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Brasil será 6ª maior economia mundial em 2028, prevê consultoria britânica

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Brasil será 6ª maior economia mundial em 2028, prevê consultoria britânica
 
Vista aérea da avenida Paulista em São Paulo Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

O Centro de Pesquisa em Economia e Negócios e Perspectivas da Construção Global, consultoria baseada em Londres, divulgou nesta semana um relatório no qual afirma que já em 2018 a economia indiana vai ultrapassar as do Reino Unido e da França para se tornar a quinta maior do mundo.

Dez anos depois será vez do Brasil fazer o mesmo: a nação verde e amarela vai tirar o lugar destes dois países e ocupar a sexta posição no ranking mundial. O Centro garante que o rearranjo se dará em função das energias renováveis e da tecnologia.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

O documento faz previsões para o crescimento econômico e o peso das principais economias do mundo ao longo dos próximos 15 anos. Para o Centro, a expansão global vai ser guiada pelo aumento da qualidade de energias renováveis e pelo uso da tecnologia. Com isso, a Índia deve ultrapassar no próximo ano o Reino Unido e a França para se tornar a quinta maior economia do mundo.

O Brasil, que ainda não conseguiu sair da crise que atravessa há pelo menos três anos, só deverá mostrar as garras para valer daqui a uma década, quando também passará à frente da Europa para ocupar a sexta posição.

A China, de acordo com o estudo, deve tomar a dianteira e tornar-se a maior economia do mundo em 2030, deixando os Estados Unidos em segundo lugar. A Rússia, por sua vez, deve ter uma queda expressiva e despencar da décima primeira para a décima sétima em 2032. O motivo é a queda dos preços do petróleo e a expansão do uso das energias renováveis.

Futuro nebuloso

Todas essas previsões só vão acontecer se os principais riscos existentes nesse momento forem evitados. É importante lembrar que não tem sido fácil fazer projeções para o futuro global.

O Brexit e a eleição do republicano Donald Trump, por exemplo, são eventos que os mercados não consideravam possíveis até que acontecessem. Há riscos de guerra na península coreana e iniciativas protecionistas sendo tomadas por vários países, entre eles os Estados Unidos.

Mas o relatório acredita que o impacto negativo de medidas americanas no comércio exterior foi menor do que o esperado. O que pode ocorrer é uma nova mudança no peso dos países na economia mundial.

Pode ser que o conceito do BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), criado em 2001 pelo inglês Jim O’Neill, quando ele ainda estava no Goldman Sachs, não se concretize exatamente como o previsto, já que a Rússia deverá perder muitas posições.

Crescimento asiático

O eixo está, claramente, se movendo para a Ásia, mas não somente por conta da China, o que já era esperado. Três das quatro maiores economias do mundo serão a nação chinesa, a Índia e o Japão já em 2032 e a previsão é a de que a Coreia do Sul e a Indonésia estejam entre os 10 maiores pela primeira vez. Taiwan, Tailândia, Filipinas e Paquistão ficarão entre 25 maiores.

Os mercados estarão de olho nessas previsões na hora de tomar as suas decisões de investimentos e também vão considerar as particularidades destes países para negociar. O fato é que o velho mundo está ficando para trás: a Itália, por exemplo, deve sair do seleto grupo dos 10 maiores até 2023, segundo o estudo.

Novas energias

Na última década, os preços do petróleo caíram por conta da ausência de demanda. A crise financeira global de 2008 também reduziu em boa medida o apetite das economias pelo combustível.

Além disso, a produção de energias renováveis deve aumentar e alterar a tradicional relação entre petróleo e desenvolvimento. Os combustíveis que irão estimular o crescimento econômico do planeta devem ser outros. Oliver Kolodseike, economista do Centro, destaca que a tecnologia e a urbanização serão fatores importantes para transformar a economia mundial nos próximos 15 anos.

A China tem feito o seu dever de casa, justificando sua chegada ao topo do ranking. Apesar das crescentes desigualdades, das enormes dívidas das empresas, da falta de transparência e das restrições à liberdade de expressão, os chineses são hoje os maiores investidores em energias renováveis do mundo.

Tecnologia e urbanização estão no topo da lista de prioridades do Partido Comunista chinês para continuar estimulando o crescimento econômico e garantir o salto que levará a China à Nova Era prometida pelo presidente Xi Jinping no 19° Congresso do Partido, realizado em outubro passado.


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