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Analista diz que programas de Le Pen e Mélenchon arruinariam economia francesa

Analista diz que programas de Le Pen e Mélenchon arruinariam economia francesa
 
Mélenchon e Le Pen: muitas semelhanças apesar dos extremos políticos AFP

A quatro dias do primeiro turno da eleição presidencial francesa, o resultado ainda é imprevisível. Entre os quatro melhor posicionados nas pesquisas, dois candidatos de lados opostos do espectro político têm chance de passar ao segundo turno: Marine Le Pen, da extrema-direita, e Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical. Seus programas econômicos, considerados antieuropeus e protecionistas, provocam preocupação no mercado financeiro e entre especialistas da área.

A Fundação Concorde, um think tank econômico francês independente, analisou as propostas dos dois postulantes a chefe de Estado. "O que é surpreendente é que os dois programas são extremamente parecidos. Eles têm algumas medidas que são as mesmas. Ambos propõem gastar muito dinheiro público suplementar, a volta da aposentadoria aos 60 anos, o protecionismo da economia e a saída da União Europeia e da zona do euro", explica a diretora-geral da entidade, Jennifer Pizzicara.

"Eles também sugerem uma retomada econômica por meio do consumo, incrementando o poder aquisitivo das famílias: Mélenchon aumentando o salário mínimo em 16% e Marine Le Pen dando uma ajuda financeira do governo", completa.

Segundo ela, uma vitória de Le Pen ou de Mélenchon levaria ao aumento imediato das taxas de juros, o que agravaria a situação econômica francesa. "Eles conduziriam à ruína acelerada do país. Primeiramente porque estamos em um contexto econômico muito precário na França, com uma crise das finanças públicas, uma dívida próxima de 100% do PIB, um déficit público estrutural e despesas públicas de 57% do PIB, as mais elevadas entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)", afirma.

E conclui: "Le Pen e Mélenchon respondem a esses problemas com mais gastos públicos e, consequentemente, mais necessidade de investimentos do Estado. Para nós, isso é muito perigoso como política econômica".

"Frexit" teria graves consequências

O pesquisador Jean-Jacques Kourliandsky, do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, em Paris, também vê muitas semelhanças entre os dois programas, como a proposta de saída da União Europeia, que, segundo ele, "teria graves consequências".

"Veja o caso do Reino Unido, com as enormes dificuldades de negociação, que devem se estender por vários anos. Além disso, esse país enfrenta a ameaça de deslocamento de empresas e de bancos de Londres para a França, a Alemanha, a Bélgica ou Luxemburgo", opina.

"Uma decisão tomada pela emoção política, mal conduzida e mal preparada, pode ter consequências extremamente pesadas. Sem falar que uma saída da zona do euro provavelmente desvalorizaria a nova moeda da França, aumentando a dívida externa, que já é enorme. Isso pesaria sobre o orçamento e sobre o conjunto da sociedade francesa. Então não se trata de decisões anódinas."

Na edição desta quarta-feira, o jornal Le Monde publicou um texto de 26 ganhadores do prêmio Nobel de economia criticando as propostas antieuropeias dos candidatos. Para eles, esses programas desestabilizarão a França e a cooperação entre os países do bloco e as políticas isolacionistas e protecionistas são meios perigosos de geram crescimento.

Para, Kourliandsky, os franceses que enfrentam dificuldades financeiras se sentem atraídos pelo discurso de “salvadores da pátria” apresentado pelos dois candidatos. "Os eleitores manifestam um voto de protesto ligado à sua situação econômica e social. A melhor maneira de mostrar o seu descontentamento é votar nos candidatos antissistema, que eles consideram que não têm responsabilidade imediata na situação atual do governo. Os candidatos das legendas que não governaram o país nos últimos anos. Essa visão prejudica o Partido Socialista e seus aliados e o partido de direita Os Republicanos, o antigo UMP, que governou o país de 2002 a 2012."
 


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