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Esportes

Fifa anuncia punição a presidente da Federação italiana acusado de racismo

media Presidente da Federação Italiana de Futebol, Carlo Tavecchio, foi suspenso pela Fifa por racismo. Reuters/Alessandro Bianchi

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano), Carlo Tavecchio, ficará seis meses sem poder exercer um cargo oficial na Fifa como punição por ter proferido frases consideradas racistas. O anúncio foi feito pela Federação Internacional de Futebol nesta quarta-feira (5).

No dia 7 de outubro, Carlo Tavecchio já havia sido suspenso por seis meses de qualquer função oficial em eventos da Uefa. Com a decisão, ele ficará proibido de participar do Congresso da entidade no dia 24 de março de 2015, em Viena, que deverá reconduzir Michel Platini para um terceiro mandato consecutivo como presidente da Confederação europeia de futebol.

As sanções foram adotadas por declarações feitas por Tavecchio no dia 25 de julho, antes de sua eleição como presidente da FIGC. O dirigente italiano afirmou durante uma reunião pública: "Opti Poba chegou aqui e antes ele comia bananas, hoje ele joga como titular da Lazio Roma".

As declarações, que supostamente visaram o meio campista francês Paul Pogba, atualmente na Juventus de Turim, desencadearam grande polêmica na Itália.

Polêmica sobre racismo na França

O presidente do clube francês Girondins de Bordeaux, Jean-Louis Triaud, saiu nesta quarta-feira em defesa do treinador da equipe, Willy Sagnol, pedindo o fim da polêmica sobre um suposto cunho racista da expressão usada por ele ao se referir a um "jogador africano típico".

"Não queremos ampliar ainda mais o assunto, principalmente quando o consideramos injustificado. É preciso dar um basta, sinceramente", disse Triaud à agência AFP.

Durante a entrevista, o presidente do Bordeaux disse ter ficado "irritado e chocado" com a polêmica. "Estou irritado porque todos que conhecem Willy Sagnol sabem que ele é tudo, menos racista. A interpretação de suas declarações é totalmente equivocada", declarou.

Triaud também criticou a reação do ex-jogador Lilian Thuram, ex-companheiro de Sagnol na final do Mundial de 2006, que se disse "triste e decepcionado". O presidente do Bordeaux expressou sua incompreensão: "Lilian Thuram é um amigo de Willy Sagnol, quando temos um amigo que conhecemos bem, temos que confiar nele, podemos confiar nele".

Explicações sobre declarações polêmicas

Durante uma entrevista ao jornal francês Sud-Ouest, Sagnol sugeriu que os jogadores africanos tinham falhas de "inteligência" e "disciplina". As declarações foram feitas quando questionado sobre os problemas que teria com a ausência de jogadores do time devido à Copa Africana de Nações (CAN), prevista para janeiro.

Sagnol disse ver problemas com o fato de não contar com atletas do continente por um período de dois meses a cada dois anos, em referência ao calendário de competições da CAN. Na sequência, o treinador falou das qualidades do "típico jogador africano".

"A vantagem que eu considero do jogador africano típico é que eles são baratos, geralmente prontos para o combate e podemos qualificá-los como potentes no campo. Mas o futebol não é só isso, é também técnica, inteligência e disciplina", declarou.

Sagnol, que estreia como treinador de um clube da Liga Francesa de Futebol, completou: "É preciso de tudo. É preciso dos nórdicos também. Eles são bons, têm uma boa mentalidade".

O presidente do Bordeaux tentou colocar em outra perspectiva as declarações do treinador do clube. Segundo Triaud, "quando falamos de inteligência, referimos à inteligência do jogo. Falta a eles (aos jogadores formados na África) o aspecto tático; eles precisam de tempo de adaptação para adquirir, e eles conseguem rapidamente. Não quer dizer nada além disso".

Questionado sobre eventuais sanções ao treinador Sagnol, o presidente do Bordeaux reagiu: "Sanção por parte do clube? Vocês estão brincando!".
 

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