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Oferta de voos de longa distância low cost aumenta na Europa

Oferta de voos de longa distância low cost aumenta na Europa
 
Norwegian é a segunda maior companhia aérea da Escandinávia e uma das maiores low costs europeias. AFP PHOTO / TT NEWS AGENCY / JOHAN NILSSON

A ampliação dos voos low cost chega com força nos trajetos de longa distância e intercontinentais, com mais de seis horas de tempo de percurso. Em setembro, duas companhias aéreas europeias passaram a disponibilizar ofertas para os Estados Unidos e o Caribe. A movimentação obriga as empresas tradicionais a repensarem o futuro no setor, no qual concorriam apenas entre si.

A pioneira foi a Norwegian Air, que a partir de Paris leva para Nova York, Los Angeles e outras cidades cobiçadas pelos turistas. No início do mês, a Eurowings, marca de baixo custo da Lufthansa, começou a operar para Miami. O diretor da companhia alemã afirmou que a tendência é aumentar esse modelo de negócios, que já abrange outros destinos turísticos visados pelos alemães, como Tailândia e México.

Já a francesa Air Caraibe recém inaugurou o trajeto Paris – Punta Cana (República Dominicana), executado pela sua filial low cost French Blue. Por a partir de € 298,00 (cerca de R$ 1.121,00), o cliente cruza o oceano e volta à capital francesa, uma tarifa imbatível.

Mais uma batalha na guerra de preços

Diante do avanço no “seu” mercado, a Air France deve decidir, até novembro, se abre uma filial low cost para voos intercontinentais, a exemplo da concorrente alemã. A expansão do setor leva as companhias clássicas a planejar uma resposta.

“A guerra de preços já está instalada e podemos esperar que sim, essas companhias devem forçar os preços a caírem um pouco mais. A oferta da French Blue foi impressionante: oferece tarifas realmente muito baixas”, nota o analista de transportes Bertrand Le Moigne, do Sia Institute. “Mas tudo vai depender da perenidade desse modelo. French Blue vai conseguir se manter com esses preços? Na Ásia, pelo menos, há atores que conseguiram se virar bem.”

Esse é o "x" da questão: saber se o modelo econômico das low cost de longa distância é viável. Os custos envolvidos são bem mais elevados do que nos trajetos curtos – o tempo de voo e a preparação necessária para a partida encarecem o preço final. A escolha dos destinos também precisa ser muito bem planejada: devem ser lugares com forte procura turística, já que os trajetos só serão rentáveis a um custo tão baixo se aviões decolarem lotados.

A bordo, tudo é extra

Além disso, a margem de aumento dos preços é limitada: o público-alvo são turistas que buscam, acima de tudo, uma passagem barata. A clientela de negócios, a mais disposta a gastar, toma distância desse tipo de promoção. Para compensar, a bordo, tudo pode ser faturado: comida, fones de ouvido e até cobertor.

Le Moigne destaca que, apesar das restrições, o voo intercontinental a baixo custo não necessariamente será mais desconfortável do que um convencional – tudo depende da organização interna das aeronaves.

“Esse é um ponto interessante: é certo que é um voo menos confortável? Tenho minhas dúvidas. A maioria das companhias low cost investe pesado em aviões de última geração, com uma frota homogênea. A poltrona deles não é necessariamente menos confortável do que uma poltrona da classe econômica da companhia clássica”, ressalta o analista de transportes. “Acho que as companhias tradicionais compensam com o fato de terem uma grande variedade de ofertas, com a econômica premium, a business, a primeira classe. Essa é a principal força delas: o fato de terem um serviço que se desmembra em vários níveis e de voarem para grandes aeroportos, que são hubs nacionais ou mundiais.”

Baratear onde der

A seu favor, as low cost têm o preço historicamente baixo do barril do petróleo desde o ano passado, o que desonera os gastos com combustível. Mas esse efeito pode ser apenas temporário.

Essas empresas também podem otimizar os custos com mão de obra, ao negociar contratos de trabalho que estipulem jornadas de trabalho mais longas para a tripulação.

“Pode funcionar, mas ainda não podemos saber se essa será uma tendência para o futuro. As coisas estão incertas: veremos cada vez mais tentativas, como sempre acontece quando tem um produto novo no mercado”, afirma Le Moigne. “Mas se o modelo vai mesmo explodir, se espalhar e substituir uma parte importante das companhias tradicionais, é algo bem mais difícil de dizer.”

Brasil de fora

O especialista observa que, em geral, as grandes companhias têm preferido abrir uma filial low cost a baixar a qualidade do seu serviço habitual, para poder oferecer tarifas mais acessíveis. Por enquanto, não foram anunciados projetos de voos de baixo custo da Europa para a América Latina.


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