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Esportes

Argentino envolvido em escândalo da Fifa está em prisão domiciliar na Itália

media Foto de busca da Interpol de Alejandro Burzaco facebook.com/InterpolHQ

O executivo argentino envolvido no escândalo da Fifa procurado pela justiça americana, Alejandro Burzaco, se entregou à polícia da Itália na terça-feira (9). Ele está em prisão domiciliar em Bolzano, no norte da Itália, onde aguarda a decisão da justiça italiana sobre a sua extradição aos Estados Unidos.

Gina Marques, correspondente da RFI na Itália

O empresário argentino Alejandro Burzaco estava acompanhado por dois advogados, um argentino e outro italiano, quando se entregou ontem à polícia de Bolzano. Ele está agora em prisão domiciliar aguardando a decisão dos juízes sobre a sua extradição aos Estados Unidos, onde deverá ser interrogado pela Procuradora-Geral americana Loretta Lynch que investiga os crimes cometidos na Fifa.

Burzaco, 51 anos, é funcionário da Fifa e ex-presidente da agência de marketing esportivo Torneos y Competencias, cuja atividade principal é a venda de direitos televisivos de torneios de futebol, como o campeonato argentino de 1992 até 2009. Juntamente com o americano Aaron Davidson, que está preso, ele detém os direitos televisivos da Copa América que começa amanhã (11), ano no Chile.

Corrupção, lavagem de dinheiro e crime organizado

Burzaco é acusado nos Estados Unidos de corrupção, lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado. Ele pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

No momento da operação policial no último 27 de maio em Zurique, na Suíça, que prendeu sete dirigentes da Fifa envolvidos no escândalo, Burzaco conseguiu fugir. Ele tomava café da manhã no hotel cinco estrelas Baur au Lac, onde estava hospedado, e viu saírem algemados os colegas da Fifa, entre eles Jeffrey Webb, ex-vice-presidente da instituição e ex-presidente da Concacaf, e o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O argentino não foi reconhecido pelos policiais, pôde pagar a conta e sair tranquilamente do hotel.

Burzaco tem dupla cidadania, argentina e italiana, e com o passaporte comunitário atravessou de carro a fronteira entre a Suíça e a Itália sem problemas. Ele era procurado pela Interpol como foragido e não poderia voltar à Argentina, onde também é acusado de fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo seus advogados, Burzaco decidiu se entregar e colaborar com as autoridades americanas para ter uma redução de pena.

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