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Paris é a primeira capital mundial a ter moeda local, indexada ao euro

Paris é a primeira capital mundial a ter moeda local, indexada ao euro
 
A cofundadora Brigitte Abel diz que as moedas locais não vão parar na especulação financeira, como o dinheiro tradicional. http://peche-monnaie-locale.fr/ Justine Ray

Paris se tornou a primeira capital mundial a ter a sua própria moeda local, a pêche. A iniciativa nasceu na vizinha Montreuil, em 2014, e desde então se expandiu para outras cidades a leste da capital francesa, até que chegou à Cidade Luz.

Por enquanto, a inauguração é tímida: 12 estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços da cidade aceitam vender em pêches. No total, na região parisiense, cerca de 100 locais usam a moeda alternativa ao euro.

A rede sustenta um circuito de economia solidária – o último dos objetivos é ter vantagens financeiras. Pelo contrário: quem adere à proposta quer é fugir do sistema financeiro tradicional.

“É importante para transformar a economia em nível local, viver de uma outra maneira e nos tornarmos cidadãos responsáveis, ao criarmos um novo circuito ético e solidário”, explica Brigitte Abel, cofundadora da pêche. “É uma moeda que nunca poderá ir para a especulação, para atividades criminosas nem para os paraísos fiscais. Nós queremos desenvolver uma riqueza local, com pessoas daqui.”

 

La Pêche Cendrine Bonami/23Dees

Crise financeira lançou projetos por toda a França

Iniciativas como essa pipocaram pela França e outros países europeus desde a crise financeira de 2008, encabeçadas por associações cansadas dos abusos do sistema tradicional. Eles argumentam que, com a moeda alternativa, investem na economia real, com geração de riqueza e empregos na região.

Um ponto em comum entre os participantes é a sensibilidade à causa ambiental: ao estimular um circuito restrito de compra e venda, a moeda local favorece uma produção sustentável, com menos logística, portanto menos impacto ao meio ambiente. Os parceiros devem assinar um documento no qual se comprometem a cumprir uma série de requisitos social e ecologicamente responsáveis.

É por isso que multinacionais e grandes cadeias de lojas não podem, por definição, participar da rede de moedas locais.

“O interesse pela economia cidadã e ética é muito forte, mas há também interesses comerciais. Os participantes são reconhecidos como integrantes de uma rede que valoriza a ecologia, o bem-estar animal, a produção local, a agricultura orgânica e a democracia participativa”, comenta SarahTartarin, copresidente da associação Une Monnaie pour Paris (Uma Moeda para Paris), que está por trás da iniciativa na capital. “Uma empresa apta a usar pêches responde a esses valores e vai atrair os consumidores que também são sensíveis a isso.”

Bistrô La Recyclerie, no 18° distrito de Paris, é um dos locais que aceitam pêches na capital francesa. @larecyclerie

Para poder colocar o projeto em prática, a associação conta com subvenções das prefeituras envolvidas. O principal suporte foi para a impressão das notas, que ilustram paisagens urbanas, como o metrô, e são protegidas contra falsificações, como qualquer nota.

Financiamento solidário

A entidade não revela quantas pêches estão em circulação. A moeda é indexada à divisa comum europeia e vale 3% a mais, ou seja, uma pêche vale € 1,03. Os euros recolhidos são depositados em um fundo de garantia, no banco solidário Nef.

“Se você precisa recuperar os euros, você pode vir buscá-los neste fundo de garantia. Mas os participantes podem escolher o que fazer com os 3% de valorização”, ressalta Sarah. “A grande maioria prefere doar a associações parceiras da nossa, para financiá-las, ou então doar para os comerciantes participantes, que separam um caixinha para dar para pessoas necessitadas que não tenham o que comer, por exemplo.”

A França já tem 40 moedas locais, distribuídas pelas mais diferentes regiões. A mais famosa é a Eusko, aceita por mais de 600 comerciantes do País Basco francês, no sudoeste do país. Estima-se que o equivalente a € 750 mil em euskos estejam em circulação - uma prova de que, quando adotadas pela população, elas podem se tornar de fato uma moeda alternativa para as despesas correntes.


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