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Esportes

Polícia revista Comitê Irlandês no Rio em ação contra a máfia dos ingressos

media Hickey, da Irlanda: audiência com juiz na terça-feira, no Rio de Janeiro.

A polícia civil revistou neste domingo (21) as acomodações do Comitê Olímpico Irlandês no Rio de Janeiro, como parte da operação que investiga uma rede de venda ilegal de ingressos para os Jogos Olímpicos.

 

O presidente do Comitê Olímpico Irlandês, Patrick Hickey, de 71 anos, já havia sido posto em prisão preventiva enquanto espera pela audiência que terá na terça-feira (23) perante um juiz no Rio de Janeiro. Três outros membros do comitê irlandês também foram convocados para a audiência, ainda que não tenho sido detidos.

Na operação deste domingo, ninguém mais foi preso. Mas a polícia confiscou passaportes, assim como telefones celulares e computadores, que serão analisados pela perícia.

Até agora, a polícia do Rio de Janeiro já conseguiu confiscar 781 ingressos que seriam revendidos a preços muito acima do preço oficial. Um ingresso para a cerimônia de abertura era vendido a US$ 8 mil, enquanto o preço máximo do ingresso seria US$ 1,3 mil.

Ingressos 30 vezes mais caros

Segundo a polícia, os cambistas podem ter faturado cerca de R$ 10 milhões. O valor oficial dos ingressos apreendidos chega R$ 626 mil, mas eles eram vendidos por até 30 vezes o seu valor nominal, informou Ricardo Barbosa da Unidade Antifraude da Polícia do Rio de Janeiro.

O presidente do Comitê Olímpico Irlandês, Patrick Hickey, pediu afastamento temporário da sua função de membro do Comitê Olímpico Internacional, de presidente do Comitê Olímpico Europeu e de vice-presidente da Associação dos Comitês Olímpicos.

Questionado no sábado (20) sobre as consequências desse escândalo para a imagem do Comitê Olímpico Internacional, o presidente da entidade, Thomas Bach, defendeu a “presunção de inocência” de Patrick Hickey.

 

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