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Economia
RFI

China promete reformas com entrada do yuan no grupo de moedas do FMI

media Ilustração com a nota de 100 yuans. REUTERS/Petar Kujundzic/Files

A China comemora a entrada do yuan no clube fechado das moedas de referência do FMI, o Fundo Monetário Internacional. O Banco Central chinês afirmou que essa é uma "etapa histórica" para a internacionalização da divisa, e prometeu "aprofundar" as reformas financeiras e de abertura do setor financeiro do país.

A partir deste sábado (1), a divisa chinesa passa a integrar a unidade contábil do FMI denominada "Direitos Especiais de Saque" (DEG), cesta em que estão o dólar, o euro, a libra esterlina britânica e o iene japonês.

Fazia anos que os chineses, apoiados por países emergentes como o Brasil, se esforçam para transformar o yuan em uma moeda de reserva internacional. A medida visa dar mais peso para a China, segunda potência econômica mundial, dentro da instituição. O respaldo do FMI é, portanto, uma vitória diplomática para Pequim e tem uma forte carga simbólica por incluir oficialmente o yuan entre as grandes moedas mundiais.

Na prática, a mudança não deve afetar o mercado de câmbio mundial, onde o dólar continua sendo de longe a moeda mais mais usada (41% das transações mundiais), à frente do euro (30,8%), ou da libra (8,7%), segundo a empresa de consultoria financeira Swift.

Medida é vitória diplomática de Pequim

O significado simbólico da decisão é muito mais importante. O renminbi, o outro nome da divisa chinesa, deve se beneficiar com a continuidade de sua nascente internacionalização e pode aterrissar, no futuro, no tesouro dos países que dispõem de assistência financeira do FMI.

"É uma uma etapa histórica para o renminbi, que confirma os avanços da China no desenvolvimento econômico, assim como os frutos das reformas e da abertura de seu setor financeiro", comentou o Banco Central chinês (PBOC) em um comunicado. Com esse passo, Pequim também pretende "reforçar as contribuições para consolidar o sistema financeiro mundial", de acordo com a nota.

Ao contrário das outras moedas da cesta dos DEG, o yuan não é plenamente conversível e a repatriação dos capitais investidos na China por estrangeiros continua sendo difícil.

Acusações de manipulação

O órgão de direção do Fundo, que representa seus 189 estados-membros, deu seu aval ao pedido chinês em novembro de 2015, afirmando que yuan cumpre dois grandes requisitos: estar muito presente nas transações internacionais e ser "livremente utilizável".

A instituição se deu quase um ano de prazo para garantir uma transição tranquila, já que a última modificação de sua cesta de divisas tinha ocorrido em 2000, quando o euro substituiu o franco e o marco alemão.

O aval do FMI levantou preocupações. Alguns viam a decisão como sendo política, destinada a atender a Pequim, que se queixava de estar sub-representado nas instâncias econômicas e começou a criar suas próprias instituições financeiras em conjunto com outros países emergentes.

O FMI sempre negou ter cedido a pressões ao outorgar o título de nobreza ao renminbi. "Não há nenhuma maquiagem dos indicadores", declarou, recentemente, um dos dirigentes do Fundo, Siddharth Tiwari. "É um processo incrivelmente transparente", afirmou.

A China é frequentemente acusada de "manipular" sua moeda para estimular suas exportações.

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