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Esportes

Cancelamento de exclusão de atletas russos é uma afronta ao COI

media Matthieu Reeb, secretário-geral do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), durante coletiva à imprensa nesta quinta-feira (1) em Pyeongchang, Coreia do Sul. REUTERS/Pawel Kopczynski

A oito dias do início dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) desacatou nesta quinta-feira (1) o Comitê Olímpico Internacional (COI). A instituição independente revogou completamente a punição de 28 dos 43 atletas russos banidos do esporte por terem se beneficiado do sistema de doping de Estado nos Jogos de Sochi-2014.

Com a decisão, alguns desses esportistas poderão participar, sob condições, dos Jogos de Inverno na Coreia do Sul, que acontecem de 9 a 25 de fevereiro. Mas a participação deles deverá ser submetida com antecedência ao COI, informou uma fonte do TAS.

O Comitê Internacional já reagiu e alertou em um comunicado que o cancelamento da suspensão não significa um passaporte automático para as Olimpíadas de Pyeongchang.

Provas insuficientes

O sistema de doping institucional russo visou melhorar o desempenho dos atletas nacionais entre 2011 e 2015, e principalmente durante o Jogos Olímpicos de Sochi. Ele foi revelado por um relatório encomendado pela Agência Mundial Antidoping (AMA) ao jurista canadense Richard McLaren. A descoberta provocou a suspensão da Rússia dos Jogos de Inverno de 2018 e o banimento de 43 esportistas do país pelo COI, entre 1° de novembro e 22 de dezembro de 2017

O tribunal esportivo independente, baseado em Lausanne, na Suíça, ouviu no final de janeiro 39 atletas e considerou que as provas contra eles eram "insuficientes". O recurso de três envolvidos ainda será examinado. Um único acusado não recorreu ao TAS.

A instituição também suspendeu o banimento de 11 atletas, que foram, no entanto, proibidos de disputar os próximos jogos. Os 28 que foram completamente inocentados recuperaram automaticamente seus resultados nos JO de Sochi.

Rússia volta a liderar quadro de medalhas

A Rússia, que tinha perdido 13 medalhas com as sanções do COI, recupera agora nove, sendo duas de ouro. O país volta assim a liderar o quadro de medalhas dos últimos JO de inverno. Entre os absolvidos está o fundista Alexander Legkov, de 34 anos, que foi campeão olímpico na prova dos 50 km nos Jogos de Sochi-2014 e conquistou a prata no revezamento 4X10 km.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, comemorou a decisão e destacou que Moscou vai "continuar" apoiando seus atletas nos tribunais.

Enxurrada de críticas

O homem que denunciou o sistema de doping institucionalizado russo, Grigory Rochenkov, criticou o tribunal independente. "A decisão do TAS estimula os trapaceiros, torna mais difícil a vitória de quem respeita as regras e dá um triunfo indevido a um sistema antidoping russo corrupto em seu conjunto e a (Vladimir) Putin em particular", afirmou Jim Walden, que após a denúncia buscou refúgio nos Estados Unidos.

Mas para o vice-premiê russo e ministro dos Esportes, Vitali Mutko, as acusações de doping de Estado feitas pela Agência Mundial Antidoping (AMA) "foram simplesmente desmentidas" pelo veredicto do TAS. "Podemos dizer que não houve nenhum sistema, nenhuma manipulação durante os Jogos Olímpicos de Sochi", concluiu o ministro que foi pessoalmente citado no relatório da AMA.

O dirigente da Federação Esportiva alemã, Alfons Hörman, denunciou um decisão que é “um tapa na cara do esporte que respeita as regras antidoping e uma péssima notícia para o exporte mundial.” Ele espera que seja possível evitar a participação dos 28 atletas russos nos JO Pyeongchang.

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