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Monaco é campeão francês superando recorde de gols do PSG

Monaco é campeão francês superando recorde de gols do PSG
 
O Mônaco fez 107 gols no campeonato francês e ergueo o oitavo troféu de campeão francês. BORIS HORVAT / AFP

A impressionante força ofensiva foi um dos trunfos do Monaco para conquistar o título de campeão francês  2016/2017. O time do Principado fechou a competição e sua temporada com nova goleada, de 3 a 2 sobre o Rennes, neste sábado (21), com ajuda dos gols dos brasileiros Fabinho e Jorge. O vice, Paris Saint-Germain, decepcionou na partida de despedida, que ficará marcada pela bela homenagem ao lateral Maxwell, que atuou como capitão no seu adeus ao estádio Parc des Princes.

O Monaco encerrou sua histórica campanha três dias depois de festejar o título de campeão francês, após a vitória de 2 a 0 sobre o Saint-Etienne. A festa por antecipação na quarta-feira (17) foi completa com o time jogando em casa e celebrando com vitória o oitavo troféu nacional. A festa no vestiário teve uma vibrante homenagem ao treinador português Leonardo Jardim, considerado um dos grandes responsáveis pela conquista.

Tradicionalmente reservado, Leonardo Jardim exibiu um sorriso largo ao falar com jornalistas depois da celebração no gramado do pequeno estádio Louis II, que teve suas arquibancadas lotadas de vermelho e branco, cena rara no pequeno Principado.

“Foi uma temporada fabulosa, somos uma equipe com uma grande qualidade, capaz de ganhar de nossos rivais. Uma equipe muito forte. Acho que o Monaco fez uma grande temporada”, afirmou. “Para mim, a melhor temporada de toda a história do Monaco, com uma semifinal da Liga dos campeões, uma final da Copa da Liga e o título do campeonato francês. Foi o resultado de três anos de muito trabalho de todos. Não apenas das pessoas este ano, mas dos outros dois anteriores. Estamos contentes, a hora é de festejar”, acrescentou.

Leonardo Jardim disse ter conquistado o principal título de sua carreira com o Monaco. Reuters/Max Rossi

A festa continuou neste sábado na última rodada com mais uma vitória, fora de casa sobre o Rennes, por 3 a 2. O brasileiro Fabinho abriu o caminho da nova conquista. A pedido de Jardim, ele saiu da lateral direita para o meio de campo e se tornou um dos pilares de uma equipe que, segundo ele, mostrou logo cedo ser muito competitiva.

“Temporada excepcional, não só pelo título, mas pelo futebol que apresentamos na temporada”, afirmou. “Desde a disputa pela vaga na Liga dos Campeões [a vitória na repescagem contra o Totenham] a equipe mostrou solidez. Mesmo com novos jogadores e com outros atuando em outras posições, como meu caso, tudo funcionou bem”, acrescentou.

Fabinho mostrou o caminho das redes contra o Rennes e outro brasileiro, Jorge, lateral-esquerdo contratado do Flamengo no começo do ano, garantiu o placar com seu gol de estreia com a camisa do Monaco no primeiro jogo como titular. Uma pequena contribuição para um título que quando chegou ao clube, já estava bem encaminhado.

“Acreditava (no título). Sabia que estava vindo para uma grande equipe. Sabia da qualidade que tinha o elenco. Quando cheguei, sabia que estava tudo certo para ser campeão. Claro que tem outras equipes como o Nice, o Lyon, mas estávamos bem, fizemos um grande campeonato. Eu cheguei no final, mas pude sentir essa energia positiva e de um título muito importante para minha carreira”, disse o ex-flamenguista.

Números impressionantes e revelação do futebol francês

A comemoração foi à altura de uma temporada brilhante, que pôs fim a um jejum de 17 anos sem título do campeonato francês. O troféu passou a ser a prioridade do Monaco depois da desclassificação da Liga dos Campeões da Europa na fase semifinal com duas derrotas para a Juventus de Turim.

Semanas antes, o time também deixou escapar o troféu da Copa da Liga, quando foi goleado na final para o PSG por 4 a 1. A derrota não ofuscou o brilho da conquista do campeonato francês, a prioridade absoluta depois do fracasso na principal competição europeia.

O Monaco, termina o campeonato com números impressionantes: 30 vitórias, em 38 jogos. Foram apenas cinco empates e apenas três derrotas. Com 107 gols marcados, fez uma média de 2,8 gols por partida. O time superou assim o recorde de 102 gols marcados na temporada anterior pelo seu grande rival na disputa do título, o Paris Saint-Germain.

Com muitos gols e grande estilo o time monegasco pôs fim à hegemonia de quatro anos do Paris Saint-Germain no campeonato francês. Com quatro brasileiros no elenco, sendo dois titulares, Fabinho e Jemerson, o Monaco contou com a experiência de um elenco experiente e também com o talento da revelação e nova estrela do futebol francês, o atacante Kylian Mbappé.

Na segunda-feira à noite, o jovem de 18 anos, que começou a carreira na cidade de Bondy, na periferia norte de Paris, recebeu o prêmio de melhor esperança do futebol francês na tradicional cerimônia do Sindicato dos jogadores profissionais do país.

“Estou muito contente de ter recebido este prêmio. Gostaria de agradecer meus companheiros que me ajudaram a receber esse prêmio, assim como o treinador e o staff que confiaram em mim e me ajudaram ao longo desta temporada. Gostaria também de lembrar de meu clube de infância, o AS Bondy, o clube do meu coração que me acompanhou desde pequeno. É muito agradável que ver esse trabalho também recompensado. É um argumento suplementar para continuar trabalhando e ir mais longe”, declarou.

Com 15 gols em 28 jogos, e nove assistências, Mbappé já demonstra maturidade dentro e fora de campo e foi convocado pela segunda vez pelo treinador Didier Deschamps para a seleção francesa.

Kylian Mbappé foi a grande revelação do Monaco nesta temporada 2016/2017. Reuters/Ralph Orlowsk

O jovem aprendeu muito com o talentoso Falcão, que como capitão, se emocionou ao ergueu o troféu de campeão francês, um sonho que parecia distante no começo da temporada.

“Tínhamos muita ilusão e esperança, mas nada estava garantido, mas tudo é possível no futebol. Para isso é preciso lutar e acreditar para ver se no final pode acontecer. É preciso lutar sempre”, disse à RFI; após o jogo contra o Rennes.

O atacante reencontrou no Monaco seu alto nível e liderou nos vestiários e dentro de campo um dos mais belos capítulos da história do clube. “Foi uma temporada muito positiva. Conseguimos ganhar o campeonato e colocar um fim na hegemonia de quatro anos do PSG, também conseguimos chegar às semifinais da Liga dos Campeões, e a conclusão é de que tudo foi positivo”, concluiu o colombiano.

Paris empata na despedida de Maxwell

O clube parisiense, que terminou como vice-campeão com oito pontos atrás do líder, se despediu da competição com um empate melancólico de 1 a 1 com o Caen no Parc des Princes. O resultado garantiu o time de Caen na 1ª Divisão do campeonato francês e foi comemorado como um grande trunfo. Mas para os torcedores parisienses, a partida será sempre lembrada pela despedida do lateral-esquerdo brasileiro Maxwell. Depois de cinco anos e meio defendendo o PSG, ele não renovará seu contrato como jogador.

Ainda com o futuro indefinido na carreira, ele voltou ao gramado no final da partida como protagonista de uma bela homenagem organizada pela diretoria, jogadores e torcedores. Uma grande faixa foi estendida com sua imagem e nome ao lado das palavras “Obrigado” e “Merci”. No telão, vários jogadores como Verratti, Thiago Motta e Serge Aurier elogiaram o “profissionalismo” e a “classe” do brasileiro dentro e fora de campo.

O brasileiro Maxwell sendo homenageado no gramado do Parc des Princes, em Paris, pelos seus companheiros do PSG. Reuters / Charles Platiau

A homenagem teve a participação de seu grande amigo Zlatan Ibrahimovic, ex-companheiro em diversos clubes como o próprio PSG. Em campo, Maxwell recebeu ainda o carinho da esposa e de seus quatro filhos. “Foi emocionante. Durante todo o dia, foram manifestações dos jogadores, da família, dos amigos. Foi um dia especial, difícil para jogar, mas me sinto abençoado”, afirmou à RFI Brasil.

Com a braçadeira de capitão em seu último jogo com a camisa do Paris Saint-Germain, Maxwell disse querer deixar o clube da mesma maneira discreta de quando chegou. Como principal lembrança do clube levará as relações construídas desde 2012. “Tiveram jogos bons, ruins, tiveram títulos e decepções, mas o que ficará mais marcado são as boas relações, as amizades que levarei comigo. Isso é o mais importante no final de uma carreira”, comentou.

Para o Monaco, a temporada chegou ao fim e começam as negociações para tentar manter o treinador Leonardo Jardim e seus melhores jogadores também para a próxima temporada. Para o PSG, a temporada termina no sábado que vem com a disputa da final da Copa da França contra o Angers.

Com colaboração de Marcos Martins, da RFI.


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