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Crise reduz presença de brasileiros na maratona de Paris

Crise reduz presença de brasileiros na maratona de Paris
 
Milton Bittencourt (à esq.), Keytiane Mendes Souza e Geniomar Pereira vieram pela primeira vez disputar a maratona de Paris. Foto: Elcio Ramalho / RFI Brasil

A grave crise econômica no Brasil reduziu para menos da metade a presença de corredores na 40ª maratona de Paris, disputada neste domingo (3). Mas muitos atletas fizeram questão de bancar o “sonho” de estrear em uma das corridas de rua mais famosas do circuito mundial.

“Normalmente, a gente traz de 35 a 40 corredores todo ano. Desta vez foram apenas 13 pessoas. A grande responsável por isso é a crise que o país está vivendo”, explica Flávio Galant Masi, da Biarritz Turismo Sports, uma das três agências credenciadas pela organização da Maratona de Paris para inscrever atletas brasileiros.

“Além da questão do câmbio, há o problema da incerteza em relação ao futuro. Não é que as pessoas não tenham dinheiro. Elas têm, mas não sabem o que vai acontecer. Em um momento como este, o pessoal se retrai e corta o que não é considerado essencial”, diz.

Flávio descarta que os recentes atentados em Paris e na Bélgica possam ter prejudicado os planos de muitos maratonistas. “O problema do terrorismo na Europa praticamente não tem importância alguma. O pessoal, que é acostumado com a violência no Brasil, não leva nem em conta. Não tivemos nenhum caso de pessoas que quiseram desmarcar por causa dos atentados. O problema é econômico mesmo”, garante.

A agência Kamel Turismo, do Rio de Janeiro, especializada em eventos esportivos e também credenciada para oferecer pacotes para a maratona de Paris, sentiu os efeitos da maior crise para o segmento nos últimos anos. “Costumávamos levar em média 100 pessoas para Paris, mas este ano não chegamos a 50”, afirma a diretora Elisabet Olival. Segundo ela, outros fatores podem ter contribuído para a queda, mas o principal é a crise econômica, que fez muitas pessoas desistirem do projeto.

A concorrência com muitas outras maratonas da Europa na mesma época pode ter influenciado na opção de alguns corredores, já que os atentados de novembro em Paris podem ter assustado alguns atletas. “Algumas pessoas pediram para cancelar a reserva, expressaram preocupação, mas não dá para saber se adiaram os planos ou optaram por outras maratonas como Roma e Berlim por causa da segurança”, explica.

No entanto, segundo Elisabet, o preço caro para uma viagem internacional devido à desvalorização do real foi o que mais pesou para a queda do número de inscritos.

O operador de turismo, Flávio Galant Masi, atribui a queda de participantes brasileiros na maratona de Paris à crise econômica. Foto: Elcio Ramalho/RFI Brasil

Mesmo com a possibilidade de muitas outras opções de maratonas na Europa no mês de abril, Paris continua atraente para muitos corredores brasileiros, na opinião de Flávio Masi. Ele veio à capital francesa acompanhar o grupo de atletas que, além do evento esportivo, compraram um pacote que inclui uma semana de visitas e uma programação turística e cultural.

“Não há dúvida. O grande atrativo é a cidade. Muitos falam que correr uma prova em Paris é uma coisa extraordinária. Já tivemos muitas pessoas que resolveram estrear na maratona e na meia-maratona aqui. A prova já é um desafio e chegando ali no Arco do Triunfo é inesquecível”, diz o operador. “O brasileiro tem uma ligação com a França muito forte”, completa.

Sonho da maratona em Paris

Keytiane Mendes Souza, de 37 anos, servidora pública do Tribunal de Justiça de Manaus, participa de sua segunda maratona depois da São Silvestre, em São Paulo, e pela primeira vez vem à Europa. A amazonense escolheu Paris pela estrutura do percurso e a beleza da cidade. “É correr e juntar prazer. Tudo junto”, diz.

Apesar de uma dor no calcanhar devido a uma fascite plantar, ela não desistiu de participar. “Tenho dez anos de experiência com corrida e fiz muita musculação. Tinha expectativa de fazer o percurso em 3 horas e 40 minutos, mas agora o objetivo é completar a corrida”, explica.

Para vir a Paris, Keytiane planejou a viagem desde o ano passado. “Foi um ano de planejamento físico e financeiro também para vir a Paris”, afirma. Os atentados de Paris em novembro não assustaram a corredora. “Sou uma mulher de muita fé. Não cheguei a hesitar. É uma cidade com muita segurança. Não tenho medo”, diz.

Seu marido, Milton Bittencourt Cantenhede Filho, 53 anos, decidiu encarar a prova também apesar da torsão no tornozelo, que o fez baixar sua expectativa para a conclusão do percurso de 42,195 km. Jogador de basquete, ele escolheu estrear em uma maratona na cidade que sempre planejou conhecer. “Paris é uma cidade envolvente. Todo mundo quer um dia vir a Paris. E, para mim, fazer uma atividade esportiva, que é correr, e aqui, é aliar um prazer a uma cultura, um conhecimento”, afirma.

“É um sonho, realmente, correr uma maratona como Paris, Berlim, Nova York. Mas Paris, apesar de todas essa situação de violência, ainda é uma cidade que chama a atenção de toda a humanidade pela história, pela cultura. É um destino sonhado por todos”, acrescenta. A violência relacionada ao terrorismo também não o fez mudar de ideia. “A gente sabia que depois do que aconteceu a vigilância seria maior, a segurança também. Vai correr tudo bem, seremos iluminados nessa cidade luz”, afirma.

Mais experiente em maratonas, Geniomar Pereira, de 50 anos, securitário em São Paulo, desembarcou pela primeira vez na capital francesa. Depois de correr seis maratonas, sendo a última em Nova York, ele foi bastante incentivado por amigos para correr nas ruas da capital francesa. “Eles sempre disseram: você que gosta de maratona tem que correr em Paris. É o percurso mais lindo do mundo”, conta.

Como considera não ter feito uma preparação considerada ideal, Geniomar ficou com a expectativa de fazer o percurso em pouco mais de 4 horas, mas o tempo não é o mais importante. “Quero correr confortável, quero curtir. Não somos atletas profissionais, apesar de gostar muito do exporte, não vivo disso. Seria insano não aproveitar os lugares”, explica.

A questão financeira também exigiu uma preparação de um ano e incluiu uma negociação com a esposa, que não é corredora, mas concordou com a proposta. “No ano passado completamos as bodas de prata de casamento e não fizemos nenhuma viagem. Estava em débito com ela. Ela até falou: até na nossa viagem você quer colocar uma corrida? Fazer o quê, né? Resolvi unir o útil ao agradável.”, finalizou, sorrindo.

 


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