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Esportes

Fifa pedirá banimento vitalício de Michel Platini, afirma advogado do cartola

media O cartola francês Michel Platini, que pode ser banido do mundo do futebol REUTERS/Eric Gaillard/Files

O comitê de ética da Fifa pedirá o banimento vitalício do presidente da UEFA, Michel Platini, de qualquer atividade profissional ligada ao futebol. O ex-craque francês, atual vice-presidente da Fifa, já está suspenso por 90 dias, enquanto a Justiça investiga um pagamento suspeito de US$ 2 milhões que ele recebeu do presidente Joseph Blatter, também suspenso.

O pedido da Fifa foi divulgado nesta terça-feira (24) por Thibaud d'Ales, um dos advogados de Platini, que classificou a possível pena como "escandalosa" e "excessiva". D'Ales afirmou que "o banimento pode acontecer em caso de corrupção comprovada, mas a punição é nitidamente excessiva e não tem relação alguma com o caso". Representantes de Joseph Blatter, que deixa o cargo no início do ano, se recusaram a informar se a mesma pena foi pedida para o chefão do futebol mundial.

Mas o comitê investigativo da organização afirmou que o relatório com o pedido de sanções foi entregue às equipes legais dos dois cartolas. Sem se referir à pena proposta, o porta-voz da Fifa Andreas Bantel confirmou à AFP que "Michel Platini e seus advogados receberam o relatório, bem com um pedido do comitê investigativo". De acordo com Bantel, "eles conhecem o teor do documento e podem comentá-lo livremente".

Complô

O órgão responsável pela investigação interna na Fifa havia anunciado na segunda-feira a abertura de um processo contra Blatter e Platini, cujo veredicto seria anunciado no mês que vem. Até lá, o presidente da UEFA, um dos seis candidatos para a sucessão do suíço na presidência da Fifa, está proibido de concorrer ao cargo. Para poder disputar, ele teria que passar um teste de integridade que não pode ser conduzido durante a suspensão. A eleição está marcada para 26 de fevereiro e os outros cinco candidatos já passaram pela prova e se dedicam às atividades de lobby.

De acordo com d'Ales, existe um complô dentro da instituição para impedir que Michel Platini se torne o novo homem-forte da instituição. Até o aparecimento das suspeitas de corrupção, o francês de 60 anos era o favorito ao cargo. "Fico imaginando se a pessoa responsável pela investigação não deveria ser chamada de 'pessoa responsável por tirar Michel Platini da corrida pela presidência da Fifa'?", ironizou o advogado, acrescentando que "as máscaras estão caindo uma a uma na Fifa - o calendário eleitoral está sendo manipulado e há uma estratégia para barrar a candidatura de Platini".

Pagamento indevido

Para o advogado, "a exposição pública (do caso) mostra uma clara intenção de prejudicar" seu cliente. Mas, no sábado, o comitê de ética da Fifa optou justamente por não revelar a natureza da punição pedida contra os cartolas, alegando os princípios de privacidade e presunção de inocência. Foi o Ministério Público suíço que revelou em outubro que Blatter estava sob investigação. O nome de Platini apareceu no inquérito não como suspeito de corrupção ativa, mas como destinatário de US$ 2 milhões, recebidos em 2011 por um trabalho realizado uma década antes.

Os dois alegaram inocência, mas admitiram que não tinham um contrato que regulasse a transação, definida por Platini como "acordo de cavalheiros". Na última semana, Blatter e Platini tiveram seus apelos contra as suspensões de 90 dias rejeitados e o ex-capitão da seleção francesa levou o caso para o Tribunal de Arbitragem do Esporte, que deve emitir um parecer nos próximos dias.

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