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"Filantropia pode ser feita de maneira mais inteligente", diz executivo brasileiro em Paris

 
A Cúpula de Negócios Sociais em Paris reuniu centenas de empreendedores, pesquisadores, investidores e atores do setor. (Foto: Taíssa Stivanin/RFI Brasil)

Durante todo o mês de novembro, a prefeitura de Paris organiza uma série de eventos para celebrar a chamada economia solidária e social, que representa 10% do PIB da capital francesa e é geradora de empregos no país e no mundo.

Um dos pontos altos dessa agenda foi a Cúpula de Negócios Sociais, que aconteceu nos últimos dias 6 e 7 de novembro em Paris. Considerado como um dos maiores encontros do setor, ela recebe centenas de empresários, pesquisadores, investidores e atores da área.

A Cúpula foi criada pelo prêmio Nobel Mohammad Yunus, que também é fundador da Yunus Negócios Sociais, uma aceleradora de iniciativas sociais que fornece consultoria para empresas, governos e ONGs. O brasileiro Luciano Gurgel, diretor da empresa no Brasil, foi palestrante do evento e conversou com a RFI.

“Esse é um evento que consacra a união desses esforços para mostrar o que estamos fazendo no mundo. O meu papel aqui é representar o Brasil e mostrar o que o país tem feito na área de negócios sociais”, diz.

A empresa apoia empreendedores individuais, que trabalham com diferentes iniciativas. Entre elas, o reflorestamento, reformas de residências insalubres, óculos para a população de baixa renda, ou ainda ensino de idiomas para crianças pobres. “É uma série de exemplos de empreendedores individuais que ajudamos com apoio financeiro e não-financeiro”, explica o executivo. “Temos um fundo local no Brasil e é com esse fundo que apoiamos os empreendedores, captados localmente.”

Os recursos são provenientes de famílias de alta renda, que querem investir mais em filantropia. “Buscamos investidores e oferecemos uma nova forma de fazer filantropia, que é justamente o investimento em negócios sociais que permite que os recursos sejam reaproveitados”, explica.

Grandes empresas

A Yunus tem outra área que lida com grandes empresas. “São empresas que querem entender como embarcar em seu DNA uma missão social. É um movimento muito forte, não só dos empreendedores individuais, mas também de grandes empresas, que querem dar um novo significado a sua atuação, através de uma lógica de missão social”, diz.

Ele cita como exemplo a Ambev. Com a consultoria da Yunus, a empresa lançou uma água no mercado cujo lucro é revertido para projetos de geração de água nas regiões do semiárido brasileiro. Em seu painel na cúpula, Luciano falou justamente sobre a percepção desse universo de financiamento para empreendedores, principalmente no início de suas atividades.

A ideia desses painéis também é trocar experiências com representantes de start-ups e outros atores do setor sobre financiamento e investimentos nessas microempresas. “A filantropia pode ser feita de forma mais inteligente, e isso se aplica a todos os países”, resume. “A simples doação de recurso não consegue atingir os objetivos aos quais ela se propõe.”


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