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“Jogadores sabem que clássico contra Olympique é especial”, diz treinador do PSG

“Jogadores sabem que clássico contra Olympique é especial”, diz treinador do PSG
 
Edinson Cavani, atacante do PSG, em jogo contra o OM no Parc des Princes, em Paris, em outubro de 2016.. RFI/Pierre René-Worms

A nova dimensão adquirida pelo Paris Saint-Germain, com a contratação de craques como Neymar e Mbappé para conquistar a Liga dos Campeões da Europa, minimizou a histórica rivalidade do time parisiense com o arqui-inimigo Olympique de Marselha?

Maior clássico do futebol francês, o PSG-OM, perdeu interesse por parte de muitos jogadores do time da capital francesa, que só enxergam agora como adversários à altura da equipe os grandes clubes do futebol europeu?

A polêmica surgiu durante a semana, depois de declarações de dirigentes e de jogadores do Paris Saint-Germain sobre o rival deste domingo. O PSG vai à Marselha enfrentar o tradicional inimigo no estádio Vélodrome.

O lateral-direito belga Thomas Meunier, revelou a um canal de tevê que o grupo de jogadores não falava nos vestiários sobre a partida contra o Marselha e considerava o jogo como “normal”.

Mbappé, depois da vitória de 4 a 0 sobre o Anderlecht na Liga dos Campeões, disse que PSG-OM, como é conhecido, seria um jogo como qualquer outro, admitindo mesmo assim a importância de um clássico dentro de um estádio em plena ebulição.

Coube ao treinador do PSG, o espanhol Unai Emery, na tradicional entrevista antes do jogo, relativizar a polêmica. “Todo mundo que acompanha o futebol europeu e da França, sabe que Olympique de Marselha e PSG é um grande clássico, importante aqui na França e para o futebol mundial. Por isso os jogadores sabem que se trata de um jogo diferente, muito importante. Para todos os torcedores do OM e do PSG é um jogo especial. Eles querem a vitória, não apenas pelos três pontos, mas também pelo clima que envolve essa partida. Disso, todos os jogadores têm consciência”, afirmou.

Para isso, Emery conta com o apoio dos franceses da equipe e dos estrangeiros que já estão há mais tempo no futebol francês.

“Os cinco jogadores franceses que estão entre os 11 titulares, vão comentar aos companheiros sobre a importância desse jogo. Além disso, muitos jogadores já viveram esse clássico como Marquinhos, Thiago Silva e Verrati. Eles sabem da importância dessa partida. Nós também temos que saber falar de todos os aspectos positivos. Todos os jogadores querem jogar os grandes clássicos, enfrentarem um adversário difícil e outros bons jogadores. É claro que hoje em dia o Olympique de Marselha tem no seu elenco grandes jogadores”.

Ambições diferentes

A rivalidade entre PSG e Olympique de Marselha já viveu dias mais emocionantes, particularmente entre os anos 1990 e 2000.

O clima em torno da disputa entre os dois arquirrivais ficou menos contagiante por vários fatores: de um lado, o fraco desempenho do Olympique de Marselha nos gramados nos últimos anos e por outro, os investimentos feitos a partir de 2011 no PSG pelo novo proprietário do clube, um Fundo de Investimentos do Catar.

Pouco a pouco, o Paris Saint- Germain montou um equipe com astros do futebol e faturou quase todos os títulos nacionais nos últimos anos, com exceção do campeonato nacional da última temporada, vencido pelo Mônaco.  

Há seis anos, o PSG não perde de seu maior inimigo. Na última vez que se encontraram, em fevereiro deste ano, o Olympique de Marselha foi humilhado em casa com uma  goleada de 5 a 1. Dimitri Payet, atacante e capitão do OM, lembra-se bem desse dia e dos que se seguiram.

“Não vivi como um trauma. A equipe também não. Tivemos consciência dessa difícil derrota. Depois daquele jogo, ficamos seis meses sem perder, quer dizer que aquele jogo nos serviu para alguma coisa. Vamos jogar de novo domingo. A diferença no papel não deve ser vista dentro de campo. Temos nossas armas e será preciso usá-las para dificultar o jogo deles”.

O confronto de domingo deverá de fato mostrar se a derrota de oito meses atrás serviu de lição contra o próprio PSG.

“Naquele dia tinha uma diferença muito grande entre as duas equipes, ficou evidente dentro de campo. Mas sabemos que no futebol, como se diz, a bola é redonda. É claro que é preciso respeitar o Paris Saint-Germain, como respeitamos todos nossos adversários. Mas respeitar não significar ficar olhando eles jogarem. Estamos muitos motivados, temos muita vontade de ganhar esse jogo porque faz muito tempo que não vencemos o PSG. E bater essa equipe será ainda melhor, além disso, precisamos ganhar pontos”.

O treinador marselhês Rudi Garcia, que estava no comando da equipe, aproveitou para criticar os que na época, imaginavam que a goleada seria um trauma difícil de superar.

 “Quem previa que psicologicamente nós iríamos nos afundar se enganaram. Estamos em uma nova temporada. Eles têm uma equipe ainda melhor agora do que na temporada passada. Vale lembrar que esta equipe foi formada para ganhar a Liga dos Campeões, e não apenas para ir o mais longe possível. Nós não temos as mesmas ambições nem os mesmos objetivos. Eles para ganhar a Liga dos campeões e nós para ficarmos entre os quatro primeiros do campeonato. E se possível, passar da fase de grupos da Liga Europa e ir o mais longe possível. Não tempos o mesmo plantel, nem o mesmo orçamento. Apesar disso tudo, vamos jogar para ganhar, como fazemos sempre”.

Na entrevista coletiva, dois dias antes do clássico deste domingo, Rudi Garcia aproveitou também para minimizar os comentários amplamente divulgados pela imprensa de que para os jogadores do PSG a partida contra o OM já não despertaria a motivação de outros tempos.  

“É um jogo que vale apenas três pontos, é óbvio. Mas eu conheço a história do campeonato francês. Mesmo que a história desse clássico tenha sido totalmente inventada pela mídia e por ninguém mais, é de qualquer forma um jogo muito esperado e importante. Vamos fazer de tudo para estar à altura da expectativa”.

“Nem sempre o mais forte ganha”

Com 17 pontos na tabela, oito a menos que que o arquirrival, líder e invicto no campeonato francês, o Olympique de Marselha sabe que estratégia deverá adotar para tentar parar uma equipe que tem uma média de 3,22 gols por partida.  

“Conhecemos a capacidade ofensiva desta equipe. Se defendermos bem, podemos ter uma grande vantagem. É uma equipe que ataca muito e com vários jogadores. Isso deixa espaços e se recuperarmos a bola, acho que pode ser o ponto importante desse jogo, quando nós tivermos a bola devemos saber movimentá-la. Essa equipe gosta de ter a posse de bola, e se conseguirmos tomar a bola deles, pode ser uma estratégia. Temos qualidade técnica para incomodá-los. Não estamos na mesma dimensão, mas em um jogo, tudo é possível. Os últimos adversários deles, Anderlecht e Dijon, conseguiram criar muitas dificuldades. Eles investiram muito, mas nós vamos jogar com o coração”, garante Payet.

Ao mesmo tempo que se se rende a uma evidência, o técnico Rudi Garcia também recorre a uma máxima do futebol: “O que é certo, é que eles são mais fortes do que nós. Mas no futebol, nem sempre o mais forte ganha. Cabe a nós jogarmos bem, vencermos e somarmos mais pontos”.

Nas arquibancadas, milhares de torcedores do OM vestidos de azul e branco vão empurrar o time para tentar quebrar um longo jejum de vitórias e, quem sabe, devolver ao maior clássico do futebol francês, as emoções que o tornaram uma rivalidade histórica.


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