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Esportes

Brasil teve 6 minutos de "tsunami" e "pane geral" contra Alemanha

media O treinador Luiz Felipe Scolari durante a entrevista na Granja Comary. Foto: Reuters

Durante a entrevista coletiva reunindo a comissão técnica nesta quarta-feira (9), na Granja Comary, o treinador Luiz Felipe Scolari voltou a assumir a responsabilidade pela derrota humilhante de 7 a 1 contra a Alemanha, e aproveitou para defender seu balanço à frente da seleção. Felipão e Parreira tentaram explicar a derrota "doída" recorrendo a expressões como "tsunami" e "pane geral". Felipão deixou no ar sua disposição em continuar no comando da seleção e deve decidir seu futuro em reunião com a direção da CBF após a Copa.

Em 49 minutos de entrevista coletiva ao lado do coordenador Parreira e de outros membros da comissão técnica, Felipão defendeu o planejamento feito pela seleção para essa Copa e admitiu que a goleada de 7 a 1 para a Alemanha foi um resultado "catastrófico" que ficará marcado na história do futebol brasileiro. No entanto, não procurou muitas explicações e defendeu o balanço da equipe.

“O resultado é catastrófico, vai ficar para a história desse jeito" admitiu. "Mas o trabalho como um todo não foi ruim, a derrota sim. Tivemos seis minutos de pane geral no campo e até na comissão técnica", afirmou. "A derrota foi doída. Todos nós queríamos ser campeões, mas não conseguimos", acrescentou Parreira.

Segundo Scolari, até os 10 minutos iniciais, o jogo estava normal, e o time se descontrolou a partir do primeiro gol de um lance conhecido dos alemães, de bola parada através de um escanteio. Depois, a partir dos 23 minutos, "foi uma pane geral, da comissão técnica, dos torcedores. Não tenho como explicar, não vou justificar, perdemos como nunca havíamos perdido", disse.

Sonho do terceiro lugar

"A vida segue e vamos buscar outros objetivos, tanto eu como os jogadores, e o nosso próximo objeitivo é o terceiro lugar no sábado. É o nosso próximo sonho", afirmou.Consciente de que a derrota vai marcar a carreira de muitos jogadores, Felipão defendeu o grupo de 23 jogadores e previu que 70% deles poderão estar na próxima Copa do Mundo de 2018.

Questionado se havia feito poucos treinos durante o período do Mundial, Scolari exibiu estatísticas e o planejamento estabelecido pela comissão técnica e concluiu: "a quantidade de treinamentos foi a mesma da Copa das Confederações, mas em um tempo mais curto".

“Dentro do planejado, conseguimos os resultados. Entendemos que fomos bem na primeira fase, tivemos um jogo atípico contra o Chile e depois um bom jogo contra a Colômbia”, avaliou. “Nós não tivemos o mesmo nivel da Copa das Confederações, mas tivemos de um nível de razoável para bom desde o início. O problema foi o jogo de ontem", afirmou.

Scolari também defendeu a titularidade de Bernard que treinou por poucos minutos na última parte do coletivo final. "Eu treinei a equipe durante 28 jogos. O Bernard esteve em 24 deles e atuou em 17 ou 16, ou seja, ele sabia perfeitamente como ia jogar e sabia de antemão", avaliou.

Entrevista da comissão técnica do Brasil. Foto: Reuters

Elogios ao sistema alemão

Durante a coletiva, Felipão e Parreira elogiaram o trabalho de base feito pelo futebol alemão para a formação de jovens talentos e melhoria do nível técnico dos treinadores. "Eles fazem um trabalho de base há oito anos e nós apenas um ano e meio", explicou. Segundo o treinador brasileiro, o fato de a Alemanha manter o mesmo time base desde a Copa de 2006 contribuiu para dar mais solidez e experiência à equipe, o que teria faltado ao Brasil.

Felipão considerou a disputa de um Mundial em casa como positivo e salientou o apoio que o grupo recebeu da torcida antes e durante a Copa. "Não foi ruim jogar no Brasil, foi ótimo e maravilhoso", avaliou. Parreira chegou a interrompê-lo para ler uma carta de uma torcedora identificada apenas como Lúcia que teceu elogios ao estilo de Felipão e agradeceu os momentos de emoção proporcionados pela equipe.

Parreira fez questão ainda de ressaltar o balanço positivo da seleção: "Neste um ano e meio (de preparação), não tivemos um deslize. Tudo funcionou e foi perfeito, menos o resultado do jogo contra a Alemanha. Todos foram perfeitos nas questões operacional e  logística. Foi o resultado (contra a Alemanha) que impactou. O futebol brasileiro é grande e forte, e vai dar uma vez a volta por cima e já sobreviveu a outra crises".

"Foi sofrível como alguns dizem, mas ficamos entre as 4 melhores seleções do mundo", acrescentou Scolari.

Futuro de Felipão incerto

Felipão lembrou durante a coletiva que seu compromisso com a CBF vai até o final da Copa e recusou-se a dar qualquer indicação se pretende deixar o comando da seleção ou querer ficar. Tudo será decidido em uma reunião a ser agendada depois da partida de sábado quando disputará o terceiro lugar em Brasília.

“Nós temos um trabalho combinado com a CBF e todas as melhores condições foram dadas; o compromisso com a CBF passa a ser até o final do mundial. Nao vamos discutir antes. Depois do Mundial, provavelmente vamos conversar, analisar o relatório de como e o que foi feito, com uma série de detalhes e depois disso vem  a definição que passa pela presidência da CBF", explicou.

 

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