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Esportes

Rio 2016 terminou com festa, passagem de bastão a Tóquio e elogios do COI

media Cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio 2016. REUTERS/Pawel Kopczynski

A tradicional cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na noite deste domingo (21), no Maracanã, apostou na diversidade cultural e musical brasileira para se despedir do evento de maneira alegre, contagiante e positiva. Durante o espetáculo, realizado debaixo de chuva fina, Tóquio se apresentou como a sede das próximas Olimpíadas e o presidente do COI, Thomas Bach, parabenizou os cariocas pelo sucesso da Rio 2016.
 

Diante de um estádio parcialmente ocupado, centenas de figurantes deram as boas-vindas representando no palco os principais cartões-postais do Rio, como o Corcovado e o Pão de Açúcar, e depois o símbolo da Rio 2016 e os cinco anéis olímpicos.

Martinho da Vila cantou “Carinhoso”, de Pixinguinha, e outras músicas famosas do repertório popular brasileiro. A ex-tenista Maria Esther Bueno levou a bandeira brasileira que foi hasteada durante a execução do hino nacional com a participação de um coro infantil.

A cantora Roberta Sá, vestida de Carmen Miranda, recepcionou os atletas na entrada ao gramado, debaixo da chuva fina que começou a cair no local. Uma variedade de sons e ritmos brasileiros, como frevo, maracatu, batucada e até a música eletrônica, embalaram o desfile das 207 delegações, incluindo a dos Refugiados do COI, que entraram juntas para mostrar a universalidade do esporte. Muitos deles exibiram com orgulho as medalhas conquistadas durante as competições.

Entrada dos atletas durante a cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio 2016. REUTERS/Vasily Fedosenko

A equipe francesa, encabeçada pelo medalhista de ouro do judô, Teddy Rinner, foi uma das mais animadas e alguns atletas até ensaiaram passos de dança. Com bandeiras do Brasil nas mãos, os atletas japoneses estavam entre os mais numerosos.

A cantora Julia Michaels e o DJ’ Kygo interpretaram o Tema dos Atletas “Carry Me”. O som contemporâneo saiu de cena para o início de uma longa viagem no tempo, com desembarque na Serra da Capivara, interior do Piauí, antes de dar espaço para uma coreografia com figurantes em alusão às tradições indígenas.

A celebração também fez referência ao monumento de culto aos mortos instalado pela primeira vez na Vila dos Atletas, com uma pedra trazida de Olímpia, na Grécia. Seguiram homenagens a elementos da cultura brasileira e artes manuais, como a renda, e ao trabalho com barro, ao som de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, que levantou o público nas arquibancadas.

A emoção seguiu com uma compilação de imagens marcantes das competições exibidas nos telões, incluindo alguns dos medalhistas brasileiros, como Rafaela Silva e Isaquias Queiroz, e os fenômenos das pistas, Usain Bolt, e das piscinas, Michael Phelps, que se despediram das Olimpíadas.

O gramado do Maracanã se tornou então palco para a entrega de medalhas dos maratonistas queniano, Eliud Kipchoge (ouro), o etíope Feyisa Lilesa (prata), e o norte-americano Galen Rupp (bronze).

As arquibancadas do Maracanã voltaram a se manifestar na homenagem do Comitê Organizador das Olimpíadas aos mais de 4 mil voluntários que participaram da Rio 2016. Eles foram aplaudidos de pé e ganharam uma performance do cantor Lenine.

Vaias a Eduardo Paes

Vaiado ao ser chamado ao palco, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou ao lado do presidente do Comitê Olimpico Internacional e da governadora de Tóquio, Yuriko Koike, da cerimônia de passagem da bandeira olímpica para a capital japonesa, sede dos próximos Jogos, em 2020.

Como futuro anfitrião, o Japão fez uma curta apresentação de sete minutos, com muitas referências à modernidade da cidade e também à fama do país de criador de jogos eletrônicos. Dessa mistura foi exibida uma sequência que começou nos telões e terminou no centro do gramado com o surgimento do famoso Super Mario, personagem representado pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, acolhido calorosamente pelo público. Com uma apresentação rica em efeitos visuais, Tóquio convidou os amantes do esporte a visitarem a cidade daqui a quatro anos.

O primeiro-ministro Shinzo Abe apareceu de Super Mario no gramado do Maracanã. Foto:REUTERS

Nos discursos de encerramento dos Jogos, o presidente da Rio 2016 e do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Nuzmann, agradeceu o envolvimento dos moradores da cidade e disse que o país deve se orgulhar por ter organizado o maior evento esportivo do planeta.

"Foi uma grande vitória e um triunfo do esporte. Os Jogos do Rio ficarão para sempre na memória e no coração”, destacou. “O Rio se modernizou e se transformou. É uma cidade melhor. Foram sete anos de luta e muito trabalho, mas valeu a pena”, afirmou. 

Em português, Thomas Bach, agradeceu os cariocas pelo sucesso do evento e declarou: “Chegamos aqui como convidados e saímos como amigos. Brasileiros, amamos vocês”. Ele fez rápida referência ao contexto difícil para a organização dos Jogos, e afirmou: “Vocês têm muitos motivos para ficarem orgulhosos”. “Foram Jogos Olímpicos maravilhosos na Cidade Maravilhosa”, concluiu Bach, defendendo o legado do evento para “as futuras gerações da cidade”.

Com a pira olímpica apagada, o Maracanã virou uma grande salão de carnaval com as tradicionais marchinhas e alas de escolas de samba, com direito a carro alegórico desfilando sob uma chuva, desta vez, de confetes. 

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