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Esportes

Patinador japonês é primeiro caso de doping de Pyeongchang-2018

media O patinador japonês Kei Saito (à direita), flagrado com a substância acetazolamida, competiu no último sábado (10). Foto do 19/01/12 REUTERS/Christian Forcher/File Photo

O atleta japonês Kei Sato, de 21 anos, da patinação de velocidade pista curta, é o primeiro caso de doping dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang, na Coreia do Sul. Segundo anúncio divulgado nesta terça-feira (13) pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), o esportista foi flagrado com acetazolamida, diurético que esconde a ingestão de outras substâncias ilícitas utilizadas na melhora de performances esportivas.

Segundo a agência japonesa de notícias Kyodo, Sato foi pego em um exame fora de competição. No entanto, ele entrou em pista no último sábado (10) e deveria competir na segunda bateria do revezamento 5.000 metros. A CAS salientou que nenhum resultado dos Jogos foi afetado pelo doping.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) foi o primeiro a ser informado do caso. Em seguida, a instituição avisou a Federação Internacional de Patinação, que notificou o atleta. Ele se disse surpreso com o resultado do exame e negou ter ingerido substâncias proibidas, mas aceitou deixar a Vila Olímpica na Coreia do Sul.

Atleta nega ingestão de substâncias proibidas

O chefe de delegação japonesa, Yasuo Saito, realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, no qual defendeu o patinador. Ele salientou que a substância detectada no exame de doping não pode ser comprada no Japão sem receita médica.

"Saito não tem ideia porque as amostras atestaram positivo e ele não consegue entender de onde vem tudo isso. A primeira reação dele foi de surpresa. Ele sente peso no coração e diz que não há nenhuma possibilidade de ter ingerido essas substâncias", declarou.

Após o pronunciamento do chefe da delegação japonesa, uma declaração escrita pelo patinador foi lida na coletiva de imprensa. No documento, ele afirma que sempre respeitou as normas antidoping e que fará de tudo para provar que é inocente.

“Eu consultei previamente médicos especialistas para tratar qualquer ferimento ou doença e fiquei atento ao meu consumo de bebidas e alimentos. Não tenho motivos para utilizar essa substância e não posso pensar em nenhuma outra ocasião que eu a tenha utilizado acidentalmente”, disse o atleta através do documento.

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