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Economia

Temendo onda nacionalista no Parlamento Europeu, UE e Mercosul aceleram acordo comercial

media A comissária europeia para o Comércio, Cecila Malmström, diz que UE e Mercosul estão, finalmente, próximos de chegar a um acordo comercial. EMMANUEL DUNAND / AFP

A União Europeia e o Mercosul estão, finalmente, próximos de chegar a um acordo comercial, garantiu nesta quarta-feira (22) a comissária europeia para o Comércio, Cecilia Malmström. Ela acredita que as negociações possam ser concluídas antes do final do mandato do atual executivo europeu, em 31 de outubro de 2019. O governo brasileiro compartilha o otimismo sobre a conclusão das negociações, que já duram cerca de 20 anos.

Com reportagem de Lúcia Müzell

Cecilia Malmström disse em entrevista coletiva, durante a reunião anual da OCDE, que acontece nesta semana em Paris, que as discussões para a conclusão de um acordo de livre comércio entre os dois blocos “registraram bons progressos”. No mês de março, o último round das negociações entre europeus e representantes do Mercosul, bloco formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi “coroado de sucesso”.

A Comissão europeia, dirigida por Jean-Claude Junker, espera assinar o tratado antes de outubro, explicou a comissária. “Acho que nossos amigos do Mercosul têm muita vontade de avançar antes da chegada de uma nova Comissão em Bruxelas”, completou. O novo executivo da UE será escolhido pelos eurodeputados, que serão eleitos na votação realizada de 23 a 26 de maio.

Cecilia Malmström não exclui que já a partir de julho os dirigentes dos países envolvidos substituam os negociadores nas discussões em curso. No entanto, lembrando de fracassos recentes, a comissária se viu obrigada a temperar seu otimismo: “fazem cinco anos que digo que estamos próximos de um acordo”.

Brasil otimista

No início de maio, o ministro do Comércio brasileiro, Lucas Ferraz, já havia afirmado à agência Bloomberg que “nunca o acordo UE-Mercosul esteve tão próximo”. Essa euforia é compartilhada pela comitiva brasileira que participa da reunião ministerial da OCDE, em Paris.

Um integrante da comitiva, que pediu anonimato, indicou à reportagem da RFI que a expectativa é fechar o acordo “antes de o novo Parlamento Europeu” assumir.

O entendimento é o de que a ascensão de uma frente nacionalista e protecionista ao Parlamento Europeu, após a votação, poderia dificultar ainda mais o diálogo com o Mercosul. A linha política dos novos comissários que deverão assumir, inclusive o de Comércio, é uma incógnita.

Segundo esta fonte, os dois lados correm contra o tempo e o diálogo destravou em pontos sensíveis das negociações, como o comércio de bens industriais, serviços, navegação costeira e o setor automotivo. A agricultura segue sendo a principal área de discórdias, a exemplo da exigência dos europeus de proteger produtos típicos fabricados na Europa e com “apelações de origem controlada”, como os queijos italianos parmesão e gorgonzola ou o conhaque francês.

“Devemos marcar uma reunião ministerial muito em breve para ver se fechamos o acordo”, comentou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que está em Paris para as reuniões na OCDE. Ele confirmou que a expectativa de fechar o acordo até o fim da atual legislatura europeia é compartilhada pelo Brasil.

Se sair, o acordo comercial UE-Mercosul seria o mais importante assinado pelos europeus. As negociações começaram há mais de 20 anos.

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