícil”, publica Le Monde. “Basta olhar o uniforme do filho, com as duas letras JR (abreviatura de Júnior) lembrando que, antes de ser a estrela da seleção brasileira e do PSG, Neymar é antes de tudo o filho de seu pai, Neymar da Silva Santos”, escreve o jornal.  Mas não somente isso, aponta o jornal, citando uma entrevista concedida ao Valor Econômico: “pai, empregado, agente e amigo”, arremata “Neymar Senior”. “Capacete azul”, acrescenta, irônico, Le Monde, fazendo menção aos soldados da ONU, “nesta Copa do Mundo da Rússia”.

“Quando os comentaristas esportivos brasileiros criticam Neymar pelos dramalhões e por seu comportamento contra a Costa Rica, seus amigos replicam com uma avalanche de insultos nas redes sociais”, observa o jornal francês. Mas o pai de Neymar intervém: “se vocês quiserem dar apoio ao ‘Juninho’, que seja de um jeito positivo”.

O jornal lembra que “Neymar Senior” havia prometido, no entanto, manter uma certa distância de seu filho durante o Mundial. “A promessa não durou nem mesmo o tempo necessário para a seleção chegar à Rússia. No 3 de junho, ele foi visto passeando livremente nos corredores do hotel onde estavam hospedados os jogadores em Liverpool, antes de um amistoso contra a Croácia”, escreve o jornal. “Se Tite não atura muito sua presença, ele não é o único. Neymar da Silva Santos é do tipo intervencionista”, pontua Le Monde.

Uma “carreira por procuração”

“Depois da chegada de Neymar au Paris- Saint-Germain, os dirigentes do clube lidam com as exigências do agente e com as recriminações do pai”, escreve o diário, perguntando “Neymar ainda não cortou o cordão umbilical, aos 26 anos?”.

Le Monde lembra do caminho percorrido pelo “modesto atacante do União Mogi, clube da segunda divisão do estado de São Paulo”, o pai de Neymar. “Na época, ele ganhava cerca de €685 euros por mês. Em 1992, um acidente de carro põe fim a uma temporada nos gramados. Pior ainda, ele acreditou que seu bebê recém-nascido, de 4 meses, tinha morrido. Mas ele encontrou o bebê são e salvo debaixo do banco do motorista. Neymar (Jr) tem ainda uma cicatriz na testa”, lembra o jornal.

Para Le Monde, deste passado, onde o pai de Neymar exerceu funções como pedreiro ou segurança, ele “guarda uma pequena memória profissional”, mas também uma “reputação”: “a de um jogador fracassado que projeta sobre seu filho suas ambições esportivas e, sobretudo, financeiras”. O jornal traz ainda as declarações de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos, à época da jovem promessa Neymar. “Ele [o pai] sempre foi um jogador de quinta categoria e viu no seu filho uma possibilidade de se vingar da vida”, ataca.

Processos na Justiça

As confusões financeiras começam na época da transferência para o Barcelona, em 2013. Comprado oficialmente por € 57,1 milhões, o passe de Neymar valeu, na verdade, cerca de € 83,3 milhões, desconfia a Justiça espanhola. “O fundo de investimento DIS - a quem Neymar Senior vendeu 40% dos direitos esportivos de seu filho em 2009 -, se sentiu lesado e entrou com um processo por fraude e corrupção contra o jogador, seu pai, os dois clubes e seus dirigentes”, lembra Le Monde. Neymar e seu pai podem ter que pagar uma multa de € 10 milhões e serem sentenciados a dois anos de prisão por este processo, que ainda corre na Justiça. “O fisco brasileiro também se interessa a esta transferência quando o pai de Neymar teria recebido, segundo diversas fontes, uma comissão de € 10 milhões”, diz o periódico.

O processo na Justiça não impede a “empresa familiar” de continuar a funcionar a todo vapor. “Verdadeiro outdoor publicitário, o brasileiro é ‘apoiado’ neste Mundial por 16 patrocinadores “, ironiza o jornal. “Seu pai-agente chega até a definir o lugar de uma marca quando aconselha seu filho, vaiado pelo público em Dijon por não ter deixado Cavani bater um pênalti: ‘Nós, sua família, seus amigos, escutamos os aplausos e também as vaias. E vimos você seguir adiante, com a cabeça erguida. Então coloque os seus Beats [marca de fone de ouvido] no ouvido e seja feliz, divirta-se’. E continue a agradar o papai”, conclui Le Monde.

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