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Geral

Bulgária inicia construção de "muro" para conter fluxo de clandestinos

media Trecho do "muro" que está sendo erguido na fronteira da Bulgária com a Turquia para impedir a chegada de refugiados. Imagem de vídeo/Euronews

A Bulgária iniciou a construção de um “muro” ao longo da fronteira com a Turquia para tentar conter a onda de imigrantes clandestinos que chegam ao país. O governo ficou alarmado depois de receber 12 mil pedidos de asilo.

O muro terá 33 quilômetros de extensão e 3 metros de altura, feito de arame farpado. A construção fica na comunidade de Elhovo, a mais atingida pelo fenômeno da imigração ilegal na Bulgária. A região é montanhosa e tem muitas florestas, o que facilita a passagem dos clandestinos.

A fronteira da Bulgária com a Turquia é de 270 quilômetros e, segundo especialistas, muitos imigrantes poderão encontrar outros pontos de fácil acesso ao território búlgaro. O ministério do Interior afirma, no entanto, que não se trata de impedir a entrada de refugiados no país, e sim de orientá-los para os postos de controle.

De acordo com o correspondente da Rádio França Internacional em Sofia, Damian Vodenitcharov, a obra deverá ser concluída em março ou abril. O projeto, inicialmente avaliado em 6 milhões de levas (moeda local), o equivalente a 3 milhões de euros, teve o valor reajustado para 10 milhões de levas.

O governo insiste que pretende impedir apenas a entrada de imigrantes clandestinos, sem documentação, e que a decisão não diz respeito a todos os que pedem asilo ao país.

Diante do fluxo crescente nos últimos meses, cerca de 1.200 policiais foram enviados ao longo da fronteira da Bulgária com a Turquia, em novembro. A medida inibiu a entrada de muitos imigrantes em situação irregular.

Segundo Vodenitcharov, as autoridades búlgaras estão fazendo uma grande operação contra imigrantes clandestinos. Na semana passada, centenas deles foram detidos em Sofia.

A capital do país é mal preparada para acolher um grande número de refugiados vindos da Síria ou de outros países em conflito. Além da falta de recursos, há falta de alojamentos e pessoal administrativo para tratar os pedidos de asilo.

A Bulgária, país mais pobre do bloco europeu, recebeu em novembro cerca de 6 milhões de euros da União Europeia para melhorar as condições de vida e de acolhida aos imigrantes e refugiados. O dinheiro para a construção do "muro", segundo o governo, virá do ministério da Defesa.
 

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