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Economia

Web Summit tem edição "política" marcada por debates sobre tributação e regulação digital

media Cerca de 140 startups brasileiras estarão presentes no Web Summit, em Lisboa. facebook.com/WebSummitHQ

O Web Summit 2019, um dos maiores encontros sobre tecnologia, negócios e inovação do mundo, começa nesta segunda-feira (4) em Lisboa com uma programação centrada no debate sobre a regulamentação das empresas de tecnologia e suas atividades na internet.

A feira, uma das mais importantes do mercado de startups e empreendedorismo, contará com a participação de mais de 140 empresas brasileiras, em busca de expansão para novos mercados. Além das startups, o Brasil terá dois grandes expositores na conferência: a plataforma global de investimentos em criptomoedas Atlas Quantum e a empresa especializada em trabalho digital DiRWA.

Inovações nas áreas de meio ambiente, saúde, educação e habitação são algumas das novidades que as gigantes digitais e as empresas emergentes apresentarão na cúpula mundial de tecnologia. Estão previstas centenas de conferências sobre temas variados como mobilidade, aplicativos médicos, robótica, criptomoedas, publicidade e conquista da mídia. Além disso, multiplicaram-se os apelos para a adoção de impostos, regulamentações e até o desmantelamento de gigantes do setor.

Segundo Paddy Cosgrave, fundador e diretor da Web Summit, "a tecnologia se tornou hiperpolítica". Por conta disso, as estrelas da cúpula desta vez não serão os inventores e sim os consultores e reguladores. O evento chega em sua 11ª edição, com mais de mil palestrantes e expectativa de 70 mil participantes, incluindo mais de 11 mil CEOs.  

Snowden e Vestager

As discussões começarão na noite desta segunda-feira com uma videoconferência na Rússia com Edward Snowden, ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e que acaba de publicar um livro. Na publicação, Snowden relata os motivos que o levaram, em 2013, a transmitir dezenas de milhares de documentos secretos para várias mídias, revelando a existência de um sistema mundial de vigilância das comunicações e da internet.

Na quinta-feira (7), a comissária europeia Margrethe Vestager, que no ano passado defendeu em Lisboa a imposição de impostos sobre os gigantes da economia digital em escala continental, terá a última palavra. "Margrethe Vestager é incrivelmente popular [...] porque tenta criar condições equitativas para os inovadores", afirma Cosgrave, depois de descrevê-la como "a pessoa mais importante no setor de tecnologia". Conhecida por sua intransigência e pelas multas que aplicou ao grupo Gafa, acrônimo de Google, Apple, Facebook, Amazon, a dinamarquesa foi reconduzida ao cargo de comissária da Concorrência na União Europeia, além de ter obtido a pasta Digital e a vice-presidência da Comissão.

Casa Branca e Huawei

Vestager falará logo após Michael Kratsios, encarregado da política de tecnologia na Casa Branca, a voz do governo Donald Trump nesta área. Tanto Kratsios quanto Trump são críticos do Gafa, mas hostis a seu desmantelamento e planejam tributar seus lucros no exterior.

A questão também será abordada por Pascal Saint-Amans, diretor do Centro de Política e Administração Tributária da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que está trabalhando em um projeto para aplicar impostos a gigantes e multinacionais digitais.

Brittany Kaiser, ex-diretora da empresa Cambridge Analytica, envolvida no escândalo do uso de dados do Facebook para a campanha de Trump em 2016, alertará, por sua vez, sobre os riscos da exploração de dados pessoais dos internautas nas próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

A gigante chinesa de telecomunicações Huawei, proibida nos Estados Unidos que a acusa de espionagem com sua rede móvel 5G, também estará presente. A empresa enviou o CEO Guo Ping em busca de apoio do mundo tecnológico. As redes 5G serão a base de toda a economia digital em expansão nas próximas décadas e, por enquanto, a tecnologia chinesa é considerada a mais avançada.

* Com informações da AFP

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