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"Adoraria ser treinador do Neymar", diz Thiago Motta após despedida como jogador

 
Thiago Motta durante a homenagem do clube ao camisa n° 8. Reuters

Muito emocionado com a festa preparada na noite deste sábado (12) pelo Paris Saint-Germain para sua despedida dos gramados como jogador de futebol, o ítalo-brasileiro Thiago Motta reviveu seus melhores momentos com o clube e falou de seu novo desafio na carreira: ele será treinador das equipes de base do time parisiense.

Antes da partida do PSG contra o Rennes, pela penúltima rodada do campeonato e a última no Parque dos Príncipes nesta temporada, o meio campista foi chamado no gramado e recebido pelos jogadores e a direção do clube.

Fotografias com a família e todo o elenco tiveram como pano de fundo uma enorme faixa com sua imagem e o agradecimento pelos seis anos defendendo as cores do PSG.

“Foram muitos bons momentos, coisas que a gente leva para a vida toda. Uma aprendizagem enorme. Hoje acaba uma etapa, mas começa outra. Estou contente por tudo o que a gente fez juntos aqui", disse, em referência aos 18 títulos conquistados com o clube.

A despedida de campo não aconteceu como o planejado. Ele usou a braçadeira de capitão e comandou um time desfalcado do atacante Cavani e do lateral direito Daniel Alves. Thiago Motta foi quem fez a falta que resultou no pênalti que abriu o placar para o Rennes.

O time da Bretanha acabou derrotando de maneira surpreendente o PSG por 2 a 0. O revés não impediu que o meio campista saísse ovacionado quando substituído no segundo tempo.

Depois do jogo, já no palco armado no centro do gramado para comemorar os quatro títulos do PSG além de sua aposentadoria, Thiago Motta teve nova demonstração de quanto é admirado pelos torcedores parisienses.

No microfone, ele se referiu aos “momentos inesquecíveis” que viveu como jogador e comentou a motivação com a nova função. Aos 35 anos, ele pendura as chuteiras para se tornar o treinador da equipe de base do PSG, com jovens de até 19 anos de idade.

"Foi muito bom para mim. Chegou o momento de sair desse grupo. Há muito tempo discutimos junto com o clube e estou muito encantado de começar minha nova carreira de treinador. E espero, porque não, um dia voltar como treinador [da equipe principal] a voltar a viver as emoções que a gente vive nesse estádio, de uma maneira diferente".

Diante do novo desafio, que começa já na próxima temporada, ele consegue apenas projetar a ideia de como pretende ajudar com sua experiência as novas gerações de jogadores do clube parisiense.

"O estilo ninguém sabe... Eu espero que seja um estilo tranquilo, que de uma maneira tranquila saiba passar a ideia, a maneira como eu gostaria que o time jogasse. Isso são coisas que eu tenho na minha cabeça. Mas, depois, gerenciar um grupo de jogadores não é tão fácil e você tem de buscar um equilíbrio. É claro que sou um cara muito tranquilo, mas de vez em quando também posso perder a paciência – espero que como treinador muito menos. Acredito que serei um treinador tranquilo e principalmente que terá total confiança no trabalho que faz, na ideia que passa, e total confiança nos jogadores que terei em mãos. Isso é a base do futebol. Com confiança, você é capaz de alcançar tudo. Se os jogadores entendem isso coletivamente, eles têm tudo a ganhar."

O meio campista se despediu dos gramados com a derrota de 2 a 0 do PSG para o Rennes. Foto: Reuters

Treinar Neymar: por que não?

Thiago Motta não esconde, no entanto, suas ambições como treinador: chegar à equipe principal e ainda a tempo de voltar a trabalhar com a grande estrela do time, Neymar.

"Adoraria treinar um jogador deste nível. Um jogador desse nível torna a vida do treinador mais fácil, isso é simples, é claro, é lógico. Espero que o Ney continue muito tempo aqui no PSG e espero que um dia a gente possa voltar a trabalhar juntos. Já tive o prazer de trabalhar como companheiro, uma sensação incrível, como treinador seria enorme”, declarou.

Para Thiago Motta, Neymar tem uma liderança natural e precisa voltar a se sentir bem em Paris para dar alegria aos torcedores. “O Neymar já tem uma postura de liderança. Ele pode fazer muitas coisas dentro de um grupo, não só dentro de campo. Mas para você ser um líder, você tem que ser você mesmo, não pode mudar de ideia. Eu vejo de fora, o Neymar é um cara feliz, mas quando ele perde isso, não é um líder, não é o Ney", garante.

Motta admitiu que o atacante brasileiro passa por dificuldades na capital francesa e defende que o camisa 10 volte logo a campo para jogar futebol, sua grande paixão.

"Ele tem que voltar à alegria de jogar futebol, porque é o que ele ama. Quando ele perde isso, ele afeta todo mundo", disse.

"Em alguns momentos, em Paris, acredito que ele perdeu um pouco isso, essa coisa que ele tem que é a alegria. Sei que é difícil para ele, muita pressão, muitas coisas envolvidas, mas ele tem que ter essa alegria de jogar futebol. Quando ele está assim, o time tem muita possibilidade de ir para frente. É um privilégio para o clube ter um jogador desse nível", garante.

Orgulho da carreira

Na entrevista concedida aos jornalistas na saída do Parque dos Príncipes, Thiago Motta falou dos momentos marcantes e decisivos nos últimos 20 anos, quando teve uma oportunidade de sair do Brasil e tentar a vida na Europa, a maior vitrine do futebol mundial.

"Existem etapas. Saí do Brasil com 15, 16 anos, sozinho. Fui para o Barcelona, tive que deixar família e amigos, escolher uma vida completamente diferente e dar prioridade para uma carreira que eu não sabia se ia acontecer ou não. Tomei essa decisão e tenho orgulho disso", comentou.

Thiago Motta também tem registrado na memória o momento em que decidiu defender a seleção da Itália e abandonar a chance se ser convocado pela seleção brasileira. "Foi uma decisão difícil. Me sinto italiano, mas sou nascido no Brasil. Adoro o Brasil, mas foi um momento que decidi que teria que jogar pela seleção italiana. Existia uma contrariedade muito grande, mas eu decidi e fui em frente."

Segundo o jogador, sua carreira não teria sido bem-sucedida sem o apoio dos familiares. "Meu maior orgulho foi ter pessoas do meu lado que sempre pensaram no que era melhor para o Thiago, para o bem dele não só como jogador, mas como pessoa. Meu pai, minha mãe, meus irmãos e depois minha mulher e meus filhos. Só tenho a agradecer a essas pessoas", concluiu.


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