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Esportes

"Dor é a mesma", diz Thiago Silva sobre nova eliminação do PSG na Liga dos Campeões

media O capitão Thiago Silva no gramado do Parc des Princes após derrota do PSG para o Real Madrid por 2 a 1. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Estampado em manchetes de vários jornais franceses para simbolizar o fracasso do PSG na Liga dos Campeões da Europa, o zagueiro Thiago Silva relatou sua nova frustração com a equipe após a derrota de 2 a 1 para o Real Madrid no estádio Parc des Princes, em Paris.

Mais do que interromper a sequência de 51 vitórias do time no estádio do clube, o resultado enterrou a ambição do Paris Saint-Germain de conquistar pela primeira vez na história o troféu mais cobiçado pelos clubes europeus.

Desde a contratação de Neymar e do prodígio Mbappé, os proprietários do PSG estabeleceram como meta colocar o time entre as quatro melhores equipes europeias da temporada. A ausência do número 10, que se encontra no Brasil para se recuperar de uma lesão no pé, não justifica o desempenho pífio do PSG diante do clube merengue, atual bicampeão da Liga.

Em decisão de última hora do treinador, Thiago Silva ficou na reserva no jogo de ida, quando o time parisiense foi derrotado por 3 a 1 na capital espanhola. De volta à equipe titular no jogo decisivo de terça-feira (6), em Paris, o brasileiro voltou a amargar uma eliminação precoce nas oitavas de final portando a braçadeira de capitão. 

“Toda eliminação causa frustração, tristeza. Não tem uma pior que a outra. A dor é a praticamente a mesma, por mais que a gente tenha se reforçado. Mais uma vez encontramos uma grande equipe. No ano passado foi o Barcelona e agora o Real Madrid. Não fomos capazes de dar uma demonstração positiva. Infelizmente, jogos decisivos são resolvidos nos pequenos detalhes e foi o que aconteceu”, lamentou Thiago Silva.

Marquinhos, companheiro de zaga, descartou a ausência de Neymar para justificar o fraco rendimento do PSG. “Ele é um jogador importante, mas os que entraram no lugar dele são grandes jogadores, de nível alto, de seleção. Temos que pensar agora no que fazer, refletir para analisar o que realmente não foi bom e o que foi. Encontramos do outro lado uma equipe que mostrou porque ganhou duas vezes seguidas a Champions League. Jogadores experientes, que sabem muito bem gerenciar a pressão, o ambiente do estádio”, declarou.

“O mínimo de chance que você dá, eles são realistas e, neste quesito, foram melhores que a gente”, completou o zagueiro parisiense.

Mudanças à vista? 

A eliminação da Liga dos Campeões revelou os limites da equipe francesa e a falta de experiência de muitos jogadores quando confrontados a adversários do primeiro escalão do futebol europeu. Além disso, a derrota parece ter selado de vez o destino do treinador espanhol Unai Emery, fortemente criticado pelas escolhas de jogadores e esquema tático pouco eficiente.

A imprensa local dá como certa sua saída do clube, que pode ser confirmada antes mesmo do final da temporada. Para Thiago Silva, o momento não é de encontrar e punir culpados pelo desempenho frustrante na competição europeia.

“A pressão está por toda parte. Vivemos de resultados, tanto o treinador quanto os jogadores. É fácil falar da culpa deste, daquele jogador ou do treinador. Não é hora de apontar o dedo para ninguém. Quando você aponta um dedo, tem três apontados para você”, desabafou.

“Dentro de cada um, sabemos que poderíamos ter dado um pouco mais em campo, em um jogo difícil, de alto nível. Você tem que ter equilíbrio”, constatou.

O zagueiro brasileiro tem sido alvo de críticas por parte da imprensa esportiva francesa por seu desempenho, considerado irregular, e a falta de liderança em campo, visivelmente marcada na temporada passada, quando o PSG foi goleado por 6 a 1 pelo Barcelona no Camp Nou. Desde então, o capitão tem sido alvo de questionamentos sobre seu nível de jogo e capacidade emocional.

Questionado sobre o acompanhamento das notícias veiculadas pela imprensa francesa sobre seu desempenho, Thiago Silva não se esquivou:  “É impossível não ver e não saber. Hoje em dia as coisas chegam até você de uma maneira ou de outra. Não é um jornalista, um jornal, que vai querer falar quem eu sou. Eu sei quem eu sou, por isso continuo da maneira mais tranquila possível”, disse.

No entanto, o capitão do PSG confessou que sua família se sente bastante afetada pelas notícias negativas. “Respeito todas as opiniões, mas uma ou outra é pessoal. Quando fica pessoal, é difícil. Eu tenho meu staff que cuida muito bem disso, mas infelizmente nossa família vê essas situações. Fico mais triste por eles vendo a notícia do que por mim mesmo”, afirmou. 

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