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Proibição de MMA na França pode favorecer jiu-jitsu brasileiro

Proibição de MMA na França pode favorecer jiu-jitsu brasileiro
 
O lutador de jiu-jitsu brasileiro, Bráulio Estima. Foto: Elcio Ramalho/RFI Brasil

Pouco conhecido na França quando comparado a outros países europeus, o jiu-jitsu brasileiro pode atrair mais adeptos franceses devido a proibição das autoridades de realizar competições de MMA. Essa é a opinião de um dos grandes nomes internacionais da modalidade, o lutador e mestre brasileiro, Bráulio Estima.

Faixa preta desde 2004 e com um currículo que inclui cinco títulos de campeão mundial, além de campeonatos europeus e pan-americanos, Bráulio está neste final de semana em Paris para ministrar mais um estágio de jiu-jitsu brasileiro para atletas amadores e profissionais.

Antes de entrar na sala de combate, ele conversou com a RFI sobre o crescimento desse esporte. Na França, segundo a associação local, já são 5 mil adeptos. Mas Bráulio se surpreendeu ao saber que o país autoriza treinos nas academias, mas proíbe competições de MMA (Mixed Martial Arts, na sigla em inglês), em seu território.

O ministério francês dos Esportes considera o ringue, com a rede de proteção quadriculada, um aspecto degradante para a dignidade humana, assim como os golpes em adversários no solo. Em entrevistas para a imprensa francesa, o secretário de Estado Thierry Braillard diz que o MMA desrespeita o “código esportivo do país e mais se parece um espetáculo de circo”.

Questão de tempo?

Bráulio acredita que será uma questão de tempo para que as autoridades francesas liberem as competições diante do interesse crescente do público. No entanto, como o jiu-jitsu brasileiro é uma das disciplinas na base do MMA, pode se beneficiar e atrair mais atletas.

"Com certeza, isso faz com que a atração do jiu-jitsu seja bem maior. Se você não pode ter uma Ferrari então você pega o melhor carro esportivo para poder desfrutar", compara. No entanto, o interesse pelo esporte violento deverá ser mais forte e dobrar as autoridades. " Vai chegar uma hora em que o MMA vai crescer tanto, ser muito apreciado pelo público. E o francês vai ter a opção de curtir as lutas, e, quem sabe, ter campeões no UFC”, aposta.

Na entrevista, Bráulio Estima explica também porque o MMA tem sido importante para dar visibilidade ao jiu-jitsu brasileiro: “Quem faz MMA tem que saber jiu-jitsu, é uma grande vitrine para mostrar que nosso esporte é bem eficaz. Para ser campeão, o atleta de MMA tem que passar por todas as artes marciais, e por ser um esporte moderno, no qual a luta continua no chão, mostra a importância do jiu-jitsu diante do conjunto de artes marciais”.

Projeção na Europa

Bráulio Estima chegou a competir e ganhar sua primeira luta no circuito do MMA, mas desistiu por ter pesado na balança os pós e contras para sua carreira. Aos 35 anos, está mais interessado em divulgar o jiu-jitsu brasileiro pela Europa.

“Meu trabalho hoje está focado menos nas minhas lutas pessoais e mais para estimular as pessoas a terem a experiência que eu tive. O jiu-jitsu mudou muito a minha vida, para muito melhor. E tem melhorado a vida de muita gente. Um dos meus desafios é ajudar minha equipe a espalhar esse esporte pela Europa e para que as artes marciais possam ajudar a melhorar o estilo de vida da sociedade", afirma.

Há 13 anos ele foi levado pela família Gracie, na origem do jiu-jitsu brasileiro, para dirigir uma academia em Birmingham, no interior da Inglaterra. De lá vê a modalidade crescer e não apenas em solo britânico.

“Daqui cinco anos, tenho certeza que teremos campeões mundiais europeus. É inevitável. Há três anos fui à Rússia. Em Moscou, o jiu-jitsu estava bem ‘verde’, engatinhando. Voltei no começo deste ano e foi impressionante como cresceu. Aqui na França, temos grandes líderes. Existe um pouco do choque cultural em termos do jiu-jitsu com outras artes marciais, mas a aceitação do público é grande. Quando fui para a Polônia, fiquei impressionado, tem quase 200 pessoas quando eu faço um seminário”, diz, entusiasmado.

Dos ringues para as telas

Bráulio Estima vai participar de um projeto para popularizar ainda mais o jiu-jitsu brasileiro através de uma telenovela que terá a modalidade esporte como pano de fundo. A trama vai envolver todos os ingredientes de uma boa ficção, como amor, sexo e intrigas.

Mas o objetivo da diretora e roteirista franco-portuguesa Helena Mora é tornar o jiu-jitsu brasileiro mais conhecido. “Gosto da filosofia do jiu-jitsu brasileiro e quero divulgá-la na França, onde ainda é pouco conhecida. Para isso nada melhor que uma novela, que atinge o coração das pessoas. Não é normal que não tenha mais visibilidade”, garante.

Ela vai aproveitar o campeonato europeu no final do mês em Portugal para rodar as primeiras cenas de um programa piloto. A competição, a maior da Europa, teve este ano que mudar de endereço e reservar um ginásio bem maior para acolher o público e o número maior de participantes. Mais de 3.000 atletas devem competir nas diversas categorias do jiu-jitsu brasileiro entre 20 e 26 de janeiro.

 


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