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Torcedores da Irlanda do Norte e País de Gales animam Eurocopa

Torcedores da Irlanda do Norte e País de Gales animam Eurocopa
 
Torcedores galeses comemoram classificação para as quartas de final da Eurocopa 2016 REUTERS/Darren StaplesLivepic

Eles não apenas coloriram os estádios com as cores verde e branca e vermelha. Levaram alegria às arquibancadas e também às ruas das várias cidades francesas por onde passaram. Torcedores da Irlanda, Irlanda do Norte e País de Gales com suas canções e muito bom humor mudaram a imagem da Eurocopa, que começou de maneira turbulenta com brigas de hoolings.

Na internet, viralizaram imagens de um grupo de torcedores irlandeses cantando para uma criança dormir no metrô.Eles brincaram e cantaram para a polícia francesa na saída de um estádio e fizeram muita festa nas ruas e nas "fan zones".

Mas nenhuma outra música vinda da torcida irlandesa fez tanto sucesso nesta Eurocopa quanto “Will Griggs on Fire”, uma música adaptada de Freed From Desire de Gala, por um jovem em homenagem a um jogador reserva da Irlanda do Norte, Will Griggs. A versão se tornou uma espécie de hino extra-oficial da competição.

Com bom humor, eles conquistaram os franceses. Grandes frequentadores de bares, eles mostraram que o consumo de álcool não necessariamente está vinculado com a violência. « São nossos torcedores preferidos porque eles vêm, consomem muito, claro, e nunca temos problemas, sempre estão de bom humor, eles cantam e se tornam amigos dos outros clientes no bar. Então o clima é muito agradável no final da noite”, disse o dono de um bar em Paris.

Doriane, que trabalha como garçonete em um bar, resume o espírito irlandês de torcer :“Eles são muito simpáticos. Mesmo quando eles bebem muito, eles não buscam brigas. Não vão atirar copos, é um clima legal. Os torcedores franceses costumam ir embora logo após o jogo”, afirmou.

Além dos irlandeses, os torcedores do País de Gales, também trouxeram muita alegria e entusiasmo para os estádios e as cidades franceses por onde a equipe passou. A alegria contagiante tem um motivo: pela primeira vez os "Dragões Vermelhos", como são conhecidos os jogadores da seleção, se classificaram para a Eurocopa, o que levou muitos fãs de futebol a fazer as malas, cruzar o Canal da Mancha e vir torcer para a equipe.

“Quando soubemos que tínhamos os ingressos, começamos a planejar nossa viagem, onde iríamos ficar, em locais para acampamentos. Foram seis noites dentro de caravanas em algum lugar entre Paris e Lens. E vamos dormir mais uma noite antes de voltar para casa novamente. Temos muitos quilômetros de estrada e passamos boa parte do tempo olhando mapas na tela do computador e nas estradas", disse um torcedor de Cardiff.

“Estou muito contente, óbvio, é a primeira vez que o País de Galles se classifica para um grande torneio em mais de 50 anos. É um prazer muito grande estar aqui", diz Steve Holt, outro galês que veio ver de perto a Eurocopa.

"Para ser sincero, ainda parece um pouco surreal. Como gaulês era uma questão de honra vir a este torneio e nunca tinha visto nada parecido na minha vida. Conseguir chegar aqui e cantarmos nossas canções, ainda é muito surreal, mas é um sentimento magnífico", afirmou um dos galeses que foi a Toulouse acompanhar um dos jogos da equipe.

"É tipo de liberdade para nós. Na verdade, não esperávamos que ia acontecer alguma coisa. Depois da vitória sobre a Eslováquia na primeira rodada, ganhamos confiança. É uma espécie de férias para todos nós, estamos aqui para rir, para nos divertir. Não temos pressão. Se ganharmos, ótimo, se não, vamos aproveitar da mesma forma", afirmou outro galês.

E a festa galesa vai continuar.  Depois de vencer a Irlanda do Norte neste sábado no Parc des Princes, em Paris, a seleção se classificou para as quartas de final da competição e vai enfrentar o vencedor entre HUngria e Bélgica. 

Impacto do "Brexit"

Enquanto durar percurso das seleções que têm as torcidas mais vibrantes e simpáticas da Eurocopa a festa está garantida. Mas depois da competição, um assunto vai dominar os fãs de futebol do outro lado do Canal da Mancha: o futuro dos campeonatos inglês, escocês e galês com a saída do Reino Unido na União Europeia, depois do resultado do referendo de quinta-feira (23).

As consequências para o esporte ainda não são muito claras, mas o consultor francês Vincent Chaudel, especialista em marketing e negócios relacionados com o esporte, faz algumas previsões: "Para o futebol inglês, em um primeiro momento, pode haver uma queda no poder de compra devido à mudança de câmbio entre a libra esterlina e o euro. Mas o futebol inglês é tão mais rico em relação a outros países devido aos direitos de tarnsmissão internacional e também doméstico que não deverá mudar muita coisa".

"Em relação à política atual de recrutamento dos clubes, de acordo com a política atual pode haver um problema em relação às cotas de jogadores. Mas os clubes e a a Liga Inglesa de futebol não têm nenhuma vontade nem interesse em se privar de jogadores internacionais, de outros países. Esta deverá ser uma regra para ser discutida em relação ao campeonato local. Pode haver problema de falta de efetivo para disputar competições europeias. A questão é em relação à representação dos jogadores em relação a competições europeias"

As negociações para a saída do Reino Unido devel durar dois anos. Ainda é cedo para avaliar as consequências, mas Vicent Chaudel, acredita vê um ponto positivo para o futuro do futebol da Inglaterra. "No curto prazo parece uma boa notícia e no longo prazo, se permitir reequilibrar o número de jogadores ingleses nos clubes e dar mais tempo de jogo a eles, poderá se uma resposta para o problema do futebol ingles. Quer dizer, é a referência mundial em termos econômicos, mas uma seleção com pouca competitividade. Então, no médio prazo, pode ser uma boa notícia para o futebol inglês. Mas, no curto prazo, pode não ser uma boa notícia para o futebol francês que vende jogadores ao futebol inglês. Pode haver um período de indefinição, que infelizmente para os clubes franceses,que contam com esse mercato para equilibrar seus orçamentos, pode ser um má notícia para eles", avalia.

 


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