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Copa 2014 no Brasil inaugura exposições temporárias do museu da FIFA

Copa 2014 no Brasil inaugura exposições temporárias do museu da FIFA
 
Sessão da exposição Brasil 2014 Revisitado. Foto: FIFA MUSEUM

A história do futebol no Brasil, momentos marcantes do evento mais importante da FIFA realizado há dois anos em solo brasileiro e o legado da competição para o país estão reunidos na exposição Brasil 2014 Revisitado, inaugurada no dia 21 de setembro no Museu da FIFA, em Zurique.

A FIFA escolheu a Copa do Mundo recém-disputada no Brasil para sua primeira exposição temporária no Museu interativo da entidade, inaugurado oficialmente no mês de março e que possui uma coleção permanente de objetos ligados à história da entidade e do esporte mais popular do planeta.

“Para a primeira exposição temporária do Museu, a FIFA queria fazer algo relacionado com seu principal produto, seu carro-chefe que é a Copa do Mundo. E ‘calhou’ de ter sido no Brasil, uma Copa do Mundo espetacular, que reuniu tudo o que o futebol representa tanto fora quanto dentro de campo”, explica Elói Silveira, um dos curadores da exposição. “Foi uma Copa cheia de gols, com quebra de recordes, jogos emocionantes, resultados especulares, e no país onde muitos, como os europeus, consideram ainda o ‘país do futebol’”, acrescenta.

O projeto inicial, de focalizar apenas no torneio que se realizou de 12 de junho a 13 de julho de 2014, se expandiu para abranger o país, que tem seu nome mundialmente associado ao futebol. A paixão dos brasileiros pelo esporte, que explica em grande parte o grande sucesso do evento, segundo a entidade, foi um dos motivos para a exposição ir além e relembrar as raízes de uma relação que teve início no final do século 19.

Por isso, a escolha por dividir a exposição em três sessões, sendo a primeira delas um painel histórico apresentando desde a chegada do futebol com o inglês Charles Miller, até os craques que marcaram as diferentes gerações que disputaram todas as Copas do Mundo e o título de 2002.

A camisa da seleção brasileira foi mostrada na sessão dedicada à história do futebol no país. Foto: FIFA MUSEUM

“Esse painel histórico foi dividido em sete partes, contando desde a introdução do futebol do Brasil por Charles Miller, em 1894, o nascimento da seleção brasileira em 1914, os primeiros craques, que decidimos retratar com o Arthur Friedreich, por ser um personagem icônico e mestiço e pela lenda de ter marcado mais de mil gols, o “Maracanaço”, que foi a primeira tragédia do futebol brasileiro, depois a volta por cima, com o período de 12 anos da era Pelé, de 1958 até 1970, quando a seleção brasileira atinge o ápice, culminando com a seleção de 70 que muitos consideram a maior de todos os tempos”, conta Elói Silveira.

“Depois de um jejum entre 1970 a 1994, contamos como a seleção, nesse período, se adapta a uma outra maneira de jogar futebol, talvez com estilo menos brilhante e mais próxima do futebol europeu, até chegar em 2002 com a consolidação do quinto título mundial”, lembra.

Objetos cedidos por colecionadores particulares e de museus da CBF, dos clubes e da Federação Paulista de futebol, como troféus, a camisa do São Paulo usada por Friedreich no início do século 20, e a camiseta usada por Didi na final do Mundial de 1958 ilustram a sessão que apenas cria o “clima” e serve de introdução para a segunda e mais importante etapa da exposição, que é a Copa de 2014.

O vexame do 7 a 1 em destaque

Camisas de todas as 32 seleções participantes da competição e usadas por jogadores estão exibidas no teto. Outras ganharam destaque particular como a número 10 do colombiano James Rodríguez, autor do gol mais bonito do Mundial.

A opção, definida pela curadoria da exposição, foi retratar a Copa pelas diferentes fases, que começou com a de grupos até a final no Maracanã. Além de objetos como chuteiras e camisetas, o visitante tem à disposição imagens de vídeo para reviver momentos considerados marcantes dos jogos.

O vexame do Brasil na semifinal com derrota de 7 a 1 para a Alemanha, foi ilustrado principalmente com o choro do zagueiro e capitão da equipe ainda no gramado do Mineirão e as chuteiras do alemão Klose, que marcou seu 16° gol em mundiais e superou o recorde que pertencia ao ex-atacante brasileiro Ronaldo.

“A foto que marca a sessão é a do David Luiz, pelo momento de tristeza. Além de ser sido um jogo de recordes entre seleções, também foi o gol em que o Klose virou o maior artilheiro de Copas do Mundo”, explica o curador.

O pesadelo do Brasil com a derrota de 7 a 1 para a Alemanha foi retratado na exposição. Foto: FIFA MUSEUM

Um pedaço da grama do Maracanã onde foi disputada a final entre Alemanha e Argentina e a guitarra de Carlos Santana, que fechou o espetáculo com um conserto, concluem a sessão.

Protestos não foram esquecidos

A terceira e última parte da exposição é dedicada ao legado de um evento que atraiu 1 milhão de turistas de 202 países diferentes. Segundo dados exibidos pela FIFA, US$13,5 bilhões foram injetados na economia do Brasil para a realização do evento que envolveu 12 cidades-sede, retratadas com textos em inglês, alemão e português, além de imagens de vídeo.

A exposição não deixou de abordar os protestos de rua que aconteceram em 2013 contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. “Não tinha como descrever um cenário apenas de coisas perfeitas, como se nada mais tivesse acontecido. Foi uma decisão da curadoria registrar também as imperfeições desse processo de preparação da Copa”, explica Silveira. O resultado final, segundo o curador, reflete a percepção global do evento que para os brasileiros terá uma lembrança muito particular.

“É um tributo à Copa e ao que o futebol brasileiro representa. Está lá registrado, saber que esse espaço no museu da FIFA foi dado para que a gente pudesse trabalhar e se orgulhar do que foi a Copa e do futebol brasileiro ter sido representado. Todo mundo ficou bem satisfeito com o resultado”, concluiu.

A exposição Brasil 2014 Revisitado no Museu da FIFA fica em aberta até o dia 19 de fevereiro de 2017.
 


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