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Economia

Xi Jinping adverte Trump em Davos: "Globalização é irreversível"

media O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a globalização nesta terça-feira, 17 de janeiro de 2017, em Davos. REUTERS/Ruben Sprich

O presidente chinês Xi Jinping afirmou nesta terça-feira (17), em Davos, onde abriu o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que culpar a globalização não resolverá os problemas do mundo. O discurso foi um recado à política protecionista e isolacionista defendida pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Essa é a primeira vez que um presidente chinês participa do Fórum Econômico Mundial. E Xi Jinping chegou a Davos como um inacreditável defensor do livre comércio, alertando contra as guerras comerciais e recuos no processo de globalização.

"Temos que continuar defendendo o desenvolvimento do livre comércio (...) e dizer não ao protecionismo", martelou o líder chinês diante dos 3.000 líderes econômicos e políticos reunidos na cidade dos Alpes suíços. "Qualquer tentativa de interromper os fluxos de capital, tecnologias e produtos (...) é impossível e vai contra a marcha da história", salientou.

Recado claro aos defensores do protecionismo

A mensagem de Xi Jinping à elite mundial visou implicitamente Donald Trump, que assume a presidência da primeira potência mundial na próxima sexta-feira (20). O magnata, sucessor de Barack Obama, acusa abertamente a globalização de destruir milhares de empregos nos Estados Unidos.

O presidente eleito, que não participa do Fórum, já prometeu abandonar o Acordo de Associação Transpacífico (TPP), um tratado de livre comércio assinado em 2015 entre 12 países da América do Norte e do Sul e da Ásia. Trump também ameaça criar barreiras alfandegárias com o México e a China, além de depreciar com frequência a Organização Mundial do Comércio, dirigida pelo brasileiro Roberto Azevêdo.

Xi Jinping também critica as instituições multilaterais, como a OMC, consideradas por ele "inadequadas" e "pouco representativas". O líder comunista defende um reequilíbrio da globalização "que deve ser mais inclusiva e sustentável". A China quer aproveitar a eleição de Donald Trump para reforçar sua posição de segunda potência mundial e redesenhar como lhe convém o mapa do comércio mundial.

Responsabilidade das lideranças mundiais

Consciente do movimento contrário à globalização em vários países, o tema do Fórum Econômico Mundial este ano é "a responsabilidade dos líderes". Klaus Schwab, fundador do evento nos anos 70, estima que a elite mundial deve buscar a razão pela qual as pessoas estão irritadas e insatisfeitas. Ele se refere à eleição de Trump nos EUA, mas também ao referendo pelo Brexit, por exemplo.

O WEF avalia que a exclusão social e as desigualdades são os principais perigos para 2017. O Fórum publicou na segunda-feira (16) um estudo que mostra que a renda média anual retrocedeu nos países desenvolvidos nos últimos cinco anos. "Devemos ouvir o que as pessoas dizem. As vantagens da globalização são mais claras nos países emergentes que nos países desenvolvidos", comentou à AFP Sergio Ermotti, chefe do banco suíço UBS.

O que é "paradoxal" é que, junto a isso, as antecipações macroeconômicas são mais favoráveis, indicou à AFP Narimam Behravesh, economista-chefe da consultora IHS Markit. Mas "a tecnologia e a globalização estão deixando muita gente pelo caminho".

"Como acontece em todos os anos, com a cumplicidade dos grandes meios de comunicação, estas elites tentarão passar uma imagem positiva de sua 'liderança' sobre a globalização. Serão obrigadas a levar em conta a revolta crescente dos povos que perturba a ordem neoliberal", denunciou, por seu lado, a organização não governamental Attac.

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