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Esportes

Campanha de Paris para Jogos 2024 foca em segurança

media O slogan da candidatura de Paris projetado na Torre Eiffell. Foto: Reutres

Com o slogan em inglês "Made for sharing" (Feita para compartilhar), Paris lançou oficialmente nesta sexta-feira (3) sua campanha internacional para sediar as Olimpíadas de 2024. Na apresentação, feita no dia em que um ataque terrorista foi registrado nos arredores do Museu do Louvre, as autoridades insistiram que a cidade tem todas as condições de dar garantias de segurança aos atletas e turistas, se for escolhida para organizar o evento esportivo.

“Nenhuma cidade hoje no mundo está livre de ameaças terroristas”, defendeu o primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, após a apresentação oficial da candidatura. Ele lembrou que o país organizou com sucesso a Eurocopa de futebol em 2016 e a COP 21, e que tem condições de mobilizar suas forças de segurança para garantir o sucesso de um evento como as Olimpíadas.

Paris fez uma apresentação na data final para as três cidades candidatas entregarem o dossiê para o Comitê Olímpico Internacional (COI). Esta é a última etapa antes do anúncio da escolha definitiva, em 13 de setembro, em Lima, no Peru.

Além da capital francesa, estão na disputa Budapeste e Los Angeles. A cidade da costa oeste americana apresentou sua campanha oficial nesta sexta-feira juntamente com Paris, enquanto a capital húngara deixou sua apresentação oficial para meados de fevereiro, devido a protestos organizados por organizações contrárias à realização do evento na cidade.

Na apresentação no Museu do Homem, em Paris, lideranças políticas e esportistas exaltaram a capital francesa como uma cidade que tem muitos trunfos para acolher o maior evento esportivo do planeta. Paixão pelo esporte e compartilhamento foram dois princípios escolhidos pelo comitê organizador para impulsionar a candidatura da capital francesa.

Em sua campanha, Paris ressalta o fato de já ter cerca de 95% dos locais de eventos prontos ou temporários. O orçamento total da cidade para organizar os Jogos é de 3,6 bilhões de euros e será principalmente financiado pela iniciativa privada, segundo as autoridades francesas.

Locais definidos para competições

Um vídeo com imagens da capital projetou locais de competições, como o vôlei de praia no Campo de Marte, provas de tiro ao arco na Esplanada dos Inválidos, pista de ciclismo de estrada na avenida Champs Elysées e atletismo no Stade de France. Apenas as competições de vela serão realizadas fora da capital, em Marselha, e as partidas de futebol distribuídas em várias cidades do país.

A Cidade Olímpica, a ser construída no norte de Paris, e a piscina olímpica para as provas de natação são os dois locais ainda no papel. Depois dos Jogos, segundo o comitê organizador, 3 mil alojamentos para atletas serão destinados aos moradores da cidade.

Outra vantagem destacada pelos franceses é o fato de que os locais de competição vão ser realizados em um perímetro de 10 km.

A candidatura é apoiada por todas as esferas políticas da França, o que foi ressaltado Tony Estanguet co-presidente da Paris 2024 junto com Bernard Lapasset. “A unidade da França é uma das forças dessa candidatura”, declarou.

Como ficou claro durante os discursos de apresentação, feitos em inglês, a cidade aposta na imagem multicultural e internacional da capital francesa. Outro ponto forte destacado na candidatura foi o comprometimento com o meio ambiente, com a promessa de reduzir em 55% as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Anne Hidalgo, a prefeita da cidade, falou da ambição de dividir os valores universais em uma cidade que “pertence ao mundo”. Em seu discurso, ela garantiu que a cidade tem meios de superar seus problemas como o que aconteceu na manhã desta sexta-feira, em referência ao ataque no Carrossel do Louvre, que deixou um militar ferido. O atentado terrorista colocou o tema da segurança como um dos desafios para a candidatura da cidade. “Os Jogos podem preparar Paris para o futuro”, afirmou.

Valérie Precresse, presidente da região onde se encontra Paris, centrou seu discurso na infraestrutura urbana e na capacidade de acolher os esportistas e visitantes. Segundo ela, dos 42 mil alojamentos exigidos pelo Comitê Olímpico, a capital francesa oferece 14 mil adicionais e “com preços acessíveis”, prometeu. O plano de transporte também foi apontado como um trunfo para a cidade. “Todo visitante usará o sistema de transporte público para ir a um local de competição. Não haverá trânsito”, prometeu.

Único a se expressar em francês, o primeiro-ministro Cazeneuve insistiu no apoio entusiasta e unânime no país, a paixão dos franceses pelos esportes e a vontade da França de acolher os Jogos Olimpícos. E proferiu uma frase de efeito para defender a candidatura. “Queremos construir pontes e não muros”. Questionado se o recado era para o presidente dos Estados Unidos, justificou: “É o que a França pensa do mundo”.

O evento terminou com a revelação do slogan “Made for Sharing” projetado na Torre Eiffel, um dos cartões postais mais conhecidos da França no exterior.

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