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Handebol feminino do Brasil: amistosos contra a França testam nível da seleção para Mundial

Handebol feminino do Brasil: amistosos contra a França testam nível da seleção para Mundial
 
Seleção feminina de handebol RFI

Uma derrota e um empate. Esses foram os resultados dos dois jogos amistosos disputados pela seleção brasileira de handebol contra a França. As duas equipes se preparam para disputar o Mundial da Alemanha, em dezembro.

Em comum, as duas seleções estão em um período de renovação, após a disputa das Olimpíadas do Rio. Favorita, a seleção francesa, vice-campeã olímpica, tinha ainda o apoio dos torcedores. Primeiro em Brest, no oeste do país, onde no dia 29 de setembro venceu a primeira partida por 23 a 21.  Dois dias depois, em Tremblay, na região parisiense, onde a seleção brasileira cedeu o empate nos segundos finais da partida. Em um contra-ataque rápido, as donas da casa deixaram o placar igual, 22 a 22.

O final dramático mostrou que a equipe brasileira, que teve a estreia do treinador espanhol Jorge Dueñas no comando, ainda precisa progredir na concentração coletiva.

A goleira Baby, uma das mais experientes do grupo, saiu satisfeita da quadra: “para nós foi muito importante porque foi um termômetro para ver em que nível a gente está. Jogando contra a França, que nas últimas competições estava entre as quatro melhores, a gente sai daqui com um ‘mapa’ do que a gente tem que trabalhar e melhorar. A gente sai com um pensamento positivo porque conseguimos fazer coisas melhor do que o esperado”.  

Duda Amorim, a experiente armadora também saiu satisfeita com o rendimento de uma seleção em fase de renovação. “Nossa equipe aproveitou bastante. A França tem uma grande defesa. Tivemos muitos problemas no ataque, mas é muito positivo.  Temos que trabalhar uma continuidade, uma bola mais rápida. Foi uma boa semana, mas temos que trabalhar muito ainda, mas evoluímos muito”, ponderou.

Duda também foi só elogios ao novo treinador da equipe, o espanhol  Dueñas. “Ele não pode colocar tudo de uma vez. Está introduzindo algumas coisas,  já dá para ver em quadra as diferenças de algumas ações. Mas é preciso tempo. Estamos gostando, ele trabalha de maneira bem coletiva", avaliou.

Seleção feminina de handebol RFI

A armadora Bruna de Paula, 21 anos, uma das mais jovens do grupo, lamentou o empate do Brasil no segundo jogo, mas disse se sentir mais integrada na quadra: “Foram dois jogos de alto nível, com jogadoras muito boas. Para mim, participar de jogos como este é bom porque aprendo muitas coisas. Ainda sou nova e é um prazer estar ao lado de grandes jogadoras. Tento aproveitar o máximo”.   

“Estamos em processo de renovação, com novo técnico e jogadoras novas e isso pode sim, ser uma força, um potencial novo que a gente pode complementar na seleção”, completou.  

Jorge Dueñas fez um balanço positivo das duas partidas, apesar de criticar a dupla de arbitragem francesa pelas várias suspensões de dois minutos impostas às jogadoras brasileiras.

“O balanço é positivo porque tivemos boa disposição defensiva, no ataque, tivemos problemas no primeiro tempo, mas depois atacamos muito bem? Também estamos introduzindo jogadoras novas, que estão contribuindo bem. Essa é a ideia, que tenhamos mais jogadoras, mais variações, para poder disputar torneios e partidas em poucos dias. Essa é a dificuldade. Se joga com apenas oito ou nove jogadores em uma partida, vamos ter problemas. Precisamos de muitas jogadoras para jogar uma campeonato mundial ou os Jogos Olímpicos”, explicou.     

Calendário curto para o Mundial

Para o treinador, que terá apenas um mês e meio para preparar a equipe até o Mundial da Alemanha, as dificuldades não se limitam ao calendário.  As jogadoras que atuam no Brasil estão em fase final de competições, enquanto na Europa, começam muitos campeonatos importantes como a Liga das Campeãs.  Com isso, uma das preocupações de Dueñas é que as jogadoras cheguem bem fisicamente na última etapa de preparação antes do Mundial.

Sem querer fazer prognósticos sobre a capacidade da seleção brasileira de estar entre as melhores da competição, o espanhol diz que primeiro é preciso focalizar na fase de grupos. O Brasil vai enfrentar adversários difíceis como Rússia, atual campeã olímpica, Dinamarca e Montenegro. Japão e Tunísia completam o grupo C.

O treinador chama a atenção para as japonesas, que têm dificuldades com velocidade, mas apresentam variações no esquema defensivo. “Teremos que abordar cada partida de modo diferente. O importante será chegar bem para a etapa seguinte”, analisa, otimista.

As jogadoras também se mostram conscientes de que o desafio de voltar ao topo do mundo, como em 2013, ainda é cheia de obstáculos.

“Nossa expectativa para o Mundial da Alemanha é sempre fazer o melhor, ganhar todos os jogos que conseguir. Mas a gente tem consciência que o ciclo só está recomeçando, está no início de um processo, mentalidade, com muitos aprendizados. O treinador tem uma mentalidade diferente. As jogadoras que chegaram agora trouxeram mais vitalidade e as que ficaram, trazem experiência. É um bom equilíbrio”, aposta a goleira Baby.

Duda Amorim estabeleceu uma meta que considera realista: “O real é classificar. Depois, o cruzamento com uma equipe mais forte para gente fica um pouco complicado. Não estamos com uma equipe tão top assim. Vamos precisar de um pouco de sorte. Seria bom se a gente chegasse até as quartas, não sei se é possível, vamos tentar”, disse.

Outra jogadora experiente do grupo, a ponta Mariana considera a união o ponto forte dessa seleção. “A gente tem um grupo muito unido. A hegemonia desse grupo é a chave para esse Mundial. Esse trabalho novo, diferente. A gente vai tentar implementar entre grandes seleções europeias”, afirmou.  

O espanhol Jorge Dueñas se mostrou satisfeito com o início de seu trabalho na seleção brasileira de handebol. RFI

Novo ciclo visando Tóquio 2020

Antes de embarcar para a Alemanha, a equipe tem apenas mais um período de treino, no final de novembro na Romênia, onde disputará um mini torneio com mais três equipes.

Assim como o treinador, as jogadoras também lamentam o tempo curto de preparação até o início da competição, mas estão confiantes.  “É um tempo muito curto, não vamos ter muito tempo de treinamento juntas, mas acredita que cada uma nos seus clubes se dedicando ao máximo, podemos sim, chegar entre os primeiros”, aposta Bruna.   

“É corrido, não impossível. Cada uma aqui tem um trabalho individual no clube, que quando chega na seleção, só soma. Dois meses é pouco tempo, mas se cada uma fizer o que ficou determinado nos clubes e depois vir para seleção, dentro de um mês e meio já dá para chegar no Mundial afiadas”, afirmou Mariana.

Jorge Dueñas, ex-treinador da seleção espanhola, diz que seu trabalho é de adaptação às brasileiras, que têm características mais físicas. “Esta equipe é mais física, forte fisicamente. É preciso adaptar-se às características das jogadoras, temos que entender para adaptar uma foram de jogo a elas. Estamos nesses processo, tentando introduzir algumas mudanças que acho que são boas para que o Brasil melhore”.  
Apesar do objetivo imediato ser o Mundial, é apenas um ciclo que se inicia, lembra o treinador espanhol, que espera chegar nas próximas Olimpíadas, em 2020, com uma equipe mais calibrada.

“Estamos pensando em ciclos. Pensamos em chegar a Tóquio com uma boa equipe. Até lá temos dois campeonatos mundiais e vamos tentar conseguir a melhor classificação possível. Não podemos pensar que em três meses a equipe mude tanto. Temos que trabalhar pouco a pouco. Os ex-treinadores tiveram antes com o Brasil fizeram um bom trabalho e temos que aproveitar o que foi feito. E eu, pouco a pouco, vou introduzindo mais jogadoras e algumas ideias que eu acho que podem ser boas para o Brasil”, concluiu Dueñas.

 


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