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Esportes

Estreia de Portugal e Espanha na Copa é marcada por troca de técnico espanhol

media Treino da seleção espanhola no Fisht Stadium de Sochi. REUTERS/Lucy Nicholson

A seleção portuguesa não aparece na lista das favoritas ao título da Copa da Rússia, mas a equipe chega com grandes ambições na competição devido à união e motivação do grupo. Esta foi a principal mensagem durante a entrevista coletiva concedida pelo treinador Fernando Santos e o jogador João Moutinho na véspera da estreia contra a Espanha. Já a Fúria tenta demonstrar que a delegação superou a polêmica troca de técnico durante a semana.

Enviado especial a Sochi

Minutos antes de entrar em campo para conhecer o Fisht Stadium de Sochi, o meio campista João Moutinho minimizou o impacto nos adversários da chegada de Fernando Hierro, no comando da seleção espanhola após a demissão de Julen Lopetegui.

“Efeito negativo, acho que não. Positivo, talvez. A Espanha tem se preparado para o Mundial há várias semanas, essa mudança não vai alterar muito o seu estilo de jogo nem sua maneira de jogar. Nós esperamos uma equipe extremamente forte, unida, que vai nos criar grandes dificuldades” afirmou Moutinho.

“Estamos focados em atingir nosso objetivo, que é trabalhar bem para começar bem o Mundial. Não estamos a pensar em outras coisas, estamos a pensar na seleção portuguesa. Não estamos a olhar o que se passa em outras seleções”, acrescentou.

Já o treinador Fernando Santos não quis entrar em detalhes sobre a situação da Espanha e nem como a troca de treinador faltando três dias para a estreia poderia afetar o elenco. “O confronto é que é importante. O resto é acessório. O que é importante é o jogo amanhã e serão duas equipes que vão jogar para vencer”, afirmou.

“A Espanha é um adversário fantástico, uma equipe de enorme qualidade, um esquema de jogo há muitos anos consolidado e que seguramente não será alterado”, opinou.

Portugal é candidata mas não favorita ao título

Apesar de contar com os maiores protagonistas da conquista da Eurocopa de 2016, Portugal não aparece nas listas das favoritas ao título, uma constatação que aparentemente não incomoda os jogadores.

“Portugal pensa que está entre os candidatos poder conquistar o Mundial, entre outros também. É normal que outros sejam considerados favoritos pelo que já conquistaram e por toda sua história. Nós somos campeões da Europa. Isso não nos dá o direito de sermos favoritos, mas candidatos. Temos uma equipe jovem, concentrada, que ambiciona alto. E vamos começar amanhã tentando uma vitória contra a Espanha”, acrescentou.     

Moutinho descarta que o título de campeões da Europa significa uma pressão suplementar para o grupo. “Pressão sempre existe, para a classificação para o Mundial. A pressão é boa, somos nós que temos pressão sobre nós próprios. Estamos a representar um país que adora futebol”, completou.   

O jgoador JOão Moutinho (à esq.) e o treinado de Portugal, Fernando Santos, durante coletiva em Sochi. Foto: Reuters

Conhecido pela sua habilidade tática, Fernando Santos tenta manter mistério sobre a equipe titular e até mesmo sobre o esquema de jogo para enfrentar o adversário. No entanto, garante que a equipe está pronta para o primeiro desafio, considerado o mais difícil do grupo, que ainda tem Irã e Marrocos.  

“Estamos fisicamente e mentalmente preparados. A equipe está confiante, sem presunção”, garante.

Portugal tem ainda o desafio de quebrar um jejum de não vencer a estreia em competições desde 2008.  E conta com a presença de sua grande estrela, Cristiano Ronaldo, um exemplo de capitão, de acordo com o treinador.

“Cristiano é um extraordinário jogador e capitão e tem uma influência decisiva. O que ele sempre diz, é que mais importante que ele ou eu, somos nós. Ele retrata muito bem esse exemplo”, garante.

Espanha superou troca de treinadores?

Nos poucos minutos do treino aberto à imprensa, os jogadores da equipe espanhola exibiram descontração por meio de brincadeiras durante o treino físico.  

Na véspera do grande confronto do grupo B, os jogadores querem demonstrar que a crise desencadeada com a mudança de técnico foi superada. Sergio Ramos, capitão da Fúria, insistiu durante a entrevista coletiva  que a equipe mira no futuro. Ele qualificou os momentos vividos pelo elenco como “nada agradáveis”, esquivou de dizer se os jogadores pediram para Lopetegui ficar e afirmou que era preciso estancar rapidamente a polêmica. “Independentemente de uma valorização pessoal, acho que Espanha tem que estar acima de qualquer nome. Poucas pessoas são melhor que Fernando (Hierro) para cobrir a ausência de Julen, que era muito importante”, disse.

Fernando Hierro (à esq.) e Sergio Ramos durante a entrevista coletiva. Foto: Reuters

Como capitão do Real Madrid, Sergio Ramos confirmou que sabia das negociações do clube merengue com Lopetegui. “Obviamente, quando se é capitão, você fica envolvido”, admitiu. No entanto, ele explicou ter dado sua opinião, mas quem tem que tomar a decisão são os outros.  “Quando há decisões institucionais, preferimos ficar à margem”, completou.  Ramos insistiu de que diante da repercussão negativa do caso, era preciso passar logo para outro tema.  “Quanto antes esquecermos este assunto, melhor para todos”, acrescentou.

O zagueiro, que atuará pela primeira vez como capitão da Fúria, relatou ainda que a situação  complicada que deve gerenciar lhe trouxe mais experiência pessoal e coletiva. “O futebol se aprende sobretudo nos maus momentos. Quando chegam os problemas, é sempre uma oportunidade para crescer. Neste caso, não só esportivo. O que aconteceu serve para nos deixar mais unido e ter em mente o mesmo objetivo. Sentimos também que Julen vai fazer parte do que acontecer nessa Copa do Mundo”, acrescentou.

Ao seu lado, Fernando Hierro declarou que vai prosseguir o trabalho realizado nas duas semanas “intensas” de seu antecessor. “Temos muito claro o que queremos, isso é o mais importante”, destacou. “Tenho confiança nos jogadores. Nossa ambição segue intacta”, afirmou.

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