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Esportes

Paris e Los Angeles defendem diante do COI candidaturas para Jogos de 2024

media Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach (dir.) dá as boas vindas ao presidente francês Emmanuel Macron em 10 de julho de 2017 REUTERS/Pierre Albouy

Nesta terça-feira (11), em Lausanne, na Suíça, as cidades de Paris e Los Angeles, candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2024, vão ser avaliadas pelos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI). O presidente francês Emmanuel Macron deve participar da defesa do projeto da capital francesa.

"Quando se conta com duas candidaturas sólidas, a votação dupla pode ser a melhor solução", explicou nesta segunda-feira (10) um membro do COI, aderindo à ideia do presidente da entidade, Thomas Bach. O mandatário alemão é favorável à atribuição conjunta desde março. Em setembro, em Lima, o COI deve anunciar a escolha de ambas cidades para sediarem os Jogos de 2024 e 2028.

O presidente da França, Emmanuel Macron, deve defender pessoalmente a candidatura: "Em um mundo que se divide e no qual renascem as tensões, precisamos dos valores de paz e tolerância que o movimento olímpico ilustra e encarna de maneira formidável", declarou Macron, recebido no Museu Olímpico pelo presidente do COI, ao lado da prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

O objetivo seria conservar duas excelentes candidaturas, já que uma delas fracassaria para o primeiro ano, mas poderia garantir a edição seguinte.
Até o momento, a única certeza é que Paris e Los Angeles disputam 2024 sozinhos. Para isso, cada uma preparou suas respectivas apresentações. As duas cidades terão 45 minutos cada para mostrar suas qualidades, diante de 100 membros do COI.

Paris ambiciona Olimpíadas do centenário

Se Paris continua concentrado para buscar o que seriam os Jogos do centenário, já que a cidade sediou a edição de 1924, o chefe da candidatura americana, Casey Wasserman, comentou pela primeira vez a possibilidade de Los Angeles organizar 2028: "Falando claramente, a candidatura de Los Angeles 2024 nunca foi exclusivamente sobre Los Angeles e para 2024", explicou.
 
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo fortaleceu o coro para a capital francesa sediar o torneio: "Queremos convencer os membros do COI de que Paris é a cidade ideal para sediar os Jogos. Estamos muito confiantes". E Hidalgo deixou claro que a candidatura da cidade é para 2024. "Nós trabalhamos muito bem com Eric Garcetti (prefeito de Los Angeles) e, sem dúvida, podemos conquistar algo em que existam três ganhadores", que seriam Paris, Los Angeles e o COI.

Apesar de Paris contar com ligeira vantagem para sediar 2024, segundo alguns observadores, a ordem da nomeação não vai ser conhecida até setembro. "Estaríamos felizes de ver outra cidade encantada em sediar os Jogos 2028", revelou um membro da candidatura parisiense.
   
Nesse jogo de mostrar os pontos fortes e esconder as fragilidades, um porta-voz de Los Angeles comentou a alguns jornalistas que a opção de 2028 seria um negócio melhor. É provável que o COI aumente as garantias para a cidade organizadora de 2028. Para 2024, a cifra chega a 1,5 bilhões de dólares. Em 2028, o valor pode aumentar entre 100 e 200 milhões de dólares, acompanhando o ritmo de revalorização dos contratos de televisão e marketing.

Macron, um presidente totalmente envolvido

Após recepção formal das delegações no museu olímpico, nesta segunda-feira, Bach convidou o presidente da França Emmanuel Macron para um jantar.

Antes da última apresentação, no dia 13 de setembro, em Lima, o grupo parisiense se preparou para o teste em Lausanne. "Seis pessoas trabalham há várias semanas para esta apresentação. São 10 minutos de vídeo", explicou um porta-voz. De olho em polir os detalhes da apresentação, a delegação passou dois dias em Clairefontaine, local onde a seleção francesa de futebol se prepara para as competições.
   
Apesar de Paris manter em segredo a ordem e o nome dos oradores, parece garantida a fala do presidente Macron, que se manifestou nesta segunda: "Venho para apoiar a candidatura de 2024, construída com muito trabalho e vontade por um time da França muito unido e que aprendeu com os erros do passado. Um projeto marcado pela união completa do país".

A dupla votação em Lima deve ser aprovada na terça-feira, pelos membros do COI, reunidos em sessão extraordinária. A votação parece ser mera formalidade.

Paris poderá respirar com alívio, depois de três fracassos. A última foi em 2005, em Cingapura, quando Londres venceu a disputa para sediar os Jogos de 2012.

(AFP)
   

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