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Esportes

“Não vou tirar de Neymar iniciativa de transgressor”, diz Tite

media Tite conversa com Neymar em treino da seleção em São Petersburgo. 21.06.18 REUTERS/Anton Vaganov

Brasil e Costa Rica treinaram nesta quinta-feira (21) no estádio de São Petersburgo, véspera da partida entre as duas equipes pela segunda rodada do grupo E. Tite confirmou a mesma equipe titular do jogo de estreia e desmentiu que tenha pedido para Neymar ser menos individualista.

Enviado especial a São Petersburgo,

Pouco antes de entrar em campo para o último treino antes da partida, Tite compareceu à tradicional entrevista coletiva ao lado de Thiago Silva, escolhido como capitão da equipe contra os costa-riquenhos.

O zagueiro do PSG procurou mostrar serenidade ao voltar a usar a braçadeira em uma Copa, sinal da confiança demonstrada pelo treinador. “Fico bastante tranquilo. O principal é dar o máximo pela seleção brasileira, independentemente de estar com a braçadeira ou não. Cada um tem uma responsabilidade grande e conseguimos dividir essa responsabilidade em campo”, explicou o zagueiro, bastante criticado pela atuação de capitão na Copa passada.

Thiago também falou sobre a reconquista do posto de titular da seleção depois de um longo período de ausência de convocações. “Foi muito especial para mim ter retornado ao meu alto nível na seleção brasileira. Me preparei muito para isso e gostaria de dar sequência a esse trabalho com a equipe,”, afirmou.

Rapidamente o novo capitão deixou de lado a satisfação pessoal para se referir ao desafio da seleção brasileira contra a Costa Rica. “Estamos muito conscientes do que vamos enfrentar amanhã, uma equipe de muita qualidade, que fez uma excelente Copa no Brasil. Eles não começaram tão bem, com derrota, mas estão loucos para dar a volta por cima. Estamos que estar preparados para esse confronto”, disse.

Tite justificou a escolha de Thiago Silva como parte de grupo que tem maturidade e experiência para a função, além de elogiar a busca do jogador para alcançar o alto nível técnico.

Thiago Silva durante entrevista coletiva do Brasil em São Petersburgo. REUTERS/Henry Romero

Na coletiva, o treinador também confirmou que a equipe titular será a mesma que começou o Mundial e se referiu à partida contra a Costa Rica como “decisiva”, após o empate na estreia contra os suíços. “O desempenho defensivo deve ser parecido com o jogo anterior, o ofensivo com uma efetividade maior”, resumiu.

Tite explicou que o ambiente dele e da seleção está mais favorável depois da estreia. “O afã, a expectativa da estreia já passou. Hoje se tem uma tranquilidade maior. O técnico também, porque ele é humano. Hoje tenho um discernimento maior”, garantiu.  

Apesar de lembrar que a seleção sofre pressão para ganhar todos os jogos, Tite expressou que uma de suas maiores preocupações é que as oportunidades sejam transformadas em gol.

Tite falou em ajustes táticos, e nos 15 minutos de treino abertos à imprensa, foi possível conferir a orientação que pretende dar à equipe, principalmente sobre posicionamento. Os meio-campistas e os atacantes foram bastante exigidos para pressionar o adversário na saída de bola. Para isso, Tite gesticulou bastante e repetiu várias vezes as jogadas.     

Em relação a Neymar, o técnico afirmou que ele está recuperado das dores sofridas no jogo de estreia, e desmentiu a notícia de que pediu ao número 10 do Brasil jogar mais coletivamente e menos individualmente. “Todos os atletas têm essa responsabilidade, de serem coletivos e individuais, alguns com características específicas. Eu não vou tirar do Neymar a iniciativa de transgressor, do último terço do campo, da genialidade”, disse. Ele diz incentivar os jogadores para driblar e tentar lances pessoais no espaço que tiver em campo. “Essa é a característica do futebol brasileiro. Não vou retirar”, avisou.  

Costa Rica acredita ter mais chances em bolas paradas

Os adversários do Brasil só entraram em campo para treinar no final da tarde. A única mudança confirmada pelo treinador Oscar Ramirez na equipe que vai enfrentar o Brasil é a entrada de Oviedo no lugar de Calvo. Com a derrota de 1 a 0 para a Sérvia na estreia, a equipe será eliminada se fracassar contra a seleção brasileira, um cenário que o capitão Bryan Ruiz prefere evitar.

“Jogar contra o Brasil em uma Copa do Mundo é muito motivador. Vai ser uma partida muito intensa. Sabemos da qualidade dos jogadores brasileiros e nós vamos usar nossos pontos fortes para para-los e tentar criar oportunidades de gols para, quem sabe, converter alguma. Na pior das hipóteses, não podemos perder essa partida para continuar com chances. O mais importante é não deixá-los marcar”.

O capitão se apega à última participação da Costa Rica na Copa do Mundo de 2014, quando caiu nas quartas de final, e também em resultados surpreendentes no atual Mundial para evocar as chances da equipe.    

 “Temos que nos apegar na motivação e no trabalho tático e físico que vemos fazendo. Temos que por tudo nessa partida e ter uma atitude mental para sair com um resultado positivo dessa partida”, acrescentou.

O treinador Oscar Ramirez diz ter elaborado uma estratégia para bloquear Neymar sem faltas violentas e tentar surpreender o Brasil. “Podemos jogar para ganhar, deixando claro que a bola parada pode ser uma arma. Eles também precisam do resultado e quando estivermos com a posse de bola e eles na defesa, como têm feito em algumas partidas, podemos ter a possibilidade de chegar (ao gol). Creio nessa possibilidade para poder ganhar”, diz, esperançoso.  

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