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Sensação da Eurocopa, seleção da Islândia leva torcedores ao delírio

Sensação da Eurocopa, seleção da Islândia leva torcedores ao delírio
 
Aron Gunnarsson comemora vitória histórica contra a Inglaterra e a classificação inédita da Islândia para as quartas de final da Eurocopa. REUTERS/Michael DalderLivepic TPX IMAGES OF THE DAY /gs

A vibração emocionada e as imagens do locutor islandês Gudmundur Benediktsson celebrando a plenos pulmões a vitória da Islândia contra a Inglaterra nas quartas de final da Eurocopa viralizaram nas redes sociais. Não é para menos: tudo ainda parece um sonho para o agora famoso comentarista de futebol e para a seleção que disputa pela primeira vez a competição, que reúne as melhores equipes da Europa.

A passagem pela fase de grupos em segundo do grupo F já foi uma façanha. Mas a vitória de 2 a 1 nas oitavas de final contra a Inglaterra, o país que popularizou o futebol, já entrou para a história do pequeno país no Atlântico Norte, de apenas 330 mil habitantes.

Sem estrelas, a seleção islandesa é dirigida por Heimir Hallgrímsson e o sueco Lars Lagerback. Na entrevista coletiva depois da inesperada e surpreendente vitória contra os ingleses, eles comentaram o feito histórico. Heimir fez questão de elogiar a garra dos jogadores.

“Se você quiser o melhor na sua vida, você tem que estar preparado para quando a oportunidade aparecer. Isso é um fato, e esses jogadores mostraram que estavam prontos hoje. Essa oportunidade estava nas nossas mãos e por isso eu disse: vocês podem mudar vidas. Acho que, provavelmente, vamos falar desse jogo para o resto das nossas vidas.”

Heimir tem razão. A equipe que historicamente era saco de pancada dos adversários e nunca tinha passado pelas eliminatórias da Eurocopa agora está no foco do planeta futebol. Para o treinador Lars Lagerback, 2016 já inaugurou uma nova era no futebol islandês.

Torcida fanática exalta espírito de equipe

“Eu não sei se eles vão mudar a vida pessoal deles, mas certamente vai influenciar a vida profissional porque alguns desses jogadores deverão assinar melhores contratos, em uma nível mais alto do que eles estão jogando. E, a partir de agora, eles serão mais atrativos. O melhor de tudo é que eles ganharam uma grande experiência - não apenas os jogadores, mas todos os outros que fazem parte da equipe”, declarou o técnico. “Para a Islândia, é extraordinário. Não temos muitos jogadores acima dos 30 anos. Isso significa que eles podem se desenvolver e melhorar ainda mais.”

Torcedora da Islândia exibe mapa do pequeno país no rosto. HALLDOR KOLBEINS / AFP

A surpreendente campanha da seleção fez muitos islandeses programarem uma viagem para a França para acompanhar de perto a equipe. Com suas camisas azuis e uma coreografia caprichada com palmas nas arquibancadas, eles protagonizaram algumas das cenas mais emocionantes nos estádios por onde passaram. Apesar de minoria, calcula-se que quase 10% da população islandesa vieram dar um apoio in loco para a equipe na Eurocopa. Mas os que ficaram também mostraram fervor nas ruas da capital, Reykjavik.

Brasileiro acompanha euforia na Islândia

O catarinense Diego Batista, maquiador que mora na Islândia há quatro anos, vivencia a euforia dos islandeses. “Aqui em Reykjavik, o pessoal está muito eufórico e já virou feriado nacional quando o time joga. É um país muito pequeno, então a galera se mobiliza muito rápido. As ruas ficam cheias com telões para as pessoas assistirem e vibrarem juntas, de mãos dadas. É realmente muito bonito”, diz.

“O futebol deles cresceu muito. Eles foram longe na Eurocopa, o que para eles já é uma grande conquista. Eles estão muito felizes. Na hora do jogo, é uma grande alegria e uma grande gritaria. Eles saem às ruas com a cara pintada”, acrescenta.

Eidur Gudjohnsen, Kolbeinn Sigthorsson, Hannes Halldorsson… os grandes nomes do time eram muito pouco conhecidos, mas apenas para quem vive fora da Islândia. No país, eles são considerados verdadeiros heróis e suas histórias são bem famosas.

Torcedores islandeses se destacaram pela irreverência na Eurocopa. REUTERS/Kai PfaffenbachLivepic TPX IMAGES OF THE DAY

“Eles falam com orgulho do país, dos jogadores. É engraçado porque todo mundo conhece os jogadores, por ser um país tão pequeno, então todo mundo é primo ou primo do primo do jogador”, conta. “Esse time que está jogando se conhece há muito tempo, não é cada um de uma cidade. Eles jogam juntos há muito tempo no mesmo time, cresceram juntos. Ver jogos aqui na Islândia é interessante porque dá para ver uma parceria muito grande entre eles. É uma amizade e um jogo muito bonito. A Islândia está muito orgulhosa mesmo”, conclui.

União faz a força

A islandesa Eva Gunnardotir, que tem um restaurante de comida típica em Paris, resume o orgulho que sente dos seus conterrâneos. “O espírito dos jogadores islandeses é muito forte. Eles ganham assim porque jogam coletivamente, não são estrelas do futebol, nem nada”, constata. “São amigos e acho que isso é que faz com que eles ganhem. Eu disse que poderíamos vencer facilmente a Inglaterra, porque não os considerava muito bons. No entanto, contra a França será muito difícil. Mas estamos tão felizes que eles tenham ido tão longe que para nós é como se eles tivessem vencido”, comenta.

No jogo das quartas de final, neste domingo, no Stade de France, a seleção islandesa vai entrar em campo como tem enfrentado seus adversários, de cabeça erguida e sem complexos. Kári Arnason, zagueiro da equipe, resume o espírito coletivo que faz a força do grupo: “Não existe pressão sobre nós. Ninguém esperava nada de nós antes deste torneio. Então não nos colocamos pressão em nós mesmos. Nós só queremos entrar em campo e ganhar cada jogo. Nós temos uma estratégia e vemos o que acontece”, resume.

Independentemente do que acontecer, Kári Arnason e seus companheiros da seleção islandesa já tem gravados seus nomes na história e no coração dos islandeses.
 


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