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Esportes

Vítima de racismo dos torcedores do Chelsea prestou queixa

media Souleymane S, francês de origem mauritanesa, vítima de agressão racista no metrô parisiense por torcedores ingleses do Chelsea. Reprodução Dailymotion/Le Parisien TV

O jornal Le Parisien publica nesta quinta-feira (19) uma entrevista de um homem identificado como a vítima de um ato de racismo cometido por torcedores do Chelsea. Surpreendido com a repercussão do caso, Souleymane S., de 33 anos, decidiu prestar queixa para que os autores sejam punidos.

Na noite de terça-feira (17), enquanto se dirigiam ao estádio Parque dos Príncipes para ver o jogo entre Chelsea e PSG pela Liga dos Campeões, os torcedores ingleses impediram a entrada de um homem no vagão do metrô por ele ser negro e se assumiram racistas.

Um vídeo, gravado por um passageiro e divulgado pelo site do jornal The Guardian, mostra os torcedores do clube inglês bloqueando a entrada e empurrando o homem negro para a plataforma. Em outro trecho do vídeo, eles aparecem dizendo: "Somos racistas e gostamos disso!". As imagens provocaram uma onda de indignação na Inglaterra e no mundo do futebol.

"Não sabia que estava sendo filmado. O fato de eu ter falado sobre o que aconteceu me deu coragem para ir à polícia e prestar queixa", afirmou Souleymane ao Le Parisien. "Estas pessoas devem ser identificadas, punidas e presas. O que aconteceu não deve ficar impune", continuou.

Sem entender inglês, percebeu que era vítima de racismo

O jornal parisiense identificou a vítima no dia seguinte do insulto, depois de voltar à estação de metrô Richelieu-Drouot onde ocorreu a cena. Segundo o diário, ele não tinha a consciencia da dimensão tomada pela sua história.

Na entrevista, Souleymane S. , um francês originário da Mauritânia, contou que não entendeu as palavras em inglês, mas percebeu que os torcedores faziam referência à cor de sua pele.

"Eu quis entrar no vagão, mas um grupo de torcedores ingleses me bloqueou e me empurrou. Eles me diziam coisas em inglês, mas eu não entendia direito o que queriam me falar", contou. Souleymane S. diz ter apenas compreendido que eram torcedores do Chelsea.

"Eu compreendi também que eles me provocaram por causa da cor da minha pele. Eu convivo com o racismo, não me surpreendi com o que me acontecia, mas foi a primeira vez dentro do metrô", revelou.

Souleymane decidiu não contar a história à sua família nem aos seus amigos. "Voltei para casa sem falar desse caso para ninguém, nem à minha mulher, nem aos meus filhos. O que dizer às minhas crianças? Que o pai delas foi agredido no metrô porque era negro? Não serve para nada", afirmou.

Depois da divulgação das imagens, o Tribunal de Paris abriu um inquérito por "violência voluntária motivada por racismo em um meio de transporte coletivo”.

 

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