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Hilton Vitorino, zagueiro do Montpellier: “o vovô do futebol francês”

Hilton Vitorino, zagueiro do Montpellier: “o vovô do futebol francês”
 
O zagueiro Hilton Vitorino (de costas) diante do atacante Javier Pastore do PSG, em jogo no Parc des Princes, em Paris. 22/4/17 REUTERS/Stephane Mahe

Às vésperas de completar 40 anos, o jogador brasileiro Hilton Vitorino é o mais “velho” jogador a disputar o atual campeonato francês. A longevidade nos campos de futebol rendeu o carinhoso apelido de “vovô” por parte dos companheiros de seu clube, o Montpellier. Capitão do time, o zagueiro aguarda o final da temporada para decidir se segue a carreira nos gramados ou pendura definitivamente as chuteiras, mas sem pensar em deixar seu país de adoção.

Ao final do apito da partida em que o Montpellier perdeu de 2 a 0 para o Paris Saint-Germain, pela 34ª rodada do campeonato francês, Hilton Vitorino chamou seus companheiros para agradecer a presença de um grupo pequeno de torcedores acomodados na lateral do estádio Parc des Princes reservada à torcida adversária. Apenas um jogador seguiu o gesto elegante do capitão da equipe.

“Essa é a imagem que um jogador tem que deixar aos seus torcedores. Eles fazem um esforço de viajar até Paris, e o mínimo que devemos fazer é agradecer a presença deles”, explicou na entrevista à RFI Brasil na saída do estádio.

A atenção com a torcida revela também um carinho mútuo entre o zagueiro e os torcedores do clube do sul da França, onde o brasileiro desembarcou em 2011. Na mesma temporada, ele ergueu o troféu de campeão francês na temporada 2011/2012, seu segundo título nos gramados franceses. De lá para cá, o time deixou de brilhar e se instalou no meio da tabela, mas Hilton seguiu firme e conquistou a braçadeira de capitão. A poucos meses de completar 40 anos, em setembro, ele espera antecipar a celebração da data simbólica com uma prolongação de seu contrato.

“Tenho interesse de continuar, o clube já mostrou esse interesse e eu também”, assegura. “A meta que eu tinha na minha cabeça era de chegar aos 40. Espero poder assinar mais um ano com o Montpellier”, diz, esperançoso. 

Volta ao Brasil "já passou"

Certo, por enquanto, é que um retorno ao país natal está descartado. “Encerrar a carreira no Brasil já passou. Se fosse para ter encerrado a carreira no Brasil teria que ter voltado uns três ou quatro anos atrás”, avalia o brasiliense, que foi formado pela Chapecoense na época dos juniores, antes de iniciar a carreira profissional pelo Paraná Clube (1999/2001).

“Voltar para o Brasil é complicado. Há mais de 15 anos estou na Europa. Voltar ao Brasil seria recomeçar uma vida. Minha família está estabelecida na França. Meus (dois) filhos são praticamente franceses. Espero encerrar minha carreira no Montpellier”, confessa. Hilton e o Montpellier estabeleceram uma relação de confiança mútua e a relação sempre foi baseada na palavra honrada, lembra.

O zagueiro, no entanto, explica que a diretoria espera que o clube permaneça na 1ª divisão do campeonato francês para decidir os planos com o jogador. Apesar de faltar poucos pontos para o time escapar do rebaixamento, as últimas três derrotas complicaram os planos de um time que precisa apenas de um ponto para se manter na elite do futebol francês. Confirmada a permanência, Hilton acredita que a conversa e a assinatura de mais um ano de contrato deverão durar “uns dois minutos”.

“Prazer de jogar futebol” é o principal

A extensão da carreira pode ser explicada por um conjunto de fatores, da condição física até a motivação pessoal, que segundo Hilton, é o seu maior combustível. “É um pouco de tudo, mas é principalmente o prazer de jogar futebol. Futebol é tudo na minha vida. Desde criança gostei, amei jogar futebol. Continuo amando. Conheço muitos jogadores que pararam porque perderam a paixão que tenho ainda”, explicou.

“Com a idade, perde-se um pouco da velocidade, mas fisicamente ainda consigo jogar partidas inteiras e não tenho lesão. Isso me ajudou bastante a continuar minha carreira até os 40. Estou me cuidando para estar aqui também na próxima temporada”, garante.

Seu segredo para manter a forma é dormir bem e se poupar fisicamente, diminuindo o ritmo do esforço corporal. Foi o que aprendeu aos 28 anos de idade, observando o comportamento dos atletas veteranos. “É preciso manter o trabalho físico no nível que você consegue, isso ajuda”, afirma.

A perspectiva de longo prazo, após pendurar as chuteiras, Hilton também vê seu futuro em Montpellier, trabalhando na estrutura do clube, seja na formação de novos atletas ou como assistente do comando técnico.

O zagueiro Hilton Vitorino, do Montpellier, na saída do estádio Parc des Princes, em Paris, em 22/04/2017. Foto: RFI Brasil/ Elcio Ramalho

“Vivo como um francês”

Quando chegou na França, em 2004, vindo da Suíça, para defender o Lens, Hilton mal podia imaginar que sua carreira iria deslanchar no país e fazê-lo criar raízes na pátria de Zinedine Zidane.

Depois do início no clube “Sangue e Ouro” do norte da França, o brasileiro se instalou no sum do país, primeiro com o Olympique de Marselha, clube com o qual se consagrou campeão francês na temporada 2009/2010. Depois de três temporadas no OM, foi transferido para o Montpellier.

A adaptação não foi apenas dentro, mas também fora de campo, segundo o brasileiro. “Cheguei em 2004. Já faz bastante tempo que estou aqui. Me considero um francês, vivo como um francês. Sempre mantendo o lado brasileiro, claro, mas a França me deu muita coisa, várias oportunidades de jogar futebol e conquistei muitas coisas aqui”, diz o zagueiro.

Ele tem no meio-campista Zé Roberto, atualmente no Palmeiras, uma de suas fontes de inspiração. “A gente pensa que um jogador, aos 34 anos, está no final de carreira. A maioria para nesta idade. Mas veja o Zé Roberto, jogando ainda aos 42 anos. Ele pode por que eu não posso?”, questiona. “Vai do trabalho, da vontade e do prazer de jogar futebol”, responde.

O exemplo do “vovô” aos jovens

Além do respeito conquistado no vestiário, Hilton confessa que também é alvo de brincadeiras por parte dos companheiros de Montpellier por causa de sua idade “avançada”. “Eles me chamam de ‘papy’, que é vovô em francês. Eu aceito com o maior carinho. Às vezes, durante um exercício físico eles reclamam porque eu estou sempre na frente. O ‘papy’ não cansa, não?, brincam”.

Por trás da descontração existe um exemplo, segundo Hilton. “Tento mostrar para os jovens que se eles querem ter uma carreira longa, têm que trabalhar e treinar bastante porque senão, quando chegar numa certa idade e tiver que correr, vai ser difícil”,
 


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