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Esportes

Conheça Carlos Tavares, chefe do novo gigante automobilístico europeu

media Carlos Tavares dirige o grupo PSA Peugeot-Citroën após ter feito carreira na Renault-Nissan durante três décadas REUTERS/Gonzalo Fuentes

A confirmação nesta segunda-feira (6) da compra pela PSA Peugeot-Citroën da filial europeia da General Motors (GM) é mais uma vitória de Carlos Tavares, o presidente da gigante francesa. Depois de reerguer a montadora, o português conseguiu transformá-la no segundo grupo automobilístico europeu.

Graças ao acordo feito com a GM, a PSA compra a filial europeia de automóveis da gigante americana, proprietária da Opel e da Vauxhall, por € 1,3 bilhão. Além da aquisição das duas marcas, a PSA também vai adquirir, junto ao banco francês BNP Paribas, a filial financeira europeia da GM por € 900 milhões.

A PSA, que comercializa as marcas Peugeot, Citroën e DS, deseja que a Open e a Vauxhall voltem a ser rentáveis em 2020. O grupo registrou em 2016 um lucro de € 2,15 bilhões.

Gigante americana deixa mercado europeu

Além dos números mirabolantes, a negociação marca um momento histórico, pois a montadora líder americana deixa o território europeu após 88 anos instalada no velho continente. Além disso, a PSA, que lidera o mercado francês, se torna a número dois na Europa, atrás apenas da Volkswagen, e na frente de seu grande rival, Renault-Nissan.

Mas a transação também coloca novamente nos holofotes o nome de Carlos Tavares, presidente da PSA desde 2014. Nascido em Portugal, o executivo passou a dirigir a montadora após uma longa carreira na concorrente Renault, onde entrou em 1981 como engenheiro de testes e ficou por mais de 30 anos.

Durante esse período, ele chegou a ser, até 2013, o braço-direito do presidente, o franco-líbano-brasileiro Carlos Ghosn. Mas sua performance mais impressionante foi mesmo na PSA. Em apenas dois anos na direção da rival francesa, ele conseguiu reerguer a empresa. Graças ao português, a PSA deixou para trás as dívidas e passou a registrar resultados positivos. Sem fechar nenhuma fábrica, a empresa registrou um lucro de € 1,2 bilhão em 2015 e quase dobrou essa cifra em 2016.

O único momento difícil da carreira foi em 2015, quando seu salário dobrou, apesar do plano de rigor imposto na empresa. Mas diante dos resultados conquistados em seguida, a polêmica foi logo esquecida e as críticas se calaram aos poucos.

Engenheiro, piloto e fã de Emerson Fittipaldi

O executivo de 58 anos fez praticamente toda sua carreira no setor. Engenheiro antes de ser gestor, ele é um dos raros presidentes da indústria automobilística que realmente sabe como se vendem, mas também como se constroem os veículos. Antes dele, os chefes da PSA eram egressos de grandes bancos, do mundo da aeronáutica ou da siderurgia.

Mas a trajetória do executivo é antes de mais nada a história de um apaixonado por carros. Nascido em Portugal, onde viveu até os 17 anos, ainda criança Tavares era fascinado pelas corridas automobilísticas. Essa paixão, que ele alimenta até hoje, com sua coleção de carros esportivos, mas também como piloto, começou no circuito de Estoril. Adolescente, ele era fã das Ferrari e das Lotus pilotadas por nomes como o belga Jacky Ickx ou ainda o brasileiro Emerson Fittipaldi.

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